terça-feira, 21 de outubro de 2014

PBTEC abre aulas do Inteligência Criativa com 12 turmas, em três oficinas




Começam na próxima terça-feira, 28 de outubro, as aulas do projeto Inteligência Criativa da Pato Branco Tecnópole (PBTec), oferecendo três títulos de oficinas: Desenho, Jogos e Mídias Digitais e Fotografia. Com turmas de dez alunos cada, de oito a 16 anos, a abertura  do curso será marcada com quatro turmas de cada oficina, com uma leva de 120 alunos. Participam crianças e adolescentes de todas as escolas municipais e estaduais, a critério de escolha e inscrição realizadas pelas próprias Secretaria Municipal de Educação e do Núcleo Regional de Educação, sendo que coube às diretoras e coordenadoras de escolas escolher os alunos a participar.
O projeto Inteligência Criativa prevê que sejam ao todo realizadas 16 oficinas de cada curso. 
Esta é a primeira fase do curso, com quatro oficinas. A segunda fase será a partir de fevereiro de 2015, com a previsão de 12 oficinas sendo realizadas ao longo do próximo ano.
Para cada oficina, serão oito horas de aula e duas de avaliação. 
Haverá turmas fazendo o curso pela manhã (alunos de oito a 11 anos) e a tarde (alunos de 12 a 16 anos), sempre em contra-turno escolar. As oficinas de Desenho serão às terças e quartas-feiras. De Jogos e Mídias Digitais acontecem nas quintas e, de Fotografia, nas sextas-feiras.
O Laboratório de Inteligência Criativa fica no segundo andar da Biblioteca Pública Helena Braun, de Pato Branco, junto ao Centro Cultural Raul Juglair, em convênio firmado com o município. A inauguração do espaço aconteceu em 3 de setembro, quando todos puderam verificar que as aulas contarão com impressora 3D, Impressora Fotográfica, câmeras fotográficas Fujifilm e computadores, que serão ferramentas de inovação e invenção.
Presidente do Conselho de Administração da PBTec, Vitor Guerra afirma que a equipe do Inteligência Criativa se programou muito para que este curso pudesse começar. "Demoramos para iniciar em virtude do local e estamos bastante empolgado sde que o curso realmente decole, contando com a colaboração das diretoras da escolas e da chefe da secretaria que é a base de todo o trabalho. Essa juventude precisa de direcionamento. O que a gente vê muito hoje em dia são os jovens de 14 anos perdidos e, somente nessa idade, se começa a pensar no futuro. Se conseguimos antecipar esse pensar aos alunos, a gente ganha em tempo e em desenvolvimento". 

Economia Criativa
A Economia Criativa atende a 13 grandes áreas: Propaganda, Arquitetura, Artes e Antiguidades, Artesanato, Design, Moda, Cinema e Vídeo, Música, Artes Cênicas, Editoração, Softwares de Lazer, Rádio e Televisão. Países desenvolvidos da Europa, bem como nos Estados Unidos, aproximadamente 10% da economia e 8% dos empregos gerados vêm do conjunto de setores da Economia Criativa, considerada a terceira maior indústria desses países, perdendo apenas para Petróleo e Armamentos. “Ela não é muito vista como uma indústria única, mas como um conjunto de fatores. A economia criativa tem a intenção de conseguir, através de ações pontuais e desenvolvidas especialmente aos que não têm condições ou oportunidades na vida, através de incursões em cursos e trabalhos em diversas áreas, desenvolver um potencial criativo e evolutivo”, pontuou Vitor Guerra.
O princípio da Inteligência Criativa é iniciar tão logo o despertar de aptidões para fazer as crianças acordarem para a vida. Os cursos de pequena duração têm a intenção não tão somente de ensinar, mas de despertar nos alunos alguma vontade.



Oficinas Professores Dia da Semana
Desenho Reinoldo Klein Neto Terça e quarta-feira
Jogos e Mídias Digitais Anderson Fernandes Quinta-feira 
Fotografia Lucas Piaceski Sexta-feira


Texto: Daiana Pasquim (DRT/PR 5613) - Fotos: Lucas Piaceski
Agência PQPK
Assessoria de Comunicação do Projeto Economia Criativa da PBTEC

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

ENTREVISTA PERFIL: Luciano Pires


Entrevista realizada pela jornalista Daiana Pasquim, com captação de imagens de Lucas Piaceski, na noite de quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Aos 58 anos de idade consigo fazer aquilo que eu sonhava e queria aos 17

"Durante esse tempo, passei por um outro estágio. Não tenho dúvida nenhuma de que tudo aquilo que aprendi no mundo corporativo foi o que me deu estabilidade para poder hoje executar este meu trabalho"


Perseverança e fonte de juventude para conseguir negociar consigo mesmo o momento mais oportuno de realizar os seus sonhos impulsivos. Essa é uma lição de vida que o comunicador, cartunista e escritor Luciano Pires transmite por onde passa. Visitando o Sudoeste do Paraná nesta quarta-feira (15), ele não fez apenas a palestra de abertura do Empreende Sudoeste Tecsul Enasul, contando a história “Meu Everest, uma lição de Empreendedorismo” aproveitou para tomar do município suas impressões. Em sua Fan Page, postou na tarde de quarta: “Estou em Pato Branco, na região Sudoeste do Paraná. Pato Branco é um Município que adotou a inovação e o empreendedorismo para se desenvolver. Com 77 mil habitantes, a cidade está próxima da divisa com Santa Catarina e cerca de 100 quilômetros da Argentina, numa posição estratégica no Mercosul”. E emendou, em seguida, com outro post irreverente: "Em Pato Branco, o fantástico X-Polenta do Patô Lanches. Vc não tem ideia do que é! Em vez do pão, polenta. O recheio é queijos, rúcula, tomate, calabresa e bacon... Sai da frente”. 
De forte senso de humor e sorriso aberto de simpatia, locução clara e impostação de voz que convence, Luciano Pires esteve à frente de uma plateia, na Sociedade Rural, formada em grande maioria por acadêmicos de diversos cursos superiores da região, entre eles, Administração, Marketing, Agronegócio e Sistemas de Informação, da Faculdade Mater Dei. Lá, passou uma mensagem que vai além de simplesmente mencionar possibilidades. Traz na bagagem as experiências aguerridas de superar um desafio em si mesmo. O livro “Meu Everest”, transformado em palestra, já está na 6ª edição revista e ampliada e é considerado a melhor obra de trekking já escrita em língua portuguesa. Isto porque, na viagem, além das exímias descrições culturais e de cenário, narra as sensações do desafio físico e mental completamente fora dos padrões em que estava acostumado. Além disso, a obra dispõe de suas próprias fotos e é riquíssima em ilustrações e charges, criadas pela veia crítico-literária de Luciano Pires - aquela que ele adormeceu por volta dos 20 anos e despertou próximo aos 40 para ser um novo homem.
Nesta entrevista concedida minutos antes de subir ao palco, Luciano Pires afirma abertamente que o Brasil é um país difícil de se viver, mas ser empreendedor tem como vantagem você não saber onde estará amanhã, daí que vem o maravilhoso, pois pode se fazer tudo o que se desejar.  Acompanhe suas mensagens de experiência:

Você é um profissional que roda o país levando provocações. Vindo ao Sudoeste do Paraná para falar a acadêmicos e empreendedores, quais provocações você traz aqui nesta primeira noite do Empreende Sudoeste?
São várias. Vou contar uma experiência pessoal e bastante divertida, coloquei em minha frente um objetivo praticamente impossível de realizar e fui fazer. Realizei meu sonho antigo, que quando trazemos para o ambiente do empreendedorismo tem tudo a ver.  Conto a história que tem a ver com a capacidade de transformar alguma coisa que é irreal em realidade, através de planejamento, criatividade e tudo o mais. É uma história divertida, mas quando o pessoal me contou o que é o Empreende Sudoeste, logo veio à tona a ideia de fazer uma provocação desse tipo para tirar o pessoal da cadeira. 
O que é o empreendedor? É o cara que, tudo que faz é sair fora da zona de conforto. É sair fora da zona de indiferença. É alguém que joga e aposta em coisas que muita gente diz que não vai dar certo. O sujeito tem o seu emprego regular, trabalha direitinho e um belo dia resolve largar o emprego para montar o seu próprio negócio. Todo mundo vai chama-lo de louco. Isso é assim, porque a sociedade é assim. Quem se rende a essa colocação de medo da sociedade não faz nada para fazer acontecer. Vou hoje fazer uma provocação: pare de ouvir aqueles que dizem que não dá para fazer, monte o seu plano e vá atrás que você vai conseguir realizar! Vai quebrar a cara, vai dar errado, mas se você for uma pessoa que não se conforma, são essas que mudam o mundo.

Faz mais de dez anos que você se propôs a encontrar o seu Everest, foi até o Campo Base, realizando a viagem ao Nepal e toda a preparação. O que mudou em sua visão de mundo nestes últimos dez anos desde que você saiu do mundo corporativo para tomar o rumo da sua vida?
Mudou tudo. Quando eu fui pra lá era diretor de uma multinacional de autopeças. Tinha mais de quarenta anos de idade, um belíssimo salário de diretor multinacional, uma grande estabilidade. Quando voltei da viagem decidi que ia começar fazer minha transição. Fiquei mais oito anos na empresa e hoje sou dono do meu próprio negócio. Montei minha própria empresa num segmento de atuação que é dificílimo. Eu trabalho vendendo cultura. Meu negócio é escrever livros, revistas, artigos, fazer palestras e vídeos pela internet, num mercado que está nascendo e que é muito difícil de valorizar. Eu saio do meu terno e gravata, de um emprego com carteira assinada para me aventurar como um executivo do meu próprio negócio. Não tenho segurança nenhuma, se eu não trabalhar hoje não compro o almoço de amanhã, e estou jogado neste mundo maluco que é o mundo do empreendedor brasileiro, o que me deu a visão do outro lado do balcão. A visão de como é que alguém que quer fazer acontecer pode conseguir, sem ter o suporte de uma grande empresa? Sem ter um salário certo todo mês? Isso me trouxe uma visão do Brasil que é uma loucura, pois a gente vai lá fora, vê como é lá, vem pra cá e vê essa bagunça generalizada que é o Brasil e sabe que a gente aqui tem que trabalhar dobrado. O Brasileiro tem que se esforçar dobrado para fazer o que um americano faz e ter a chance que um japonês faz lá fora. E mesmo assim, a gente consegue fazer. A visão que eu tenho é o Brasil é um país abençoado. O dia que a gente resolver “as porcariazinhas”que temos para resolver, ninguém segura esse país.

Com 20 anos, você já era cartunista, já era um comunicador e tinha o sonho de escrever livros, como de fato publicou vários, contudo se viu numa situação da dificuldade de sobreviver de sua arte e acabou entrando no mundo corporativo. Falando para acadêmicos que estão no momento de sonho, o que fica de mensagem dessa fase de conflito entre o que eu quero fazer e o que vou conseguir fazer?
Essa é a coisa do sonho. Vou contar para eles a história de que a minha vida é uma parábola. Tenho aquele sonho todo da juventude e quando caio num mundo, caio na real de que estou maduro, me formei e preciso me sustentar, casei, tenho família e não posso mais brincar, ficou séria a coisa. Faço uma parábola e dou uma volta, entro nesse mundo corporativo e fiquei 26 anos como um executivo de multinacional, mas não estava ruim. Eu estava me divertindo lá dentro, pois estava na área de comunicação que é a minha área. Não estava fazendo meus cartoons nem escrevendo meus livros, mas estava numa área que me ajudou a crescer bastante. Quando cheguei no momento lá na frente que vi condições de retomar os sonhos lá de traz eu voltei. Hoje, aos 58 anos de idade consigo fazer aquilo que eu sonhava e queria aos 17. Durante esse tempo, passei por um outro estágio. Não tenho dúvida nenhuma de que tudo aquilo que aprendi no mundo corporativo foi o que me deu estabilidade para poder hoje executar este meu trabalho. A mensagem que vou passar para essa molecada é a seguinte: cuidado ao tentar abraçar o seu sonho e tentar realizá-lo aos 22 anos de idade. Não dá. De cada um que realiza, tem 2 milhões que não conseguem fazer. Você vai ter que fazer uma série de concessões, abrir mão de uma série de sonhos por algum tempo para crescer, amadurecer, aprender a ter uma visão crítica do mundo, guardar um dinheirinho e ganhar coragem, estabilidade e segurança para poder dar o seu salto lá na frente. Não sei se vai ser aos 30, 40 ou 50 anos. O meu salto, dei com 52, faz seis anos. E se você me perguntar onde estarei há dez anos, não tenho a menor ideia. O que para mim é fascinante, pois significa que posso ir onde eu quiser. Mas houve todo um trabalho, anos e anos de esforço que é o que venho contar aqui. Pegar um sonho e sair correndo feito um louco atrás dele é grande a possibilidade de quebrar a cara. Mas estabelecer uma data, dizer: com 40 anos de idade quero estar assim, comece trabalhar aos 17, pois fica muito mais fácil chegar lá. 

Assessoria de Comunicação (AC) Grupo Mater Dei
Entrevista e texto: Daiana Pasquim (DRT/PR 5613)
Fotos: Lucas Piaceski - Agência PQPK
https://www.facebook.com/agenciapqpk

No livro que compramos, ele autografou: "Queridos Daiana e Lucas. Vão atrás de seus sonhos! Namastê. Luciano Pires"



terça-feira, 7 de outubro de 2014

Super-heróis disputam seu organismo (DIARINHO - ED 156)


Saudável é respeitar os poderes da alimentação

Daiana Pasquim
As cores mais bonitas que conhecemos vêm dos alimentos. Eles enchem nossa vida de sabor e a deixam mais bonita, além de nos manter vivos, porque nos dão energia. Comer é tudo de bom. É um dos momentos mais saborosos em família ou entre amigos. Não há quem não tenha uma comida predileta que faz sentir água na boca. Desde os primórdios da humanidade, o homem vive em busca de comida. A variedade à disposição hoje é imensa e tornou-se muito fácil ir ao supermercado ou numa plantação, comprar e colher. Justamente pela facilidade de encontrar, temos que refletir sobre o uso correto dos alimentos, sem desperdício ou exageros, pois se há muita variedade de comida, há também muitos que não têm acesso a ela, ou aquele que comem demais e comprometem sua saúde. O que é pior, um dia o alimento pode acabar.
No mês de setembro, no encontro do Diarinho realizado no dia 11, aprendemos também que alimentação saudável é o que podemos acessar. A palestra foi com a nutricionista Bruna Rebonatto, Especialista em Gestão de Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) pela Unipar de Francisco Beltrão, com ênfase em gastronomia. Ela é a responsável pela Divisão de Alimentação Escolar da Prefeitura de Pato Branco, na qual cuida de quase 50 cozinhas, fazendo o cardápio das merendas das escolas e Centros municipais de Educação Infantil (CMEIS), além de duas padarias (Horto Florestal e Caíc). Algumas escolas servem almoço, somando assim três refeições por dia, com os lanches da manhã e da tarde. Já os Cmeis servem cinco refeições por dia.

Dúvidas das crianças
Comer à noite engorda? E massa, engorda? Posso comer margarina? Laranja cura gripe? Suco de fruta conta como fruta? Coca-Cola enfraquece os ossos? 
As respostas e orientações da nutricionista são que toda criança deve fazer um lanchinho no meio da manhã, comendo uma fruta, por exemplo. Pode comer à noite sim, desde que cuide as quantidades. E as massas são importantes para dar energia ao nosso corpo. Laranja não cura gripe, mas melhora a imunidade, por isso é muito importante consumir esta e outras frutas, ao invés de refrigerantes. "Durante o sono ocorre grande parte do crescimento e por isso o jantar deve ser bem nutritivo como as outras refeições para garantir as substâncias necessárias para que isso aconteça. Pode-se comer os mesmos tipos de alimentos do almoço ou fazer um lanche reforçado, ou seja, que contenha alimentos ricos em energia (pão, torradas, arroz), vitaminas e minerais (verduras e frutas) proteína (queijo, presunto, ovo ou carnes), energia (pão, torradas), vitaminas e minerais (verduras e frutas)”, explicou Bruna Rebonatto.
A saúde do sangue vem do que comemos, e o sangue faz nosso corpo funcionar, por isto precisamos escolher bem o que colocamos à boca. E para prestar atenção no que estamos comendo a refeição deve ser feita na cozinha, e não em frente à TV. Em resumo, escolha os exageros como comer doces, abrir um pacote de bolacha ou assistir enquanto come “apenas uma vez por semana!"
Na questão do peso, uma das principais lições que Bruna trouxe às crianças foi: "não fique comparando seu peso com o do colega”. Cada organismo é único. E fica a dica: quem tem irmão, divida o pacote de bolacha para dividir também, as gorduras e calorias dos industrializados. 




Editorial
Salada de boas intenções

Todos os personagens que você encarou em nossa capa estrelavam a nossa geladeira e fruteira. Motivados pela palestra do mês com a nutricionista Bruna Rebonatto, responsável pelo funcionamento correto de 50 cozinhas do município de Pato Branco, que fez uma conversa nutritiva com editores, quisemos ilustrar de super-heróis aqueles que fazem tão bem ao nosso organismo. Assim surgiu a historinha épica que colocamos na capa e assim contamos um pouco da curiosidade de bastidores da produção do Diarinho para você.
Uma verdadeira salada. Assim está esta edição de outubro que traz na capa as frutas e verduras e na contra, uma grande árvore com seus ramos de desenhos sobre primavera, dia da Árvore, Dia da Criança e Dia dos Animais. Por isto chamamos a tudo isto de “Ramos de Felicidade”. 
É tanta coisa importante pra lembrar em outubro, como o Dia do Professor e do Estudante, inúmeras datas com trabalhos lindos acontecendo nas escolas, que fica difícil escolher, entre tantos textos e desenhos recebidos ou pessoalmente no encontro do Sesc ou por e-mail, o que publicar. Temos apenas oito páginas, mas uma vontade enorme de incentivar educadores e crianças a ensinar, aprender e a crescer sempre mais. Por isso a cada edição nos esforçamos tanto para fazer diferente.
Enfatizamos que faz bem respeitar o poder dos alimentos. A humanidade deve estabelecer uma relação de “respeito” com o que come. Lembre-se que as crianças têm a grande missão de puxar esses bons hábitos. É uma satisfação ver que o projeto está "dando frutos" espontâneos, quando recebemos, em meio ao volume de trabalhos, o acróstico da editora titular Duda Bedin que publicamos na página 7. O quarto bimestre já chegou e sabemos que o ano está na reta final. Então capriche para manter a saúde e as boas notas. 



Dicas da nutricionista Bruna Rebonatto

- Faça pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições. Fazendo todas as refeições, você evita que o estômago fique vazio por muito tempo, diminuindo o risco de ficar com muita fome e exagerar na quantidade quando for comer. 
- Evite “beliscar” entre as refeições, isso vai ajudar você a controlar o peso.
- Aprecie a sua refeição, coma devagar, mastigando bem os alimentos. 
- Evite assistir TV e comer ao mesmo tempo, pois você acaba comendo mais do que precisa, não mastiga direito e não aproveita o sabor do que está comendo.
- Coma diariamente alimentos do grupo de cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), batatas e mandioca nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais. São a mais importante fonte de energia e devem ser o principal componente da maioria das refeições, pois são ricos em carboidratos.
- Distribua as seis porções desses alimentos nas principais refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar) e nos lanches entre elas.
  • Coma diariamente legumes e verduras e frutas nas sobremesas e lanches. 
  • Frutas, legumes e verduras são ricos em vitaminas, minerais e fibras e devem estar presentes diariamente nas refeições, pois contribuem para a proteção à saúde e diminuição do risco de várias doenças. 
- Varie o tipo de frutas, legumes e verduras consumidos durante a semana. 
- Quanto mais colorido for o prato, mais vitaminas e minerais diferentes vai ter.
- Coma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Leite e derivados são as principais fontes de cálcio na alimentação.
- Carnes, aves, peixes e ovos fazem parte de uma alimentação nutritiva e contribuem para a saúde e para o crescimento saudável. 
- Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces e outras guloseimas, e reduza o consumo de alimentos gordurosos, como frituras e salgadinhos.
- Diminua o consumo de refrigerantes e de sucos industrializados; a maioria dessas bebidas contém corantes, açúcar ou adoçantes artificiais, que não são bons para a saúde. 
- Prefira bolos, pães e biscoitos doces preparados em casa, com pouca quantidade de gordura e açúcar, sem cobertura ou recheio.
- Evite consumir alimentos industrializados com muito sal (sódio) como hambúrguer, salsicha, linguiça, presunto, salgadinhos.
- Beba pelo menos seis a oito copos de água por dia. A água é muito importante para o bom funcionamento do corpo das pessoas em todas as idades. O intestino funciona melhor, a boca se mantém úmida e o corpo hidratado. 
- Bebidas açucaradas como refrigerantes e sucos industrializados e bebidas como café e chá não devem substituir a água.
- Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias. 
- Movimente-se! Descubra um tipo de atividade física agradável, como: pular corda, correr, pular amarelinha, esconde-esconde, pega-pega, andar de bicicleta e outras.
- O sal de cozinha é a maior fonte de sódio da nossa alimentação. O sódio é essencial para o funcionamento do nosso corpo, mas o excesso pode levar ao aumento da pressão do sangue, que chamamos de hipertensão.
"As crianças e os adultos não precisam de mais que uma pontinha de colher de sal por dia. Por isso, cuidado com o excesso de sal quando preparar as refeições. Siga estas dicas: não coloque o saleiro na mesa, assim você evita adicionar o sal na comida pronta. Evite temperos prontos, alimentos enlatados. Comece a experimentar outros tipos de temperos para seu pratos como ervas frescas ou secas”, exemplificou.


Ai que susto! Quem apagou a luz? Sentir medo faz bem!

Os trabalhos sobre Halloween desta página foram criados pelos alunos Felipe Vieira Alves, Any Gabriely Oliveira da Silva e Guilherme Barbosa

Você tem medo de quê? Pode parecer estranho, mas muitas pessoas “gostam” da sensação de sentir medo. O 31 de outubro é uma das datas que marcam essa cultura de horror, em função do Halloween. Apesar de não ser uma comemoração muito típica ao Folclore Brasileiro, as crianças do Diarinho enviaram trabalhos que rememoram o Dia das Bruxas, nos Estados Unidos conhecido como Halloween, o que virou uma verdadeira indústria. De acordo com os dados da National Retail Federation o gasto total com o Halloween nos Estados Unidos em 2011 superou os 6,8 bilhões de dólares, ante os 3,3 bilhões em 2005. Mas você deve se lembrar que muitas casas de sustos tem limitação etária a partir de 13 anos, por exemplo. Aqui no Diarinho, a data fica interessante para refletir um pouco sobre por que gostamos de sentir medo. 
Para descobrir a resposta, a repórter da Revista Galileu, Rita Loiola, foi atrás de psicólogos, psiquiatras, antropólogos e historiadores especialistas em medo. Investigando as respostas, surgiram algumas pistas para a solução do enigma. Ao que tudo indica, uma das razões é bem simples: as pessoas gostam do medo porque isso é bom. O terror controlado na tela da TV ou do cinema, em filmes de terror, por exemplo, ajuda a entender o mundo e a experimentar sensações que não existem em outro lugar. E a biologia é o primeiro passo para compreender o que se passa com o corpo de alguém exposto a monstros, sangue e atividades paranormais de mentirinha. 

As aulas de ciências ensinam que medo, ansiedade e estresse ajudaram o homem a evitar o perigo e a progredir. Evolutivamente importantes, eles aumentam a eficiência do organismo, deixando-o pronto para a briga. Assim que o cérebro percebe uma ameaça, um sistema chamado circuito do medo entra em ação. Formado por núcleos cerebrais como a amígdala e o hipocampo, ele libera neuro-hormônios e neurotransmissores para defender o organismo. Dopamina, endorfina e adrenalina vão para o sangue, preparando o corpo para a reação. Só que, quando o monstro é de papelão, o cérebro percebe a pegadinha e suspende a produção das substâncias. E a alta da dopamina, que deixa o corpo atento e alerta durante esses momentos, dá sensação de prazer e calma. Como se o corpo ficasse chapado em segundos. “Liberações rápidas de dopamina provocam reações agradáveis e muito prazerosas”, diz Antônio Nardi, coordenador do Laboratório de Pânico e Respiração da UFRJ. “Só quando ela perdura no organismo vêm as reações ruins, como confusão mental e fadiga.”
Assim, dá para entender, por exemplo, por que os filmes de terror não dão sustos o tempo todo. É preciso um intervalo para causar as variações da dopamina e provocar o prazer. Mas só isso não explica o mistério do gosto provocado por quase duas horas de pavor frente à tela do cinema. Uma das hipóteses seria a de que os seres humanos são capazes de sentir emoções misturadas, de tensão e prazer, ao mesmo tempo. Assim, o medo prolongado faria sentido.
Pensando nessa possibilidade, Eduardo Andrade, professor da Universidade da Califórnia, e Joel Cohen, da Universidade da Flórida, resolveram testar seus alunos para ver o que acontece durante a projeção de cenas de terror. “Pesquisas das duas últimas décadas mostram que somos capazes de ter os chamados ‘mixed feelings’, ou seja, ter emoções positivas e negativas ao mesmo tempo”, afirma Eduardo. “Sem isso fica difícil aceitar que alguém passe por um momento doloroso, como as cenas de terror, buscando prazer ou alívio”, diz. Quer dizer que sentimentos opostos, como amor e ódio, pavor e calma podem aparecer juntos enquanto alguém vê seres deformados perseguindo garotinhas meigas em corredores sem fim. 



Edição de texto: Daiana Pasquim
Edição de Arte: Lucas Piaceski
Agência PQPK
Instituto Carlos Almeida

domingo, 28 de setembro de 2014

Professores do Curso Positivo temperam semana de preparação ao Enem do Grupo Mater Dei

Concentração para o momento que considerei um dos pontos altos: Dotado de voz marcante, o professor Cordeiro reproduziu Asa Branca e a 9ª Sinfonia de Beethoven tocando em copos e trouxe paródias de melodias brasileiras


Com dolmãs brancos de cozinheiros e violão à tiracolo, eles temperaram o palco com as propriedades da água, o sequestro de carbono, a chuva ácida, o conversor catalítico, as ondas e micro-ondas, os tubos sonoros e tantas outras porções que vão se colhendo sem escolha na vida escolar. Por isso, a missão deles é provar que Física e Química estão bem misturadas no cotidiano e enxergá-las, aguça o paladar para escolher sim, estudar. Ambos com 32 anos de experiência em sala de aula, os professores João Pedro Alvarez Mateos (farmacêutico e bioquímico pela USP) e Luís Fernando Cordeiro (Física pela UEM e Mestre em Educação pela UFPR) já dão show de aula no Curso Positivo durante o ano todo e estiveram, na noite desta sexta-feira (26), realizando o fechamento de "Uma proposta de Preparação ao Enem - A um passo do Ensino Superior" do Grupo Mater Dei, iniciada dia 22, no auditório da Faculdade, com professores do Colégio Mater Dei. 
Recebendo o respaldo do Núcleo Regional de Educação de Pato Branco (NRE), o Teatro Municipal Naura Rigon ficou lotado de alunos do terceiro ano das escolas públicas de Pato Branco, Coronel Vivida e São Lourenço do Oeste (SC), que prestigiaram o projeto "Saberes à mesa - uma receita de aprovação”. “Assim, já viajamos quase todos os Estados brasileiros. Fizemos em 2009 uma apresentação no Ibirapuera para 4 mil alunos. Em 2014, este está sendo nosso único evento, em função do adiantamento da prova da UFPR de 17 para 3 de novembro, entre outros concursos que nos exigiram ficar mais em sala de aula”, contaram Cordeiro e Mateos. Eles vêm os alunos do interior com mais vontade de aprender que os da Capital, onde em contrapartida, o aluno aprende mais cedo que a concorrência é grande.

Boa aprovação em universidades
O segredo é estudar sempre, enfatiza o professor Mateos, já que essas provas não cobram um ou dois meses de estudo, mas uma vida escolar inteira. "Os alunos muito novinhos lá com 14 anos, no primeiro ano do Médio, não têm essa maturidade de que tem que estudar. Como que você vai chegar para um menino de 15 anos e dizer: você tem que estudar para ser um grande homem na vida! Os interesses dele, naquele momento, são outros. E as coisas acontecem muito cedo, pois com 17 já vai enfrentar uma maratona dessas. Muitos dizem: quando eu chegar no terceirão ou no cursinho, eu estudo. Mas nem sempre um ano só resolve a vida para entrar numa boa instituição".
Para o professor Mateos, cada vestibular tem uma especificidade e enxerga que no Enem, os conteúdos abordados são de menos importância na história, pois lá o foco são as habilidades e competências. "Numa universidade federal, por exemplo, a primeira fase é muito bem dividida entre todos os conteúdos, mas a segunda é uma prova específica de Química para quem vai fazer Medicina, por exemplo. Essa prova é muito pesada com conteúdos de físico-química que é o que ele mais vai precisar dentro da universidade. Se a gente pensar na Fuvest da USP, é um exame que cai de tudo, não tem um conteúdo a mais. Mas quando você pensa nos outros exames que são gerais, como as primeiras fases e o Enem, os exames normalmente costumam ter uma divisão equitativa da matéria”, apontou.
Dotado de voz marcante, o professor Cordeiro reproduziu Asa Branca e a 9ª Sinfonia de Beethoven tocando em copos e trouxe paródias de melodias brasileiras. “É um projeto simpático. A gente tenta transmitir os conhecimentos de Física e de Química de uma forma um pouco mais amena, com pequenas experiências e a participação do aluno de uma forma que é possível ver que ciência não é uma coisa chata que pertença só ao mundo dos livros ou dos vestibulares, mas está ligada ao nosso cotidiano. Tem física na cozinha, na sala, na rua, em qualquer lugar tem física e tem química”. Cordeiro provoca: por que as ondas do forno de micro-ondas cozinham o alimento que está lá dentro, mas não cozinham as pessoas ao redor do micro-ondas? "Esse é um momento da aula em que damos uma explicação física e ele vê que em casa tem uma porção de conceitos de física naquele aparelho que muitas vezes a gente olha apenas como um instrumento para aquecer alimento, no entanto ali tem muita física e uma história por trás".
A Física em geral é o bicho-papão dos vestibulares, detendo as menores médias. "Ela é uma pedra no sapato do aluno que não se dedicou muito ou que não aprecia essa área por alguma razão. Mas tudo aquilo que o aluno souber, contribui para a sua aprovação e quanto mais estudar, não só Física e Química, mas todas as matérias, as chances dele aumentam. Em especial, o aluno tem que despertar o interesse pelo estudo e isso pode ocorrer a partir do momento que olhar para o cotidiano e perceber que aquilo que ele estuda na escola não está desvinculado da vida. Talvez você nunca use, mas certamente tudo que você estuda na escola está na sua vida”, garantiu Cordeiro.
Que o digam os alunos chamados ao palco para participar das experiências: Luís Fernando da Silva da Escola Cristo Rei; Naiara Guerra, Lucas Caldart, Guilherme Louzano, Erick Lima Southier e Marlon Guimarães do Colégio Mater Dei e o casal Alisson Oliveira e Helena Daneluz, da Sóror Angélica (Slo).

Relevância social
Por seu alcance e benefício social, o projeto do Grupo Mater Dei recebe total apoio do NRE e a coordenadora Ana Seres Trento Comin, acompanhou a aula entusiasmada. "Essa parceria já estava estabelecida com o Núcleo antes mesmo de eu assumir em 2011 e, durante esses quatro anos, de forma consecutiva realizamos. Sou muito grata a essa parceria com Mater Dei, ela foi precursora das outras parcerias que estabelecemos com outras instituições. Nossos alunos, diretores e professores têm elogiado muito essa participação. Só posso dizer que precisamos e queremos continuar”, salientou. Após a iniciativa pioneira Mater Dei, ela comenta que no ano passado outras instituições de ensino superior procuraram o NRE e menciona que "a própria secretaria de Estado tem uma proposta de forma on line e com educação à distância, mas aqui em Pato Branco nossos alunos preferem esse trabalho com a Faculdade Mater Dei. A cada ano o projeto se supera mais e nós percebemos não só a aceitação, mas também o resultado final”, ponderou. 
A diretora do Grupo Mater Dei, Ivone Maria Pretto Guerra afirma ser o quinto ano buscando diferenciais. "Sempre houve essa inovação e isto de fato aconteceu neste ano trazendo o Grupo Positivo. Vemos esse crescimento e com apoio imparcial de todos os diretores, de todas as escolas e colégios, principalmente a participação e a motivação dos alunos é uma coisa impressionante”, comemorou.
O que fica é, de fato, um passo ao ensino superior, com a própria instituição avançando junto com a comunidade. "A história do Mater Dei se confunde muito com todas as atividades que a gente tem feito. Desde o início, os primeiros cursos são aqueles pedidos e exigidos pela comunidade. A gente sente esse apoio imenso e penso que o maior legado que estamos deixando é devolver à comunidade e região todo esse apoio de todos esses anos, não só dos 15 da faculdade como os do colégio também, de uma maneira que compense aquilo que a gente tem recebido”, concluiu Ivone Guerra.

Texto: Daiana Pasquim (DRT/PR 5613)/ AC Grupo Mater Dei
Fotos: Lucas Piaceski
Assessoria de Comunicação
Agência PQPK


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

DIARINHO (ED 155 - setembro de 2014): Os números são personagens


Dos 12 meses do ano, "noves" fora, pois setembro chegou. Esta edição “conta” a vida. Foi assim que aprendemos sobre Leitura da Linguagem Matemática, com o professor, mestre e doutorando em Ciência Matemática, André Pereira Pedroso. Devemos ensinar as crianças a “ler a conta” e não olhar apenas para a operação: “além de ser uma conta, são infinitas histórias da vida humana, felizes ou tristes. Na matemática, não é importante só resolver a conta, mas entender em que situação este raciocínio se relaciona”, ensinou. Aproveite as fases, pois mais um personagem está chegando: o Terceiro Bimestre!


Editorial
Vamos calcular e contar a vida

Entramos em setembro! O mês da Semana da Pátria, da Semana Nacional do Trânsito, do início da estação da Primavera, talvez do seu aniversário. Viramos as folhas do calendário, contamos nove meses no ano e a aproximação do terceiro bimestre na escola. Viu como tudo em nossa vida é contar? São muitas histórias que tecemos tendo os números como personagens. 
Aprendemos isso após a incrível abordagem em Matemática que tivemos no último encontro do Diarinho. Contamos tudo para vocês na página 3, dando detalhes da palestra do professor, mestre em Ensino da Ciência Matemática pela UFSC e doutorando em Ciência Matemática pela Unicamp, André Pereira Pedroso. A forma como ele abordou a matemática tudo se descomplicou, pois os editores entenderam que uma conta são infinitas histórias da vida humana. Essas histórias podem ser felizes ou tristes e fazem com que a gente aprenda a raciocinar. Os números estão à nossa volta para tudo que vivemos. Desde os primórdios, essa evolução foi acontecendo de forma natural, primeiro usando pedras para contar as cabeças de animais, e só depois evoluindo para algarismos que representassem quantidades, como os números indo-arábicos que conhecemos e usamos para tudo. É essa matemática da ideia de linguagem como forma de falar e se comunicar que permaneceu após a palestra de agosto.
Note como a vida é repleta de curiosidades! Temos 12 meses no ano, 30 dias no mês, dez dedos nas mãos e mais dez nos pés. Essas unidades ajudam muito a fazer contas, mas aprendemos com o professor André Pedroso que o sistema de numeração base dez (10) não é o único possível. Os Maias contavam com os dedos das mãos e dos pés, por isto tinham base 20, e os esquimós, usam a base 5 porque uma das mãos está sempre sendo aquecida dentro das roupas de pele necessárias no Círculo Polar Ártico, enquanto se usa a outra.
Um pouco sobre patriotismo e a história do Brasil, que tem eleições no próximo mês, está na página 5, inclusive as crianças lembraram do Dia do Soldado, no final de agosto. E tem página de Trânsito com dicas espertas para você ir se formando um bom motorista desde já, na contracapa desta edição. Boa leitura!











Edição de textos: Daiana Pasquim
Edição de Arte: Lucas Piaceski
Agência PQPK

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

CRÔNICA - Independência mudou forma de governar, sem alterar as pessoas que comandavam

Setembro se aproxima, mês que mexe muito comigo por ter nascido justamente dia 7, aquele, da proclamação da "Independência". Em menos de 50 dias vamos às urnas. Pesquisei, revirei e escrevi esta crônica hoje (27), para publicar no jornal infantil Diarinho, do Instituto Carlos Almeida, que produzimos ao projeto Diarinho Cultural do Sudoeste do Paraná

Assista ao vídeo que menciono no texto aqui https://www.youtube.com/watch?v=ZzqoGXDphIE

Neste outubro, os brasileiros maiores de 16 anos devem votar para presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Como república, o Brasil vive um regime presidencialista, com seus governantes escolhidos por eleições diretas, em voto secreto. É a hora de mudar, oportunidade dada aos eleitores a cada quatro anos.
Assim sendo, o Brasil é um dos países com maior democracia (demo=povo + cracia=poder) o que acarreta, por sua vez, um toque de burocracia (excesso de regras) para que as coisas possam acontecer. Historicamente, quem “mandou” no Brasil ou em qualquer país, foi sempre aquele que detivesse maior poder. Hoje, esse reconhecimento vem em forma de popularidade e para ficar bem conhecido normalmente os políticos investem cifras em publicidade. Foi em momentos com muito dinheiro em jogo que surgiram histórias de corrupção como o “Mensalão” e outros escândalos envolvendo os que detinham maior poder. 
Atentos a força da participação popular no país, os brasileiros foram às ruas em 2013 para o movimento “O Gigante Acordou”. Composto em grande maioria por estudantes, universitários e profissionais nas mais diversas áreas, famílias inteiras foram às ruas de Pato Branco em 22 de junho de 2013, aderindo ao movimento nacional. Gritos ideológicos impulsionaram todo o caminho por quase duas horas. Pautados na educação e crítica à política, o Hino Nacional abriu e fechou os passos como fogos de artifício. Vale rememorar, assista ao vídeo que criamos digitando no Youtube: “O Gigante acordou em Pato Branco”. Isto marcou o presente destas gerações.
No passado, um dos principais eventos da história brasileira foi a Independência do Brasil. Realizada pelo príncipe regente D. Pedro I em 7 de setembro de 1822, o fato marcou o fim do domínio da coroa portuguesa sobre o território colonial brasileiro. "D. Pedro I foi retratado como um herói nacional, seja em pinturas ou nos livros de história durante muitos anos. Entretanto, o que realmente houve foi uma mudança na forma de governar, sem alterar as pessoas que comandavam o governo. Com a Independência do Brasil, os grupos dominantes passaram a ter liberdade para ditar os rumos que o país deveria tomar”, lembrou o graduado em História, Tales Pinto/Escola Kids.
Com essa medida, o Brasil tornou-se uma Monarquia independente de Portugal, e o príncipe regente passou a ser o imperador D. Pedro I. Como se encontrava em viagem, a declaração de independência ocorreu às margens do rio Ipiranga, na província de São Paulo. Existem muitos mitos em torno desse fato. Um deles era o de que D. Pedro I queria melhorar a vida do povo brasileiro com a independência. Seu objetivo era manter a união do território, agradando aos interesses dos grupos que dominavam a colônia. Um indício disso é que não houve sequer menção à abolição da escravidão, o que beneficiaria o principal grupo social que habitava o país, os africanos escravizados. 
É bom lembrar que a abolição da escravidão aconteceu só em 1888, 66 anos depois da proclamação da Independência e isto é o tempo de vida dos nossos avós, ou seja, muito tempo. 
Diferente do momento da independência de 1822, quando mudou a forma de governar e não quem comandava (já que Dom Pedro I. transformou-se em imperador), com as eleições de outubro/2014 o povo, se quiser, poderá mudar quem governa (ou reeleger os atuais), mas a forma de governar continuará a mesma. Ou seja, agora a situação se inverte.

É preciso ler, buscar sempre conhecimentos e se inteirar dos fatos, para tomar as atitudes mais corretas na vida, seja no âmbito pessoal ou para decidir momentos ao próprio país. Chegou a hora de os brasileiros mais uma vez ocuparem o microfone para ecoar a sua voz.

EXTRAS:
Curiosidades sobre o Audiovisual "O Gigante Acordou em Pato Branco"
- Estima-se que próximo a 3 mil pessoas tenham participado da caminhada em 22 de junho de 2013.
- Todas as imagens são originais e foram feitas por Lucas Piaceski e eu, durante o percurso da caminhada.
- Lucas captou imagens em vídeo e eu em foto. Veja o álbum completo aqui em meu perfil https://www.facebook.com/daipasquim/media_set?set=a.476408399113721.1073741826.100002336942688&type=3
- A trilha sonora foi composta pelo próprio Lucas, que é músico/banda Christoferson.
- Produzimos o vídeo tão logo chegamos em casa no fim da tarde daquele sábado, ele gravou a trilha e upamos no canal naquela mesma noite.
- A descrição do vídeo nasceu em minha mente ainda durante a caminhada.
- Entrevistar o Márcio dos Panfletos também aconteceu naturalmente e acredito ter dado um toque especial na abertura do audiovisual.
- Nunca foi tão "arrepiante"cantar o Hino Nacional.
- Neste dia, amamos muito ser brasileiros!

Pato Branco, 27 de agosto de 2014
daipasquim@gmail.com 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Textos premiados: 15 contos e poesias recebem reconhecimento (DIARINHO ED 154 - Agosto 2014)

Momento histórico

No ano de 2014, a Academia de Letras e Artes de Pato Branco (Alap) realizou uma Mostra de Contos e Poesias 60 Anos da Rádio Celinauta por meio do projeto Diarinho Cultural do Sudoeste do Paraná: participaram crianças de 40 escolas, de cinco municípios que frequentam o projeto. Após muita pesquisa em papeis e realizadas inclusive em tablet, recurso tecnológico desta época, as crianças viram que valorizar o ser humano é sempre o caminho, pois os premiados trouxeram histórias contadas por pessoas mais velhas, o que prova que é o próprio homem que inventa tecnologias para aperfeiçoar a nossa vida. 

Nesta edição, você vai ler
Invenção do papel foi incrível e chineses os esconderam por 500 anos
Abrace seu pai todos os dias e lembre-se do segundo domingo de agosto
Crianças fazem trabalhos maneiros para rememorar tradições folclóricas




Editorial

Dedos deslizam por APPs e certificados


Nosso título remete ao tablet e seus aplicativos (APPs) que ganhou destaque na página 3 e aos textos premiados pela Academia de Letras e Artes de Pato Branco (Alap). Especial, esta edição reservou quatro páginas inteiras para a revelação dos textos vencedores da Mostra de Contos e Poesias 60 Anos da Rádio Celinauta. Nas páginas centrais (4 e 5) estão publicados os seis contos, seis poesias e três textos classificados como “especiais”, todos certificados pela Alap, sem esquecer de homenagear as professoras e os alunos autores dos melhores trabalhos, cujas fotos você confere nas páginas 6 e 7.
Após lermos os 15 textos selecionados podemos perceber que as mensagens mais fortes, além de muito bem reproduzida a história do início da rádio na região e do “batismo” de nome Colmeia para Celinauta, marcam as seguintes ideias: para dar informação, o empenho é constante; o rádio é companhia em todos os momentos; minha família ouve e os vizinhos também; e paz e bem. Nos textos, nota-se o legado que a própria Rádio Celinauta vem construindo em seis décadas no ar, 24 horas por dia.
Percebemos que o encontro do dia 24 de julho, quando distribuiu-se certificados, deu novamente muita atenção aos meios de comunicação e à produção intelectual, pois além de revelar quais foram as melhores pesquisas e produções textuais do concurso, também realizamos a palestra sobre tecnologia da professora Silvana Tomazi, que é chefe do Apoio Pedagógico a Divisão de Mídias Educacionais na Secretaria de Educação de Pato Branco. Com atenção especial aos tablets, que vem sendo bastante usados em sala de aula nas escolas de Pato Branco e região, ela fez um resgate desde a invenção da imprensa de Gutemberg até o  uso touchscreen
E não poderíamos esquecer que agosto é o mês dos Pais, da imaginação e das lendas, já que em 22 comemora-se o Dia do Folclore. Nosso “Feliz Dia dos Pais” está na contra. Mas nesta página, aqui ao lado, colocamos um pouquinho da dedicação da professora Fátima Piovesan com seus alunos do 5º ano da Escola Municipal São Luís de Pato Branco, que enviou à redação do Diarinho uma pesquisa bem completa sobre Folclore. Que o mês seja inspirador para as escolas estimularem ainda mais suas crianças a lerem Monteiro Lobato - que fez obras que ajudaram a propagar lendas e mitos do Brasil-, além de pesquisarem estudiosos consagrados das tradições folclóricas como Luís da Câmara Cascudo, Jerusa Pires Ferreira e Veríssimo de Melo. Depois disso, vamos produzir textos, desenhar e pintar de colorido este mês. 



 página 2

FOLCLORE


Palavra que significa conjunto das tradições, conhecimentos ou crenças populares expressas em provérbios, contos ou canções. É tudo que simboliza os hábitos de um povo que foram conservados através do tempo. Desde 1965, no Brasil, temos o 22 de agosto como Dia do Folclore. O resgate muito caprichado foi feito pelos alunos do 5º ano da professora Fátima Piovesan, na Escola Municipal São Luis. Confira a curupira do Lucas Eduardo, o lobo da Nalanda Cristina Hofman e a Gralha Azul da Elaine Maiara Mota Mallmann. Belos trabalhos podem ser gerados este mês!

Página 3

Tecnologia: da ponta dos dedos para aperfeiçoar você

Faz 575 anos que a imprensa foi inventada. Na época uma máquina ainda bem limitada se comparada às opções de digitalização existentes hoje, mas um grande feito para a humanidade na época. Quando o assunto é tecnologia esta é sempre uma máxima: o que é incrível hoje ficará “no chinelo” amanhã. Para aprendermos a valorizar a herança cultural que cada evolução nos traz um caminho é compreender a própria origem grega da palavra “Tecnologia”, onde tekhne significa "técnica, arte, ofício" juntamente com o sufixo logia que significa “estudo”. Foi refletindo sobre o papel e a caneta que seguravam em mãos que a  professora Silvana Tomazi começou sua conversa sobre tecnologia com os editores mirins do Diarinho, no encontro do dia 24 de julho, no auditório do Sesc Pato Branco. Silvana é formada em três graduações: Ciências Econômicas, Pedagogia e Matemática e pós-graduada em Psicopedagogia, Educação Matemática e Mídias na Educação e é chefe do Apoio Pedagógico a Divisão de Mídias Educacionais na Secretaria de Educação de Pato Branco e teve o apoio do colega de trabalho Clodoaldo Bahls Filho, da Divisão de Tecnologias.
Com atenção especial aos tablets, que vem sendo bastante usados em sala de aula nas escolas de Pato Branco e região, Silvana fez um resgate desde a invenção da imprensa de Gutemberg que citamos no começo deste texto até o  uso touchscreen. Ela trouxe as fases: da pena à caneta; do papiro ao livro; a evolução do retroprojetor; do mimeógrafo à máquina de escrever; a televisão: do vídeo ao DVD; máquina fotográfica: da analógica à digital; o som; e a evolução do computador desde os tataravôs, bisavôs, avôs, pais e atualmente.
Para dar corpo ao alcance da tecnologia no município, ela contou que foram fornecidos 250 notebooks aos professores regentes e concursados em sala de aula. E também que as escolas contam com um laboratório Proinfo com 18 computadores em cada. Todos os alunos do 5º ano receberam tablet para aprender ainda mais, sendo que em 2015, o plano é fornecer também a todos os alunos do 4º ano. 
O tablet fornecido pelo município de Pato Branco tem 16GB de memória e foi carregado com aplicativos (APPs) que procuram auxiliar nas diversas disciplinas, como Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História e Geografia. São APPs para o sistema operacional Android, como produtores de textos e slides, pintura digital, corpo humano em 3D (sistema circulatório e digestório), aplicativo sobre estrelas e o sistema solar, além da pasta completa sobre a história do município, contendo fotos antigas e atuais.
Entre os trabalhos desenvolvidos com o tablet, há por exemplo entrevistas entre alunos, familiares e pessoas do bairro, a criação da árvore genealógica no aplicativo “Pintura Digital”, pesquisa sobre “Lugar onde vivo” com levantamento sobre a história do bairro e de onde nasceu.
A grande mensagem deixada pela professora Silvana Tomazi é que a tecnologia supre as nossas necessidades, mas não é tudo. “Temos que valorizar o ser humano”, enfatizou. Afinal, tudo que foi inventado até agora, partiu da inteligência de quem mesmo? Pense nisso!

Invenções tecnológicas para a evolução da humanidade
1439 - Imprensa pelo alemão Johannes Gutemberg
1707 - Relógio de Pulso pelo inglês John Floyer
1876 - Telefone por Alexander Graham Bell
1879 - Lâmpada, por Thomas Edison
1901 - É inventado o rádio
1946 - É criado o primeiro computador


Pergunta de editor

Como foi feito o papel?

Questão enviada por Edinei Ruan Bernardo

O papel é um dos recursos tecnológicos mais úteis já utilizados pelo homem. Foi ainda em 105 a.C que os chineses descobriram uma forma de fabricar papel com fibras vegetais e na época já viram o quanto era importante, pois guardaram o segredo só para si por 500 anos, até ser descoberto pelos japoneses. A invenção do papel é atribuída a um oficial do tribunal chinês, Cao Lun. A primeira fábrica de papel foi instituída em Tsai Lun, China, no mesmo ano. Os japoneses conheceram-no no século VII, e já em 770 produziram a primeira publicação - uma oração budista impressa em bloco batido - técnica do carimbo, do qual editaram cerca de 1.000.000 de exemplares. A tecnologia para a fabricação do papel chinês, manual e em pequenas folhas, foi conhecida pelos europeus depois que os árabes venceram os chineses em Samarcanda, 751 da nossa era. Os árabes, que ali aprenderam a confecção do papel começaram a fabricá-lo e a usá-lo intensivamente, ainda nesse estado de fabricação primitivo. Levaram os segredos da fabricação para a Espanha, quando mouros invadiram a península Ibérica no século IX. Depois que os mouros perderam o domínio territorial na Catalunha, Espanha, o segredo de fabricação disseminou-se pela Europa. A introdução do papel na administração pública árabe iniciou-se sob o reinado do califa Arun Al Rashid - o das Mil e uma Noites - para evitar falsificações de documentos, porque o pergaminho era mais fácil de ser fabricado que o papel.
O papel começou a ser fabricado fora da jurisdição árabe, japonesa e chinesa, na Itália, em Fabriano, em 1276. O papel começou a substituir paulatinamente o pergaminho. Na França, a fabricação iniciou-se em 1348, na Alemanha em 1390 e na Inglaterra, em 1494. Um bom trabalhador não podia fazer mais de 750 folhas por dia. Isso explica o alto valor de todas as peças literárias da época e seu pouco uso. O processo de fabricação continuou artesanal e moroso até ao séc. XVIII.
A fabricação do papel em rolos contínuos, já numa escala industrial, iniciou a revolução cultural do Ocidente que revolucionou o mundo e ainda o estamos vivenciando. A invenção dos tablóides na Inglaterra e nos Estados Unidos se deveu à maior facilidade de produzir papel por volta de 1860, não mais em folhas, mas em rolos enormes. Só a partir da industrialização do processo de fabricação de papel é que surgiram livros, jornais e revistas, num processo cada vez mais democratizado em que se difundiu desde então, a cultura generalizada, a ciência, a fé, o terror e a publicidade impressa.
(Com informações de autoria do prof. Dr. Octávio Eduardo Mourão de Freitas)



Páginas 6 e 7

Reconhecimento

Certificados os autores dos 15 textos premiados e suas professoras


A Academia de Letras e Artes de Pato Branco concedeu um certificado a cada criança autora dos textos selecionados e à sua professora. Ao todo, participaram crianças de 40 escolas, de cinco municípios participantes do projeto Diarinho Cultural do Sudoeste do Paraná.  Além dos editores mirjns, estavam presentes no auditório do Sesc Pato Branco diversos educadores, pais de alunos e convidados. A coordenadora pedagógica do Diarinho, professora Bernardete Penachi, avisou os alunos em destaque para se fazerem presentes e receberem a honraria, entregue pelas mãos da presidente da Alap, professora Neri França Fornari Bocchese, a escritora e diretora do Departamento de Cultura, Eliane Gauze, igualmente acadêmica da Alap; a secretária municipal de Educação de Pato Branco Heloí de Carli e demais diretoras das escolas participantes. A revelação foi conduzida pela jornalista Daiana Pasquim, com registros fotográficos de Lucas Piaceski. Confira, nos sorrisos, o reconhecimento pela vitória.





Produção de Texto: Daiana Pasquim
Produção de Arte: Lucas Piaceski
Agência PQPK