segunda-feira, 19 de maio de 2014

Delícias da cozinha nacional e internacional passaram pela 3ª Oficina de Gastronomia Mater Dei

Foto: Lucas Piaceski/Christoferson
Os cinco sentidos ficaram acesos para fazer esta reportagem no final de semana (16 e 17 de maio). Como jornalista, "saboreando" a escolha de palavras para colocar o tempero certo neste texto...

Daiana Pasquim
Labaredas sobem e os aromas se acentuam. A mesa está posta e no balcão, uma fila de iguarias a ser degustada. A organização e higiene leva alguns para a pia e os pratos e panelas escorrem limpos e brilhosos também. É preciso selecionar bem as facas e tocar cada ingrediente com determinada técnica. Estes são apenas alguns passos de dança da coreografia completa vivenciada pelos que participaram da 3ª Oficina de Gastronomia da Faculdade Mater Dei, ao aprenderem sobre entradas, bases de molhos, técnicas de cozinha, massas, carnes, pratos principais e sobremesas. O curso foi ministrado pelo chef mato-grossense Gilmar Fava, formado em administração e marketing, com qualificação em cozinha brasileira e internacional, pós-graduado em Didática em Ensino Superior e em Gestão Empresarial. Sua intimidade com a cozinha vem de 28 anos e inclui ainda uma especialização em massas. Para resumir seu curso, Gilmar Fava conta que tenta passar aos alunos as técnicas básicas e a manipulação de todos os cortes, depois os molhos e as  finalizações dos pratos. Assim, a cozinha da Sociedade Rural de Pato Branco ficou repleta de possibilidades nesta sexta (16) e sábado (17), , como um curso de extensão de Administração, coordenado pelo professor e amante da gastronomia, Anderson Michelin.  
“Tento passar ao máximo de técnicas, mas é muito pouco tempo. Eles ficam ansiosos, pois muita gente nunca viu cortar uma cebola, não sabe como é determinado corte de legume, essas coisas. Eu passei o básico do básico e depois vamos juntando e finalizando. Nesta sexta fizemos tapioca, panquecas, focaccias, e à noite, finalizamos com o jantar servindo yakissoba, carne de onça, tex mex com a comida mexicana incluindo guacamole. Fazemos um mix devido à técnica que a gente faz, que é passar alguns cortes e explicar que dá para usar para isto ou para aquilo. Falo: serve para este e aquele prato e assim fazemos o aproveitamento total dos ingredientes”, ilustrou o chef.
E de um ingrediente ao outro a oficina é uma crescente. Na noite de sexta, um molho já era preparado para usar no sábado, perpassando as técnicas para marinar e as de processos de cozimentos e salga. “Alguns ficam assistindo, outras colocam a mão na massa. Poucos ficam mais retraídos. A proposta é eles fazerem. Se eu fizer é só mais uma vez que estou fazendo, mas eles executando, quanto mais aprenderem, melhor”, incentivou. 
O chef conceitua que a gastronomia é muito grande, mas temos que saber cinco coisas básicas: gosto, sabor, aroma, perfume e visual. "Gosto, um exemplo é que cebola tem gosto de cebola, bacon tem gosto de bacon, alho tem gosto de alho. Com dois ou mais ingredientes vamos encontrar o sabor. O aroma inclui os aromáticos como ervas desidratadas ou frescas. Perfume inclui uma bebida ou um whisky. E 50% é visual. Se eu pegar o básico arroz, feijão e ovo, fritar, fazer um virado e por num prato, mas fazer bonitinho, você vai no bonito. O pessoal come pela aparência”, determinou.
Cuidado com os condimentos, alerta Gilmar Fava: “se eu vou fazer um carneiro, gosto muito de alecrim e colocar demais, vai se sobressair ao ingrediente principal. Tem que tomar cuidado nisto. Outra coisa que a gente fala: sal a gosto e tempero a gosto. Gosto é meu, é individual. O correto é o necessário. Como você está fazendo para as pessoas, deve-se manter a dose certa e tomar cuidado. É mais fácil salvar e colocar mais sal do que tirar o sal”.
Dos pratos, saíram ainda: carneiro à moda oriental, o chamado carneiro de califa, picanha à moda antiga, leitão à pururuca, picapara espalmada e moqueca de peixe; além dos aperitivos na entrada, dobradinha à milanesa, ossobuco à milanesa (marinando desde sexta) e azeitonas recheadas. 
A boa notícia é que para um prato ficar delicioso, não depende, necessariamente, conter ingredientes gourmet. “A gente fala carne de primeira e carne de segunda. É lógico que para nós que trabalhamos na área, tem os cortes nobres. Mas a carne de primeira e de segunda, ou é o boi de primeira, ou de segunda, é a qualidade do boi. A carne que tem o osso, que colocamos aqui como de segunda, é a mais saborosa, pois o osso dá mais sabor”, finalizou.

Se atualizando
A empresária Preta Demezuk fez o curso pela terceira vez. “Defendo que a gente tem que dar uma atualizada sempre no cardápio, por mais que você saiba, sempre é bom aprender um pouco mais. Eu adoro receber amigos em casa e tento inovar, não sempre o "arroz com feijão". Aqui estamos pegando umas comidas internacionais como a mexicana, a italiana e diversificando com as nacionais, como a baiana”, exemplificou.
Para Preta, não há como definir um prato como melhor ou pior. “Todo prato feito com amor e dedicação, para mim são todos iguais”.  Ela finaliza contando que Fava é um professor que todo aluno queria ter e que ele está sempre inovando. 
O diretor-geral da Faculdade Mater Dei, Guido Guerra contou que a relação com o chef vem de anos e começou igualmente num evento gastronômico. “O Gilmar Fava, a Ivone e eu o conhecemos no passado quando ele trabalhava no Senac de Curitiba. Foi numa feijoada de sábado que nos encontramos e depois, daí para a frente, até pela relação profissional que temos com seu irmão, Rui Fava, continuamos a acompanhar o trabalho dele. Por sinal, ele já esteve por outras duas vezes em Pato Branco fazendo esta atividade com a comunidade e eu até participei naquela ocasião das duas. Neste não foi possível. É fantástico você observar o interesse de casais, de senhores e senhoras que não estão ligados à área da alimentação fazerem isto pelo prazer de ter em casa uma experiência diferente no dia a dia”, conceituou. 
Para Guido Guerra, Gilmar Fava é um dos maiores chefs do Paraná. "A Faculdade Mater Dei tem orgulho imenso de poder proporcionar para a comunidade de Pato Branco, os nossos amigos, nossas amigas, participar dei algo tão fantástico quanto é saborear, cozinhar, tomar um bom vinho e sentar-se à mesa”.

Daiana Pasquim (DRT/PR 5613)/AC Faculdade Mater Dei 
Fotos: Lucas Piaceski
Assessoria de Comunicação 
Christoferson Agência Audiovisual 


terça-feira, 13 de maio de 2014

Por meio de Diarinho, Alap lança concurso envolvendo os meios de comunicação



Trata-se da “Mostra de Poesias e Contos do Aniversário dos 60 anos da Rádio Celinauta”, para o qual todas as crianças dos 4º e 5º anos das escolas participantes do projeto estão desafiadas a pesquisar e escrever. Os melhores, vão para a TV

Daiana Pasquim
COLABORAÇÃO

Está dada a largada de pesquisa e produção textual e, em 5 de junho, dezenas de textos devem chegar ao encontro mensal do Diarinho Cultural do Sudoeste do Paraná, vindo das escolas municipais de seis municípios participantes do projeto. Eles serão motivados por um mesmo propósito: a "Mostra de Poesias e Contos do Aniversário dos 60 anos da Rádio Celinauta”, concurso lançado pela Academia de Letras e Artes de Pato Branco (Alap), exclusivamente pelo Diarinho, no último dia 8 (quinta-feira), no encontro mensal no Auditório do Sesc. 
A presidente da Alap, professora Neri França Fornari Bochesse disse que todos os anos os membros  da academia planejam o que farão no ano civil, foi quando perceberam que em 2014 Pato Branco comemora os 60 anos da Rádio Celinauta e os 90 anos de frei Policarpo. "Fui atrás de quem ia participar, pois não adianta nós escrevermos, temos que envolver a sociedade, pois esta é a função da academia, ser um ponto cultural dentro da sociedade envolvendo todas as pessoas”, defendeu.
Daí a ideia de lançar o projeto abranger diretamente seis municípios: Bom Sucesso do Sul, Clevelândia, Itapejara D’Oeste, Mariópolis, Pato Branco e Renascença, totalizando 43 escolas públicas representados diretamente por 86 editores mirins. No concurso, entretanto, todas as crianças estudantes dos quarto e quinto anos destas 43 escolas envolvidas podem participar. “A antiga Rádio Colmeia, quando começou, atingia toda a região até tornar-se Celinauta. Assim vamos envolver realmente quem foram os primeiros que participaram desta história. Combinamos com a TV Sudoeste e eles aceitaram e dispuseram os dois programas para levar as crianças fazer suas leituras”, acrescentou, comemorando "veja quantas escolas e municípios vamos envolver. Não podemos abraçar mais para não correr o risco de não dar conta, mas o envolvimento será muito grande”.
Pelo regulamento já enviado para as escolas pela pedagoga do Diarinho, a professora Bernardete Hoinaski Penachi, a ideia é que as próprias professoras façam uma pré-seleção dos textos, enviando ao projeto cinco representando o 4º e mais cinco pelo 5º ano, por escola. Estes, serão lidos e classificados pelos membros da Alap até 24 de junho, que escolherão os finalistas: cinco poesias e cinco contos. Neri enfatiza que o maior prêmio será o reconhecimento público da pesquisa, uma vez que as dez crianças selecionadas vão participar do programa TV Total, apresentado por Margarete Camargo.

Argumentos
Uma lista de fontes de pesquisa também já foi indicada às escolas e a maior ilustração foi pintada diretamente aos editores do projeto no encontro do último dia 8 de maio, quando o diretor de Comunicação da Fundação Cultural Celinauta, frei Nelson Rabello e o diretor de Esportes da Rádio Celinauta e da TV Sudoeste, Inelci Matiello, no rádio desde os 13 anos, trouxeram memórias curiosas para as crianças. Eles lembraram dos recados saudosistas e familiares, as aulas radiofônicas, até as radionovelas e os programas de auditório feitos ao vivo no Cine Avenida e transmitidos pela rádio. 
“Quem não conhece, não ama. Se essas crianças ficarem conhecendo a rádio que começou e que cresceu junto com a cidade eles terão um orgulho maior e, ao ter orgulho da sua terra e a cidade onde nasceu e se vive é uma forma de cidadania. Vão ser crianças que sabem que aqui temos coisas interessantes, coisas boas e que trouxeram o desenvolvimento para o que somos hoje”. 
Neri completa que o concurso para os 90 anos de frei Policarpo será feito em conjunto com as pastorais da Igreja Matriz que muito convivem com ele. “Aqui a proposta também é resgatar um pouco do passado, pois as pessoas mais experientes lembram sobre como ele chegou, como idealizou tudo isto, pois a Rádio e a TV Sudoeste hoje são fruto do que ele pensou. Se nós pensarmos bem somos uma cidadezinha - faz pouco tempo que saímos dos 75 mil habitantes para ser cidade -e temos um canal de TV próprio que nasceu da ideia dele. Isto é muito importante e a cidade de Pato Branco nem sempre sabe, por isto precisamos divulgar. A melhor forma de fazer isso são com projetos assim”, concluiu a presidente da Alap.


Texto: Daiana Pasquim - jornalista DRT-PR 5613
Fotos: Lucas Piaceski

Christoferson Agência Audiovisual


segunda-feira, 28 de abril de 2014

DIARINHO - ED 151, de abril a 15 de maio: "Releituras de Vida Nova"

Editorial: "Sorriso entre as orelhas"

Vamos mostrar os dentes, afinal, voltamos a fazer o Diarinho neste ano de 2014 junto a passagem da data da Páscoa, quando as escolas ficam repletas de orelhinhas de coelho e as crianças dão muitos sorrisos com as atividades diferenciadas que acontecem no ambiente escolar e na família. É quando os parentes distantes se encontram, todos param para refletir um pouco mais sobre a vida e a criançada é adoçada com tantas guloseimas que ganham. 
A data inspira também a fazer trabalhos coloridos e motivados por pesquisas, pois recebemos na Redação do Diarinho diversos textos sobre Páscoa que você pode ler na página 5 e desenhos sobre a data, que estão na página 6 formando o mural que dá o tom para a nossa edição: Páscoa Vida Nova.
Nossa primeira palestra do ano foi sobre “O papel do editor mirim e a história dos meios de comunicação, que aconteceu no auditório do Sesc Pato Branco na tarde de 10 de abril, quando a jornalista e editora do projeto, Daiana Pasquim, trouxe informações históricas que despertaram a curiosidade dos editores. Uma chuva de bilhetes com sugestões e indicações de pesquisas para reportagens inundou a nossa redação ao fim dos trabalhos do primeiro encontro. A “origem do ovo de Páscoa”desta página é uma delas e você poderá ler inúmeras outras em nossas páginas das próximas edições.
Estar na ativa com o Diarinho alimenta nossos sentimentos neste outono, como bem lembrou o aluno Andrei de Itapejara na página 7 de Passatempos. E claro, olhar para a natureza é uma da coisas que mais gostamos, refletidas na obra de arte da página 8, criada pelas crianças da Escola Municipal Antonio Marcelino Pontes de Clevelândia. “Vamos usar bem a água, não desperdice”.

Por tudo isto, esta mensagem de abertura das edições do ano vem com um sorrisão para mostrar muito os nossos dentes, ou seja, um sorriso entre as orelhas.  









Edição de Textos: Daiana Pasquim - DRT/PR 5613
Edição de Arte: Lucas Piaceski
Christoferson Agência Audiovisual

quarta-feira, 16 de abril de 2014

CRÔNICA - "Uma tarde de Páscoa na Ilha incendiada"




As vozes agudas ficaram altas à medida que bati a porta do carro. Meus olhos ainda estavam tomados pelos destroços, intocados meses depois, igualzinho o fogo deixou. Daquele ginásio as paredes pulsavam. Reconhecendo a música das crianças, cresceu a curiosidade para ver o que lá faziam. Poucos carros no pátio, sol amarelando o entorno. Ao me aproximar da porta vi o círculo de carteiras que formava "a sala" da pré-escola, na qual uma singela divisória marcava aqueles oito metros quadrados do resto da quadra esportiva. Ao lado desta, outra, e mais outra. Mas foram as 108 orelhinhas de coelho que logo me fisgaram a atenção. Mãozinhas se uniram e formaram um grande círculo ao centro do complexo. As mães e pais viraram suas cadeiras para acompanhar o espetáculo carinhoso preparado pelas professoras. Com a máquina fotográfica em mãos o que fiz foi um clique após o outro, enquanto os acontecimentos sensibilizavam diante de meus olhos. Muitas coelhas e coelhos encararam a lente sem medo, com uma educação exemplar de alunos de escolas de comunidades. Amando cada momento, fui aguardando a hora “oficial” para realizar mais uma cobertura jornalística na soma de dez anos de profissão no Sudoeste do Paraná. Vinte e quatro horas depois disso tudo, o texto já está finalizado e enviado para os quase duzentos contatos de meu mailing de assessoria de comunicação. Mas 24 horas depois ainda o coração está pulsando de sensibilidade pelas vivências e o espírito que me abraçou naquele local. Aquela ilha, um dia sinistramente incendiada, ganhou o poder de purificar os sentimentos daqueles que nela chegam de olhos abertos. Eis o texto: "Páscoa de Passo da Ilha se alegra com visita de Administração Mater Dei"
Ações doces, coloridas, alegres, calorosas. Crianças de cinco a dez anos vivenciam a fase de nutrir a imaginação pascal e esta é a faixa etária dos 54 alunos do pré ao quarto ano, da Escola Rural Municipal Passo da Ilha de Pato Branco, local que recebeu a visita do curso de Administração da Faculdade Mater Dei, na tarde desta terça-feira (15). Diretora em tempos de adaptações e reerguidas após o incêndio sinistro de 2013, Leonida Machado dos Santos afirmou viverem um dia de festa. “A escola não pode parar e está funcionando normalmente como se estivesse em seu estabelecimento. Não é porque estamos emprestados que vamos aborrecer ou ficar encolhidos e não fazer as atividades. Segue normalmente tudo que seria na sede própria”, resolveu.
Leonida contou que as crianças estavam há mais de 15 dias ensaiando as músicas para Páscoa, esperando algo novo. "Este ano a Faculdade Mater Dei com seus estudantes vieram aqui e propuseram para nós o que poderia ser feito, visitaram o espaço e viram que dava pra fazer muita coisa, eles estavam ansiosos. É um dia único, uma atividade que não vão esquecer nunca pelo pessoal da faculdade estar proporcionando isto: uma lanche diferente, as brincadeiras, sem esquecer do sentido da Páscoa que é Jesus Cristo e a ressurreição, não só brincadeiras, os ovos e o chocolate. mas o verdadeiro sentido da Páscoa também”, discorreu, acrescentado “agradeço a todas as professoras que ensaiaram e se empenham em fazer com que essa festividade seja bonita do jeito que foi e agradecer ao pessoal do Mater Dei que vieram aqui proporcionar um dia diferente para eles”. 
Entre ajudar o grupo a montar a cama elástica e organizar a fila dos guris nos chutes a gol, o acadêmico de Administração Luiz Paulo Rizello, que é diretor-presidente da Mater Jr. disse que a ideia das cestas está consolidada nos três pilares da empresa junior, no tocante à solidariedade. Ele lembrou que a campanha foi trabalhada de forma articulada nos primeiros períodos entre calouros de diversos cursos junto à disciplina de Sociologia, do professor Marcio Cavasini, com destaque para os primeiros períodos de Administração, Contábeis, Direito Noturno, Agronegócio e Marketing, que embora não tenha a disciplina, também se engajou. “Na Faculdade Mater Dei não se tem a cultura do trote e por isso queríamos promover este trote solidário. Passamos nas salas arrecadando dinheiro para comprar tudo igual para as crianças e fazer as cestas padronizadas. “A organização das cestas ficou por conta da Mater Jr e com o dinheiro arrecadado conseguimos montar 60 cestas e comprar o lanche desta tarde. Ações assim são muito legais, porque você acaba vendo o quanto é gratificante, aqui nesta tarde, entregar as cestas para as crianças. Estão todos curiosos pelo que vão fazer e ganhar. Da nossa parte é uma realização, pois do primeiro ao oitavo período de Administração houve arrecadação”, completou.
Ao lado da cama elástica, brincadeiras de roda, dança e canto foram criadas por ela, o que mostra que na visita também houve esforço de acadêmicos de diversas fases ao longo do curso. Um exemplo é Lallescka Selk, do terceiro período, que contou: “já vim como caloura no ano passado em outra instituição e agora, estou aqui como voluntária. Também já passei pela Mater Jr e, em sala de aula, visitamos as turmas incentivando a doar dinheiro para comprarmos chocolate e montar as cestas. Em uma semana, superamos nosso objetivo”, contou animada. 
Acompanhando as atividades, a professora Stela Maris de Lara, que é coordenadora da Mater Jr, sentia-se engrandecida em ver os alunos colocarem seus planos de solidariedade em prática e, no processo, se sentirem tão realizados quanto as crianças que foram presenteadas pelos motivos de Páscoa, as brincadeiras e o lanche. “Mais alunos gostariam de estar aqui, mas se não puderam vir por motivo de trabalho, colaboraram durante a ação de arrecadação. Parabéns a todos que se envolveram”, finalizou. 

Daiana Pasquim (DRT/PR 5613)/ AC Faculdade Mater Dei
(Texto e Fotos)
Assessoria de Comunicação
Christoferson Agência Audiovisual

Maria Eduarda e Patrícia, amigas lindas e carinhosas. Adorei seus abraços



Jabuticabas, fotos e ovos de Páscoa


Pretos e intensos, grandes como duas jabuticabas. Assim são os olhos de Maria Eduarda dos Santos, 6, a menina que me encantou na tarde desta terça-feira (15) ao me dirigir até o interior de Pato Branco para visitar a sua Escola Rural Municipal Passo da Ilha. Ao lado da amiga inseparável, Patrícia, 7, ela cantou "Não foi o coelhinho que morreu na cruz, quem foi crucificado foi o meu Jesus". Conversamos muito, fizemos fotos e (re)nasceu ali as vivências de uma menina feliz, que sempre fez "ninhos" à espera do Coelho de Páscoa. Abraçadas primeiro a mim e, depois às suas cestas com ovos de chocolate, elas saltitavam felizes pelo ginásio de esportes que acolheu sua escola após o incêndio sinistro de 2013.  Amo esta profissão.

terça-feira, 1 de abril de 2014

CRÍTICA LITERÁRIA: Definições de “Gravidade”, o filme



Fragmentos de satélites e chuvas de meteoros invadiram nosso último fim de semana de março de 2014, quando vimos "Gravidade" (2013, Alfonso Cuarón, Warner Bros.), pela segunda vez. Conheci o filme ainda antes das badalações do Oscar 2014 (sete estatuetas: melhor diretor, para o mexicano Alfonso Cuarón, trilha sonora, efeitos visuais, fotografia, mixagem de som e edição de som, além de montagem, feita pelo próprio diretor. Foi a primeira vez que um diretor da América Latina levou o prêmio) -, quando cometemos um erro: assistimos numa péssima qualidade de imagem que me deu até sono, quando o que causa Gravidade, na real é o pânico e expectativa que passamos a vivenciar com os astronautas  - vividos por Sandra Bullock e George Clooney - à deriva. 
Gravidade é um filme para ser visto em alta definição e assim o (re)fizemos. O arquivo em full HD rodou numa Sony 40 polegadas, que fez toda a diferença. Desta vez, não vi sono, mas sim detalhes que passaram despercebidos em nosso primeiro encontro. As definições que vemos nesta obra é, acima de tudo, sobre a vida da dra Ryan Stone, que foi para o espaço sem motivos para querer estar na Terra. O leitor da obra chega sozinho à conclusão de que sua vida pessoal chegou a um caos grave, nem mesmo a filha de quatro anos a prende. Morrer, de repente, parece “simples assim”.
Lá no espaço, com sua nave totalmente destruída, quando imersa naquela escuridão espacial, vem o convite implícito para  definir pelo “nada”. O incrível da obra é que neste mesmo vazio universal é que a engenheira encarregada da missão especial “define" que quer viver. Com as orientações do experiente Matt Kowalksky (G.Clooney), que traz para as cenas as típicas histórias da juventude que fazem esquecer tempo e espaço, ela flutua para a necessidade de sobrevivência. Gravidade é muito recomendado não só pelas sete estatuetas, mas por ser um filme que mexe com nossas raízes, e motiva aquilo que definimos como “certo” na vida: viver! E claro, assistir em alta definição é "definitivamente" indicado. Gravidade se levanta de nosso peito naturalmente quando o tríceps força a areia. Nesta hora, sentimos com Stone o poder do flutuar em si mesma.


Pato Branco-PR, 1 de Abril de 2014.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

CRÍTICA LITERÁRIA: Convivendo com Game of Thrones




Encantada pelo universo medieval, boas horas de leitura fluída que tenho conquistado são mergulhadas neste portal criado pelo escritor estadunidense George R.R.Martin. Neste artigo, após concluir a leitura de Guerra dos Tronos, faço uma crítica literária que estabelece um diálogo entre os capítulos e as cenas, já que a obra também virou seriado


Diante de um livro com mais de mil páginas dá uma satisfação em saber que as últimas 300 li num mesmo domingo – em que pese haver mais quatro irmãos do mesmo autor, um deles com mais de 1.400 páginas. Ganhei Games of  Thrones no aniversário, pouco antes de entrar a primavera de 2013, mas só consegui começar a lê-lo, de fato, uns dois meses depois, pouco antes da viagem de férias, quando nas tardes de veraneio com maresia na ora que o sol a pino e proximidades impedia a exposição da pele, percorria de 100 a 200 páginas  e suas casas. Foi só após o retorno para casa e para a vida, mais organizada no ano que se iniciava, que mergulhei na página 300 adiante. Entre as batalhas diárias que travei com os afazeres, houve um tempo em que o pegava para percorrer míseras dez páginas, o que se tornava impotente para concluir um único capítulo. Não por não ter sido ferroada pelo doce da história de George R. R. Martin, 65, mas por ter outras demandas desse mundo de outrora a cumprir.
Mas se a biografia do autor dão informações como: ele levou seis anos para fazer cada obra (tenho em mãos a coleção da Editora Leya, com tradução de Jorge Candeias - a edição limitada da caixa, impressa em outubro de 2012), posso afirmar com assiduidade que se pode ler Game of Thrones (GoT) folgadamente em um mês ou um pouco mais, persistentemente em duas ou três semanas, se só fizer só isso. Convivi muito com a obra em janeiro de 2014, embrenhando-me em florestas, subindo montanhas, apalpando pedras de castelos, fazendo uma leitura profunda das descrições de personagens, espaços, tempos ora medidos pelas “salutares” e peculiares refeições, ora pelos castigos nas masmorras.
Coloco-me, a partir de agora, a avaliar em minúcias a obra um de George R.R.Martin, incluindo as comparações que vi até agora no seriado produzido pela HBO, com as devidas adaptações, demonstrando meu deslumbramento pelas construções “martinianas”.
Quando me faltava ainda as cabalísticas 66 páginas para concluir, tive o impulso na pausa da página mil e a ida ao banho, quando a água limpou a mente e fez surgir o esboço que abre esta crítica literária. Conclui o livro já com avarias nas páginas, uma leve orelha e algum amassado na capa, devido às centenas de vezes que abri e fechei esse portal medieval que sinto tanto me completar.
Entre as nuances da obra literária com a televisionada, passo a descrever minhas impressões sobre cada um destes tópicos:
A história de Daenerys é contínua e única, dividida para o livro;
Meus personagens prediletos
As diferenças na(s) ferida(s) de Eduard "Ned" Stark
A noite de amor de Khal e Khaleesi
A subida ao Ninho da Águia
A Espionagem e tragédia de Bran
A fidelidade em Jon Snow
Sansa não é tão sonsa
Cenários
Etc...

(Este é um artigo em construção... a qualquer momento, novas observações)




A história de Daenerys é contínua e única

A narrativa que envolve a menor Daenerys é tão intensa e contínua, que já fui levada a pensar que George R.R. Martin escreveu seu romance como uma obra à parte de Porto Real e Winterfell e, depois, só a pulverizou pelo livro 1. Claro que essa é uma impressão sustentada só no livro 1 e até a metade. Basta começar lembrar do Targaryen rei, dos bebês raptados e mortos, para perceber a ligação tão profunda dela com o trono de ferro. Você torce o livro todo, mas principalmente na série, para que ela seja proclamada rainha. Daenerys no trono de ferro é quase surreal, já que só vimos idiotas lá até o findar desta obra. Sabemos ser a “guerra dos tronos”, mas sua personagem me é sublime demais para querer só isso.
Quando Aemon, o Senhor Comandante da Patrulha da Noite revela a Jon Snow seu sobrenome e o peso Targaryen do antigo rei, queremos mais ainda que Daenerys avance como Khaleesi e detenha o poder, até porque ela vem como uma rainha justa, libertando os seus escravos. O desfecho para Dany no livro 1, após todo aquele sofrimento de perder o filho e o marido lhe é justíssimo e causa muita expectativa espantosa ao leitor. Impressionante a cena no seriado HBO. Intensa, eletrizante. No livro, é um “deleite”, com duplo sentido, já que os dragões lhes estavam grudados nos seios repletos de leite, o que ficou mais leve na versão televisiva. Deleite que só cresce ainda mais à medida que esperamos os animais se desenvolverem. Esse aumentar de tamanho vai multiplicando também o poder de sua rainha (aqui já adiantando a obra 2 adiante... já em leitura). Khaleesi, na série é bem mais madura e, por isso, firme.

A noite de amor de Khal Drogo e Khaleesi

Quanto às adaptações de cena, saliento a primeira noite de amor de Dany com Khal Drogo, que não se fez de tristeza com o toque de brutalidade como na série, mas foi romântica, de fato, após a cavalgada. Ela admirou Khal desde o primeiro momento e se deu a ele como sua mulher também desde o princípio, e ele, se deu a ela como seu homem. O capítulo em que ela destrança seus cabeços, tocando e abrindo seus anéis de guerreiro que nunca perdeu, se sobressaem à necessidade da cena onde Khal demonstra sua superioridade masculina.

(...) Drogo tocou-lhe levemente os cabelos, fazendo deslizar as madeixas loiro-prateadas entre os dedos e murmurando suavemente em dothraki. Dany não compreendeu as palavras, mas havia calor na entoação, uma ternura que nunca esperara daquele homem. Pôs um dedo em seu queixo e ergueu-lhe a cabeça, para que ela o olhasse nos olhos. Drogo erguia-se acima dela como se erguia acima de toda a gente. Pegando-a agilmente por baixo dos braços, ergueu-a e sentou-a numa rocha arredondada ao lado do riacho. Depois, sentou-se no chão diante dela, de pernas cruzadas sobre o corpo, com o rosto de ambos ao mesmo nível. (MARTIN, 2012, p. 138)

E olha que este capítulo de amor é no que podemos chamar de começo do livro, eles se amariam muitas e muitas vezes ao longo das páginas. E quando Dany aprende as artes do amor com suas aias, enquanto a cena soa com certa insegurança de alguém que quer ter voz e vez, no capítulo vemos uma menina ganhando, de fato, o coração de Drogo e, de quebra, de todo o Khal, já que eles se amam na frente de todos, sob o luar. Estas observações não são uma crítica à interpretação de Emily Clark, que é brilhante e linda no papel, mas observação quanto à forma como a cena foi tomada.


Personagens prediletos

Claro que a essa altura deu para perceber que Daenerys é uma de minhas prediletas e, com ela, o anão Tyrion Lannister, Arya Stark, Jon Snow e seu amigo Samwell Tarly, além de Jaime Lannister, estes últimos secundários, é verdade, não há narração partindo deles, contudo, enxergo em Sam e no Regicida, potencialmente, características complexas.
(Escreverei mais sobre isto)


Cenários

Que dizer dos cenários espetacularmente descritos e tão bem compostos para a série. Agora me atenho, por exemplo, à subida ao Ninho da Águia, no livro 1, cujo momento na série passou praticamente em branco. Enquanto rolamos diversas páginas para chegar ao topo do ninho, em minutos, da captura de Tyrion por Catelyn, praticamente já no alto do castelo, apresentando-se a Lisa Arryn. Quantas brilhantes construções, pedras, íngremes subidas, mulas, técnicas que, se transportadas à cena, tornariam o seriado excessivamente caro em figuração e cenário. Mas o quanto se perdeu sem mostrar essa técnica. No seriado, o único sentido que fazia quando o menino mimado Robert Arryn afirmava que queria ver o homenzinho voar, se fez com a abertura daquele poço, o buraco no meio da sala, que no capítulo da luta sem tinha. Esta, ocorreu no jardim, ao redor da estátua, isto sim.



Ainda os telhados de Winterfell, local onde os ávidos pezinhos de Bran correm antes da queda. Queda que, por sinal, foi um tanto diferente no capítulo, em vista da cena. Neste, Bran escutou, de fato, uma conspiração dos gêmeos contra seu pai e havia corrido muito sobre o castelo até chegar no alto onde Cersei e seu amado irmão loiro estavam. Na cena, ele escala só aquele muro e já chega a eles.