sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Equilíbrio emocional das famílias e financeiro das escolas em pauta no Sinepe-PR



Índice de alunos em escolas particulares em Pato Branco é altamente mais elevado que do restante do Sudoeste do Paraná: 18,5%

De um lado da balança, as condutas emocionais que fazem com que a pessoa cresça em educação, adquira respeito ao próximo e reconhecimento a si mesmo. Do outro, os investimentos e custos necessários para obter condições e espaço social de desenvolvimento e aprendizagem neste país. Foi esse o equilíbrio que o Sindicado das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe-PR) trouxe a Pato Branco na última quarta-feira (22) e a todas as regionais do Estado nesta última semana, ao levar a dupla de palestras com o psicólogo e mestre em educação Marcos Meier e o engenheiro e presidente do Sinepe-PR, Jacir José Venturi. O encontro em Pato Branco aconteceu no auditório Algemiro Pretto, da Faculdade Mater Dei e foi prestigiado por representantes de todas as escolas particulares de Pato Branco e de algumas escolas da região. Educadores tiveram tanto um panorama sobre as perspectivas econômicas do país para o setor educacional, quanto norteamentos no trato entre família e escola, tão necessários para o bom convívio na comunidade escolar. 
A visão dos educadores é que a configuração atual das famílias acaba obrigando a escola a carregar pesos que antes não precisava resolver. Ao mesmo tempo, a situação macroeconômica do país comprova que vem tempestade pela frente, sem boas perspectivas de crescimento para as escolas particulares, que vivem neste momento o que o Sinepe-PR classifica como “concorrência predatória”, devido ao tempo das rematrículas. Diferente da Capital onde esta “safra” acontece no mês de setembro, o sindicato nota que no interior é um momento adiado para final de outubro e o mês de novembro, quando aconselha que a tendência mais eficaz é as escolas se unam para tentar antecipar o momento de as famílias restabelecerem seus vínculos com a instituição de ensino, para que tenham mais tempo de programar o próximo ano letivo, como já acontece em Curitiba. 
Dados do universo particular: no Paraná há 2.300 escolas privadas da educação infantil ao ensino superior, o que representa uma população de 630 mil alunos. Desses, por sua vez, 164.600 são do Sudoeste, pertencentes ao universo da educação básica (educação infantil ao ensino médio) e 14.210 no ensino superior (8,6% dos alunos de particulares do Estado são da região). 
O índice de alunos em particulares em Pato Branco é altamente mais elevado que do restante do Sudoeste do Paraná: 18,5%. Do total de 19.600 alunos na educação básica, 3.600 estão nas escolas privadas do Sudoeste. Do total de 7.400 alunos das instituições de ensino superior (IES), 3.750 estão em IES particulares na modalidade presencial (57%). Já no índice IES de educação a distância (EaD), os alunos de escola privada somam 97,2%, ou seja, 802 alunos, dos 825 graduandos de EaD.  
O que penaliza a situação da educação privada brasileira é uma distorção: enquanto outros países não cobram impostos dos pais que colocam seus filhos em escolas particulares por compreender que estas famílias desobrigam a nação de prestar uma educação de qualidade, mais que um terço (38%) do que os pais brasileiros pagam em mensalidades são de impostos. Com diferentes reflexões, confira as entrevistas que realizamos com cada qual:  


Parte 2: ENTREVISTA em Psicologia Educacional
Marcos Meier explica como educar e castigar sem ser perverso
Matemático e psicólogo, Marcos Meier é mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e autor do livro “Desligue isso e vá estudar - orientações práticas para pais”, da Editora Fundamento. 

Por que trazer em discussão “O professor e seu papel junto da família” para as regiões do Estado?
Uma das maiores dificuldades dos professores hoje em dia é a disciplina dos alunos. Hoje em média, cada professor gasta 15 minutos da sua aula mandando o aluno abrir o caderno, ficar quieto, guardar o celular e o notebook, parar de fazer brincadeiras.Até que ele sente e se concentre leva 15 minutos, é muito tempo perdido. Isso não é no início do dia, é toda aula. Tenho conversado com professores no Brasil inteiro e isto vem ocorrendo no país todo. Precisamos achar uma solução para isso. O que temos percebido é que essa criançada que antigamente já vinha para a escola sabendo: com licença, por favor, muito obrigado, desculpe, eu errei. Hoje chega e não sabe. As crianças não dizem isso, têm um comportamento inadequado, não sabem respeitar o colega, não sabem ficar em silêncio e se concentrar. O que precisamos fazer? Dentro de sala de aula, cada professor deve educar essa outra área que antigamente não era da escola. 

Como ajudar os pais a exercer sua autoridade?
O que acontece é que a gente faz um bom trabalho, mas têm pais que não estão sabendo exercer a sua autoridade. O que estamos propondo é que a escola traga as famílias para a escola e as ensine. Vamos falar sobre educação de filhos, sobre os princípios, como desenvolver autonomia e fazer com que uma criança respeite as outras, ame o trabalho, respeite as pessoas. Como fazer isso? A escola sabe, porque nós somos educadores. A gente estuda isso, então vamos ensinar a esses pais que não estão sabendo o que fazer, como fazer. 
Hoje com acesso às novas tecnologias também está havendo um trabalho muito grande, porque não sabem limitar. Muitos não sabem nem lidar com isso. O filho e o adolescente sabe, mas os pais não. É importantíssimo que a gente faça agora uma parceria entre família e escola, pois os objetivos são iguais. Quais são os objetivos da escola? Que a criança aprenda bastante, se torne um cidadão respeitável, com valores e princípios, educado, que tenha conhecimento e saiba os colocar em prática. Quais são os objetivos da família? Os mesmos. Se a gente tem os mesmos objetivos temos que parar de brigar e fazer parcerias para fazer este trabalho da melhor forma com as crianças. Esse é o recado geral.

Quais são as fórmulas para educadores no abordar a criança e quanto a aproximar a família da escola?
Muitos pais dizem: “Não vou em reunião de professor e de escola, porque a gente vai lá e só dão bronca ou uma lista de avisos. E não vão mais. Por que? Porque a reunião em si é desgastante e chata. Também temos que mudar isso e fazer reuniões que tragam conhecimentos aos pais, que eles saiam dizendo: "puxa, valeu a pena ter vindo, nossa, aprendi um jeito legal de colocar limites, um jeito de como castigar sem ser perverso, sem ser ruim, sem diminuir a criança. Eu aprendi coisas boas e vou vir na próxima reunião!". Ela tem que ser voltada para os pais, tem que ser positiva e trazer coisas boas aos pais, daí eles voltam. Agora se for pra dizer: seus filhos estão fazendo muita bagunça, não respeitam os professores, não fazem a lição de casa. Mas e agora? Como eu faço para ele respeitar e estudar de verdade? Preciso que a escola me ensine.

Como educar e castigar os filhos, sem ser perverso?
São várias as dicas. Os pais têm errado muito na hora de trazer castigo. A primeira coisa é que existe uma diferença grande entre erro e transgressão. Erro você nunca pune. Ele acontece porque falta conhecimento, habilidade, coordenação motora, conhecimento de como é que se faz o certo, distração ou falta de técnica. Por exemplo, a criança está almoçando e sem querer, bate no copo, que vira e derrama. Vai castigar a criança? Foi uma distração! Ela não fez de propósito! Ou você manda a criança lavar louça e não ficou legal, mas por quê? Ela foi irresponsável ou não sabia como fazer da melhor forma? Aos erros a gente não traz punição nunca, a gente ensina como fazer certo. É totalmente diferente de transgressão, que é o erro intencional, a criança sabe que não pode fazer, sabe qual é o castigo que vem se fizer e, mesmo assim faz. Já é maldade, é intencional e totalmente diferente. Quando é intencional para causar dor, transgredir uma regra, sabendo qual é a consequência temos que trazer uma punição.

Como punir?
Tem gente que dá mensagens totalmente erradas para a criança. Fica quieto aí, senta e vai ficar pensado. Pensar é castigo? Se você associa pensamento com castigo não é uma boa mensagem. Tem escola que manda aluno de castigo na biblioteca, olha outra mensagem: ler é ruim. Não pode fazer isso. O castigo tem que ter ligação direta com a transgressão. Se a criança não fez três lições de casa, tem pai que diz assim: vai ficar um mês sem televisão. O que a televisão tem a ver com a lição de casa? Nada! Se não fez, o pai deve dizer: senta aí e vai fazer. “Ah pai, mas agora não vale nada”. Azar seu, quem mandou você não fazer? Agora vai fazer mesmo não valendo nota, esse é o seu castigo. Ele tem que ter ligação com a transgressão.

Qual é o limite do castigo?
Temos que ter bom senso no tempo do castigo. Vai ficar sem internet até o final do ano. Quem consegue? Nem a gente não consegue. A criança não dá conta disso. Outra: você não consegue fiscalizar, nem dê esse castigo, dê um mais adequado. Outra dica: converse com o filho antes de uma possível transgressão e combinem o castigo. É impressionante isso, mas é isso que funciona. Se você combinou, está concordando com o castigo e, uma vez concordando, se houver a  transgressão não é o pai que é o carrasco, a mãe que me odeia ou que é maldosa. Eu recebi o castigo porque combinei. Sai esse peso dos pais de castigar, o medo de o filho achar que não o ama mais. Não. Você vai castigar o seu filho porque combinaram isso. O filho precisa aprender que toda transgressão tem uma consequência. 


Parte 3: ENTREVISTA em Realidade Econômica
Presidente Jacir Venturi apela para urgências da macroeconomia brasileira
Educador há 44 anos, ele atualmente é o coordenador do Núcleo de Engenharias da Universidade Positivo, tendo já passado pela Federal do Paraná, cursos Pré-vestibulares e a PUC-PR. Jacir José Venturi é formado em Engenharia Civil e Matemática, especialista em Educação e Engenharia pela UFPR, no segundo mandato de presidência do Sinepe-PR.

Atualmente, quais são as medidas de responsabilidade do professor no processo de educar?
Há muitos anos que venho pelo interior trazendo informações e palestras a nossos gestores de escolas particulares, e temos um compromisso com os professores e entendemos que eles têm que se comprometer com as gestões, pois entendemos que muitas vezes são a fonte de conflitos com a família ou com o aluno. Muitas vezes o professor pode resolver o problema de um aluno que está passando por uma fase difícil em casa e o educador tem essa percepção e proximidade. As vezes tem a questão de problemas familiares mais graves e o aluno cai em desempenho. O professor percebe e tem que estar comprometido, muito ligado, deve haver uma unicidade de voz junto com a direção. É assim que um bom educador tem esse comprometimento com o educando, como também tem com a família. 

Como é o cenário hoje para as escolas particulares e o que se deve vislumbrar de futuro?
Sempre tivemos muito otimismo nos últimos dez anos, pois estávamos num processo de crescimento em matrículas e em investimentos e, portanto, em qualidade de ensino. Temos que buscar qualidade de ensino, pois sem qualidade não sobrevivemos. Nós partimos há dez anos de 12%, ou seja, cada 100 alunos, 12 eram matriculados em escolas privadas. Enquanto que hoje estamos com 18%, com um detalhe importante: nós já tivemos há dez anos 55 milhões de alunos na educação básica. Hoje nós temos 50 milhões. Caiu portanto o número de alunos da educação infantil até o ensino médio. Nós representamos hoje 75% das matriculas no ensino superior: 3/4 das matrículas estão nas IES particulares, tanto no Paraná quanto no Brasil. Representamos evidentemente um total de 5,2 milhões de matrículas no ensino superior no Brasil. 

Em sua palestra mencionou que vem tempestades na macroeconomia brasileira. Por quê?
Estamos diante de uma relação matemática. Não tem como o país sobreviver nessa situação que está hoje. Tem que haver mudança na macroeconomia, porque todos os indicadores econômicos estão num plano inclinado descendente. Tem que haver um governo novo, seja quem for, Aécio ou Dilma, para fazer uma mudança, para conter a inflação, diminuir o nosso endividamento externo que a cada ano vem aumentando, diminuir nosso endividamento interno que está em 2 bilhões de reais. O pior imposto que tem para o pobre é a inflação. O rico e a classe média se protege aplicando o seu dinheiro no banco que sempre paga mais que a inflação. O pobre não tem como se proteger. Não é nem uma questão só de economia, é uma questão humanitária preservar a capacidade de salário de nosso trabalhador. Temos que ter a seguinte perspectiva: se teremos uma contenção forte no crédito: não podemos fazer endividamento pois o juro vai aumentar, não podemos fazer investimentos pesados e, além do mais, 22% do que as famílias recebem estão comprometidos com dívida. E o pior, nunca o índice de inadimplência esteve tão elevado, pois houve muita fartura de crédito, muita facilidade e claro que o povo não tem muita cultura, se endivida e acha que vai dar. Minha Casa, Minha Vida também está em endividamento. Tudo isso tem que ser revisto para o próximo governo, senão as gerações vão pagar um preço muito alto. Passamos por um período de bonança, mas isso não tem como perdurar, todos os indicadores demonstram isso.

Por que no Brasil 1/3 do que os pais que têm filhos em escolas particulares pagam vai para governo?
Quando o pai coloca um filho numa escola particular, para fazer uma conta fácil, se ele paga uma mensalidade de R$ 900,00, ele poderia estar pagando simplesmente R$ 600,00, se não houvessem os tributos. Ou seja, um terço do que o pai paga vai para o governo. Em outros países não se cobra imposto da escola particular, pois o governo entende que se o pai está colocando o filho numa escola particular está desonerando uma obrigação do estado e assim sendo, porque vou penalizar o pai cobrando dele um imposto em cima? Se você tem um filho ou filha em escola particular, evidentemente já paga tantos impostos para ter uma educação de qualidade que seria obrigação da escola pública, ou mesmo paga um plano de saúde porque a saúde pública não é boa, mas você tem que tirar dinheiro do seu salário, apesar de todos os impostos que paga, para adicionalmente ter essa despesa que também vai ser onerada ao colocar o filho numa escola particular, como também vai ser onerado se paga um plano de saúde. Tem imposto em cima também.

O Sinepe-PR tem ido a Brasília brigar por menos impostos?
Claro que o governo não pode, não quer abrir mão, no sentido de fazer um ajuste de que quando o pai coloca o filho numa escola particular, está desobrigando o governo de fazer essa educação. Enxergar, evidentemente que enxerga, mas até porque o governo está deficitário e gastando mais do que recebe. Esse é um pedido que fazemos há gestões, de todas as vezes que fomos a Brasília, para desonerar a escola particular, não em benefício do proprietário porque quando a concorrência é tão forte entre nós, quando isso acontecer, automaticamente as mensalidades vão desabar, vão cair bastante. E outra: o governo não tem essa pressão de oferecer um ensino de qualidade e não consegue. Não que todas as escolas particulares sejam boas, também temos particulares ruins, mas estas com o tempo vão se acabando, pois o pai também não é bobo de pagar uma escola que não tem qualidade de ensino. Temos que preservar a qualidade de ensino pela nossa sobrevivência e porque é o projeto da maioria dos educadores.

Mesmo com todo esse cenário embrulhado, se tiver que fazer cortes de gastos, deve-se preservar a educação?
Foi feita uma pesquisa sobre qual é a prioridade da nova classe média. São 60 milhões que saíram da classe D e vieram para a C, passaram a ter um carro, casa, e colocaram seus filhos em escolas particulares, pois a percepção da família é de que a educação é a segunda prioridade, logo após alimentação. A família deslumbra como uma forma de ascensão social. A melhor forma é pelo trabalho e estudo. Essa percepção está muito clara na população, ter ensino de qualidade para que o filho se forme, tenha um bom emprego e ascensão social. 

Texto: Daiana Pasquim (DRT/PR 5613)/ AC Grupo Mater Dei
Foto: Lucas Piaceski
Assessoria de Comunicação
Agência PQPK


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Candidatos do MaterTeste revelam por que querem estudar no Colégio Mater Dei




Sai nesta terça-feira, 21, o resultado dos classificados no MaterTeste 2014, através de Edital no Colégio Mater Dei e na Internet www.colegiomaterdei.com.br. Foram cerca de 500 candidatos, alunos de escolas públicas e particulares de Pato Branco e região, pleiteando a bolsa de estudos do Colégio Mater Dei. São alunos que estudam no 5º, 8º e 9º Anos do Ensino Fundamental e da 2ª Série do Ensino Médio. O Terceirão do Mater Dei é visado em função da sólida preparação para vestibular que oferece. Realizada na manhã de sábado (18), a frente do colégio ficou repleta de pais aguardando seus filhos a realizarem o MaterTeste.
De Chopinzinho, Sandra Bragato, é professora de Geografia, mãe de João Gabriel que prestou MaterTeste para o 1º ano do Ensino Médio e Ana Clara, que tenta ingressar no 6º ano. Além dos filhos, Sandra trouxe dois vizinhos amigos: Vitor e Pedro, ambos tentando ingressar no 1º ano do Ensino Médio. É o primeiro ano de tentativa de seus filhos. "A preparação foi boa, eles se organizaram, a gente conversou na semana não com muito estresse para deixá-los bem tranquilos, pois acho que a ansiedade atrapalha eles. Conversei com meus filhos que é mais uma preparação e mais um teste para as suas vidas, eles têm que ir se acostumando, principalmente o meu filho que está pleiteando o primeiro ano do Ensino Médio". 
Sandra revelou o que motiva trazê-los para tentar entrar no Mater Dei: "é a qualidade, principalmente por eu já ter muitos conhecidos que estudam aqui e falam muitíssimo bem. A seriedade e o compromisso com educação. O adolescente e a criança deve sempre ser desafiada. Não só os desafios que eles gostam, mas os desafios da vida. Eles têm que ser desafiados para isto”, salientou.
O MaterTeste de 2014 registou um recorde de inscrições, segundo afirmou o vice-diretor do Colégio Mater Dei, Fabricio Pretto Guerra. “Ficamos surpresos com a quantidade de alunos que se inscreveram para a prova e felizes com a credibilidade que os pais sentem da escola. O aluno que conseguir aprovação no MaterTeste tem uma oportunidade na vida para ele e sua família guardarem para sempre. Muitos alunos não teriam condições de estudar numa escola particular e, além de eles poderem frequentar a escola particular como bolsistas, ainda têm todos os benefícios do ProUni, FIES, entre outros, posteriormente. É muito vantajoso”, discorreu. 
Fabricio pondera as dimensões sociais que a bolsa Mater Dei oportuniza. “Percebemos que, principalmente os alunos de escola pública que conseguem ganhar a bolsa, se adaptam muito bem ao ambiente Mater Dei. Depois que o aluno ganhou a bolsa a gente acompanha junto com a família seu rendimento escolar. Se ele conseguir ter um rendimento satisfatório, mantém a bolsa para os próximos anos. O Mater Dei sempre esteve envolvido em ações que pudessem aproximar a escola da comunidade para dar oportunidades a pessoas que não teriam a chance de ingressarem no Mater Dei. É um trabalho de responsabilidade social importante que a escola realiza”, finalizou.


Impressão de alguns candidatos após realizar a prova em 2014
A prova foi mais simples do que eu pensava, foi a primeira vez que tentei entrar na escola desta maneira diferenciada. Foi mais difícil em Química e Física. Confio que fui mais ou menos bem. 
Guilherme Mateus Silvério, aluno da Escola Shekiná de Pato Branco

Achei a prova tranquila, já tinha feito outros anos e estava acostumada com esse ritmo de simulado do colégio, estava esperando que fosse assim. Fiz para o 1º ano, mas aí acabei ingressando como aluna normal. Agora, para o Terceirão, estou tentando a bolsa novamente. O que mais quero, é continuar no Mater Dei. 
Eloise Bertol, 16, aluna do Colégio Mater Dei

Teve umas que foi meio fácil e outras mais difíceis. Gostei da prova de Matemática. Quero entrar no Mater Dei porque é uma escola boa e meus pais me inscreveram. Gostei de estar aqui fazendo a prova.
Nicolas Volpato, 9, aluno da Escola Municipal José Bonifácio de Vitorino

A prova foi normal, eu estava tranquilo para responder. Foi o meu 1º MaterTeste e esta é a melhor escola da região, desde pequeno, eu só quero Mater Dei.
Gabriel Hack, 14, aluno da Escola Alfa Ludi de São João

Foi legal, não tão difícil como esperava. Para mim, a prova de História foi mais tranquila e a de Química foi a mais difícil. Quero fazer o curso de Sistemas e acho que fui bem na de Matemática. Espero que eu passe. Foi o meu primeiro MaterTeste. A mãe contactou e resolvi fazer, eu mesmo me inscrevi. Tudo que vi na prova já tinha conhecimento.
Bruno Silvestre, 15, aluno do Colégio Estadual Agostinho Pereira de Pato Branco

Esta é a primeira vez que faço. Achei difícil Química e Física, o resto, História, Geografia, Matemática e Português estava fácil. A minha mãe me trouxe e da minha sala, veio mais quatro meninas, mas fizemos o teste em salas diferentes. Vim fazer a prova para testar maus conhecimentos. 
Yamuna Ostapiv, 13, aluna do Colégio Estadual La Salle

Texto: Daiana Pasquim (DRT/PR 5613)/ AC Grupo Mater Dei
Foto: Lucas Piaceski
Assessoria de Comunicação
Agência PQPK


PBTEC abre aulas do Inteligência Criativa com 12 turmas, em três oficinas




Começam na próxima terça-feira, 28 de outubro, as aulas do projeto Inteligência Criativa da Pato Branco Tecnópole (PBTec), oferecendo três títulos de oficinas: Desenho, Jogos e Mídias Digitais e Fotografia. Com turmas de dez alunos cada, de oito a 16 anos, a abertura  do curso será marcada com quatro turmas de cada oficina, com uma leva de 120 alunos. Participam crianças e adolescentes de todas as escolas municipais e estaduais, a critério de escolha e inscrição realizadas pelas próprias Secretaria Municipal de Educação e do Núcleo Regional de Educação, sendo que coube às diretoras e coordenadoras de escolas escolher os alunos a participar.
O projeto Inteligência Criativa prevê que sejam ao todo realizadas 16 oficinas de cada curso. 
Esta é a primeira fase do curso, com quatro oficinas. A segunda fase será a partir de fevereiro de 2015, com a previsão de 12 oficinas sendo realizadas ao longo do próximo ano.
Para cada oficina, serão oito horas de aula e duas de avaliação. 
Haverá turmas fazendo o curso pela manhã (alunos de oito a 11 anos) e a tarde (alunos de 12 a 16 anos), sempre em contra-turno escolar. As oficinas de Desenho serão às terças e quartas-feiras. De Jogos e Mídias Digitais acontecem nas quintas e, de Fotografia, nas sextas-feiras.
O Laboratório de Inteligência Criativa fica no segundo andar da Biblioteca Pública Helena Braun, de Pato Branco, junto ao Centro Cultural Raul Juglair, em convênio firmado com o município. A inauguração do espaço aconteceu em 3 de setembro, quando todos puderam verificar que as aulas contarão com impressora 3D, Impressora Fotográfica, câmeras fotográficas Fujifilm e computadores, que serão ferramentas de inovação e invenção.
Presidente do Conselho de Administração da PBTec, Vitor Guerra afirma que a equipe do Inteligência Criativa se programou muito para que este curso pudesse começar. "Demoramos para iniciar em virtude do local e estamos bastante empolgado sde que o curso realmente decole, contando com a colaboração das diretoras da escolas e da chefe da secretaria que é a base de todo o trabalho. Essa juventude precisa de direcionamento. O que a gente vê muito hoje em dia são os jovens de 14 anos perdidos e, somente nessa idade, se começa a pensar no futuro. Se conseguimos antecipar esse pensar aos alunos, a gente ganha em tempo e em desenvolvimento". 

Economia Criativa
A Economia Criativa atende a 13 grandes áreas: Propaganda, Arquitetura, Artes e Antiguidades, Artesanato, Design, Moda, Cinema e Vídeo, Música, Artes Cênicas, Editoração, Softwares de Lazer, Rádio e Televisão. Países desenvolvidos da Europa, bem como nos Estados Unidos, aproximadamente 10% da economia e 8% dos empregos gerados vêm do conjunto de setores da Economia Criativa, considerada a terceira maior indústria desses países, perdendo apenas para Petróleo e Armamentos. “Ela não é muito vista como uma indústria única, mas como um conjunto de fatores. A economia criativa tem a intenção de conseguir, através de ações pontuais e desenvolvidas especialmente aos que não têm condições ou oportunidades na vida, através de incursões em cursos e trabalhos em diversas áreas, desenvolver um potencial criativo e evolutivo”, pontuou Vitor Guerra.
O princípio da Inteligência Criativa é iniciar tão logo o despertar de aptidões para fazer as crianças acordarem para a vida. Os cursos de pequena duração têm a intenção não tão somente de ensinar, mas de despertar nos alunos alguma vontade.



Oficinas Professores Dia da Semana
Desenho Reinoldo Klein Neto Terça e quarta-feira
Jogos e Mídias Digitais Anderson Fernandes Quinta-feira 
Fotografia Lucas Piaceski Sexta-feira


Texto: Daiana Pasquim (DRT/PR 5613) - Fotos: Lucas Piaceski
Agência PQPK
Assessoria de Comunicação do Projeto Economia Criativa da PBTEC

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

ENTREVISTA PERFIL: Luciano Pires


Entrevista realizada pela jornalista Daiana Pasquim, com captação de imagens de Lucas Piaceski, na noite de quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Aos 58 anos de idade consigo fazer aquilo que eu sonhava e queria aos 17

"Durante esse tempo, passei por um outro estágio. Não tenho dúvida nenhuma de que tudo aquilo que aprendi no mundo corporativo foi o que me deu estabilidade para poder hoje executar este meu trabalho"


Perseverança e fonte de juventude para conseguir negociar consigo mesmo o momento mais oportuno de realizar os seus sonhos impulsivos. Essa é uma lição de vida que o comunicador, cartunista e escritor Luciano Pires transmite por onde passa. Visitando o Sudoeste do Paraná nesta quarta-feira (15), ele não fez apenas a palestra de abertura do Empreende Sudoeste Tecsul Enasul, contando a história “Meu Everest, uma lição de Empreendedorismo” aproveitou para tomar do município suas impressões. Em sua Fan Page, postou na tarde de quarta: “Estou em Pato Branco, na região Sudoeste do Paraná. Pato Branco é um Município que adotou a inovação e o empreendedorismo para se desenvolver. Com 77 mil habitantes, a cidade está próxima da divisa com Santa Catarina e cerca de 100 quilômetros da Argentina, numa posição estratégica no Mercosul”. E emendou, em seguida, com outro post irreverente: "Em Pato Branco, o fantástico X-Polenta do Patô Lanches. Vc não tem ideia do que é! Em vez do pão, polenta. O recheio é queijos, rúcula, tomate, calabresa e bacon... Sai da frente”. 
De forte senso de humor e sorriso aberto de simpatia, locução clara e impostação de voz que convence, Luciano Pires esteve à frente de uma plateia, na Sociedade Rural, formada em grande maioria por acadêmicos de diversos cursos superiores da região, entre eles, Administração, Marketing, Agronegócio e Sistemas de Informação, da Faculdade Mater Dei. Lá, passou uma mensagem que vai além de simplesmente mencionar possibilidades. Traz na bagagem as experiências aguerridas de superar um desafio em si mesmo. O livro “Meu Everest”, transformado em palestra, já está na 6ª edição revista e ampliada e é considerado a melhor obra de trekking já escrita em língua portuguesa. Isto porque, na viagem, além das exímias descrições culturais e de cenário, narra as sensações do desafio físico e mental completamente fora dos padrões em que estava acostumado. Além disso, a obra dispõe de suas próprias fotos e é riquíssima em ilustrações e charges, criadas pela veia crítico-literária de Luciano Pires - aquela que ele adormeceu por volta dos 20 anos e despertou próximo aos 40 para ser um novo homem.
Nesta entrevista concedida minutos antes de subir ao palco, Luciano Pires afirma abertamente que o Brasil é um país difícil de se viver, mas ser empreendedor tem como vantagem você não saber onde estará amanhã, daí que vem o maravilhoso, pois pode se fazer tudo o que se desejar.  Acompanhe suas mensagens de experiência:

Você é um profissional que roda o país levando provocações. Vindo ao Sudoeste do Paraná para falar a acadêmicos e empreendedores, quais provocações você traz aqui nesta primeira noite do Empreende Sudoeste?
São várias. Vou contar uma experiência pessoal e bastante divertida, coloquei em minha frente um objetivo praticamente impossível de realizar e fui fazer. Realizei meu sonho antigo, que quando trazemos para o ambiente do empreendedorismo tem tudo a ver.  Conto a história que tem a ver com a capacidade de transformar alguma coisa que é irreal em realidade, através de planejamento, criatividade e tudo o mais. É uma história divertida, mas quando o pessoal me contou o que é o Empreende Sudoeste, logo veio à tona a ideia de fazer uma provocação desse tipo para tirar o pessoal da cadeira. 
O que é o empreendedor? É o cara que, tudo que faz é sair fora da zona de conforto. É sair fora da zona de indiferença. É alguém que joga e aposta em coisas que muita gente diz que não vai dar certo. O sujeito tem o seu emprego regular, trabalha direitinho e um belo dia resolve largar o emprego para montar o seu próprio negócio. Todo mundo vai chama-lo de louco. Isso é assim, porque a sociedade é assim. Quem se rende a essa colocação de medo da sociedade não faz nada para fazer acontecer. Vou hoje fazer uma provocação: pare de ouvir aqueles que dizem que não dá para fazer, monte o seu plano e vá atrás que você vai conseguir realizar! Vai quebrar a cara, vai dar errado, mas se você for uma pessoa que não se conforma, são essas que mudam o mundo.

Faz mais de dez anos que você se propôs a encontrar o seu Everest, foi até o Campo Base, realizando a viagem ao Nepal e toda a preparação. O que mudou em sua visão de mundo nestes últimos dez anos desde que você saiu do mundo corporativo para tomar o rumo da sua vida?
Mudou tudo. Quando eu fui pra lá era diretor de uma multinacional de autopeças. Tinha mais de quarenta anos de idade, um belíssimo salário de diretor multinacional, uma grande estabilidade. Quando voltei da viagem decidi que ia começar fazer minha transição. Fiquei mais oito anos na empresa e hoje sou dono do meu próprio negócio. Montei minha própria empresa num segmento de atuação que é dificílimo. Eu trabalho vendendo cultura. Meu negócio é escrever livros, revistas, artigos, fazer palestras e vídeos pela internet, num mercado que está nascendo e que é muito difícil de valorizar. Eu saio do meu terno e gravata, de um emprego com carteira assinada para me aventurar como um executivo do meu próprio negócio. Não tenho segurança nenhuma, se eu não trabalhar hoje não compro o almoço de amanhã, e estou jogado neste mundo maluco que é o mundo do empreendedor brasileiro, o que me deu a visão do outro lado do balcão. A visão de como é que alguém que quer fazer acontecer pode conseguir, sem ter o suporte de uma grande empresa? Sem ter um salário certo todo mês? Isso me trouxe uma visão do Brasil que é uma loucura, pois a gente vai lá fora, vê como é lá, vem pra cá e vê essa bagunça generalizada que é o Brasil e sabe que a gente aqui tem que trabalhar dobrado. O Brasileiro tem que se esforçar dobrado para fazer o que um americano faz e ter a chance que um japonês faz lá fora. E mesmo assim, a gente consegue fazer. A visão que eu tenho é o Brasil é um país abençoado. O dia que a gente resolver “as porcariazinhas”que temos para resolver, ninguém segura esse país.

Com 20 anos, você já era cartunista, já era um comunicador e tinha o sonho de escrever livros, como de fato publicou vários, contudo se viu numa situação da dificuldade de sobreviver de sua arte e acabou entrando no mundo corporativo. Falando para acadêmicos que estão no momento de sonho, o que fica de mensagem dessa fase de conflito entre o que eu quero fazer e o que vou conseguir fazer?
Essa é a coisa do sonho. Vou contar para eles a história de que a minha vida é uma parábola. Tenho aquele sonho todo da juventude e quando caio num mundo, caio na real de que estou maduro, me formei e preciso me sustentar, casei, tenho família e não posso mais brincar, ficou séria a coisa. Faço uma parábola e dou uma volta, entro nesse mundo corporativo e fiquei 26 anos como um executivo de multinacional, mas não estava ruim. Eu estava me divertindo lá dentro, pois estava na área de comunicação que é a minha área. Não estava fazendo meus cartoons nem escrevendo meus livros, mas estava numa área que me ajudou a crescer bastante. Quando cheguei no momento lá na frente que vi condições de retomar os sonhos lá de traz eu voltei. Hoje, aos 58 anos de idade consigo fazer aquilo que eu sonhava e queria aos 17. Durante esse tempo, passei por um outro estágio. Não tenho dúvida nenhuma de que tudo aquilo que aprendi no mundo corporativo foi o que me deu estabilidade para poder hoje executar este meu trabalho. A mensagem que vou passar para essa molecada é a seguinte: cuidado ao tentar abraçar o seu sonho e tentar realizá-lo aos 22 anos de idade. Não dá. De cada um que realiza, tem 2 milhões que não conseguem fazer. Você vai ter que fazer uma série de concessões, abrir mão de uma série de sonhos por algum tempo para crescer, amadurecer, aprender a ter uma visão crítica do mundo, guardar um dinheirinho e ganhar coragem, estabilidade e segurança para poder dar o seu salto lá na frente. Não sei se vai ser aos 30, 40 ou 50 anos. O meu salto, dei com 52, faz seis anos. E se você me perguntar onde estarei há dez anos, não tenho a menor ideia. O que para mim é fascinante, pois significa que posso ir onde eu quiser. Mas houve todo um trabalho, anos e anos de esforço que é o que venho contar aqui. Pegar um sonho e sair correndo feito um louco atrás dele é grande a possibilidade de quebrar a cara. Mas estabelecer uma data, dizer: com 40 anos de idade quero estar assim, comece trabalhar aos 17, pois fica muito mais fácil chegar lá. 

Assessoria de Comunicação (AC) Grupo Mater Dei
Entrevista e texto: Daiana Pasquim (DRT/PR 5613)
Fotos: Lucas Piaceski - Agência PQPK
https://www.facebook.com/agenciapqpk

No livro que compramos, ele autografou: "Queridos Daiana e Lucas. Vão atrás de seus sonhos! Namastê. Luciano Pires"



terça-feira, 7 de outubro de 2014

Super-heróis disputam seu organismo (DIARINHO - ED 156)


Saudável é respeitar os poderes da alimentação

Daiana Pasquim
As cores mais bonitas que conhecemos vêm dos alimentos. Eles enchem nossa vida de sabor e a deixam mais bonita, além de nos manter vivos, porque nos dão energia. Comer é tudo de bom. É um dos momentos mais saborosos em família ou entre amigos. Não há quem não tenha uma comida predileta que faz sentir água na boca. Desde os primórdios da humanidade, o homem vive em busca de comida. A variedade à disposição hoje é imensa e tornou-se muito fácil ir ao supermercado ou numa plantação, comprar e colher. Justamente pela facilidade de encontrar, temos que refletir sobre o uso correto dos alimentos, sem desperdício ou exageros, pois se há muita variedade de comida, há também muitos que não têm acesso a ela, ou aquele que comem demais e comprometem sua saúde. O que é pior, um dia o alimento pode acabar.
No mês de setembro, no encontro do Diarinho realizado no dia 11, aprendemos também que alimentação saudável é o que podemos acessar. A palestra foi com a nutricionista Bruna Rebonatto, Especialista em Gestão de Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) pela Unipar de Francisco Beltrão, com ênfase em gastronomia. Ela é a responsável pela Divisão de Alimentação Escolar da Prefeitura de Pato Branco, na qual cuida de quase 50 cozinhas, fazendo o cardápio das merendas das escolas e Centros municipais de Educação Infantil (CMEIS), além de duas padarias (Horto Florestal e Caíc). Algumas escolas servem almoço, somando assim três refeições por dia, com os lanches da manhã e da tarde. Já os Cmeis servem cinco refeições por dia.

Dúvidas das crianças
Comer à noite engorda? E massa, engorda? Posso comer margarina? Laranja cura gripe? Suco de fruta conta como fruta? Coca-Cola enfraquece os ossos? 
As respostas e orientações da nutricionista são que toda criança deve fazer um lanchinho no meio da manhã, comendo uma fruta, por exemplo. Pode comer à noite sim, desde que cuide as quantidades. E as massas são importantes para dar energia ao nosso corpo. Laranja não cura gripe, mas melhora a imunidade, por isso é muito importante consumir esta e outras frutas, ao invés de refrigerantes. "Durante o sono ocorre grande parte do crescimento e por isso o jantar deve ser bem nutritivo como as outras refeições para garantir as substâncias necessárias para que isso aconteça. Pode-se comer os mesmos tipos de alimentos do almoço ou fazer um lanche reforçado, ou seja, que contenha alimentos ricos em energia (pão, torradas, arroz), vitaminas e minerais (verduras e frutas) proteína (queijo, presunto, ovo ou carnes), energia (pão, torradas), vitaminas e minerais (verduras e frutas)”, explicou Bruna Rebonatto.
A saúde do sangue vem do que comemos, e o sangue faz nosso corpo funcionar, por isto precisamos escolher bem o que colocamos à boca. E para prestar atenção no que estamos comendo a refeição deve ser feita na cozinha, e não em frente à TV. Em resumo, escolha os exageros como comer doces, abrir um pacote de bolacha ou assistir enquanto come “apenas uma vez por semana!"
Na questão do peso, uma das principais lições que Bruna trouxe às crianças foi: "não fique comparando seu peso com o do colega”. Cada organismo é único. E fica a dica: quem tem irmão, divida o pacote de bolacha para dividir também, as gorduras e calorias dos industrializados. 




Editorial
Salada de boas intenções

Todos os personagens que você encarou em nossa capa estrelavam a nossa geladeira e fruteira. Motivados pela palestra do mês com a nutricionista Bruna Rebonatto, responsável pelo funcionamento correto de 50 cozinhas do município de Pato Branco, que fez uma conversa nutritiva com editores, quisemos ilustrar de super-heróis aqueles que fazem tão bem ao nosso organismo. Assim surgiu a historinha épica que colocamos na capa e assim contamos um pouco da curiosidade de bastidores da produção do Diarinho para você.
Uma verdadeira salada. Assim está esta edição de outubro que traz na capa as frutas e verduras e na contra, uma grande árvore com seus ramos de desenhos sobre primavera, dia da Árvore, Dia da Criança e Dia dos Animais. Por isto chamamos a tudo isto de “Ramos de Felicidade”. 
É tanta coisa importante pra lembrar em outubro, como o Dia do Professor e do Estudante, inúmeras datas com trabalhos lindos acontecendo nas escolas, que fica difícil escolher, entre tantos textos e desenhos recebidos ou pessoalmente no encontro do Sesc ou por e-mail, o que publicar. Temos apenas oito páginas, mas uma vontade enorme de incentivar educadores e crianças a ensinar, aprender e a crescer sempre mais. Por isso a cada edição nos esforçamos tanto para fazer diferente.
Enfatizamos que faz bem respeitar o poder dos alimentos. A humanidade deve estabelecer uma relação de “respeito” com o que come. Lembre-se que as crianças têm a grande missão de puxar esses bons hábitos. É uma satisfação ver que o projeto está "dando frutos" espontâneos, quando recebemos, em meio ao volume de trabalhos, o acróstico da editora titular Duda Bedin que publicamos na página 7. O quarto bimestre já chegou e sabemos que o ano está na reta final. Então capriche para manter a saúde e as boas notas. 



Dicas da nutricionista Bruna Rebonatto

- Faça pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições. Fazendo todas as refeições, você evita que o estômago fique vazio por muito tempo, diminuindo o risco de ficar com muita fome e exagerar na quantidade quando for comer. 
- Evite “beliscar” entre as refeições, isso vai ajudar você a controlar o peso.
- Aprecie a sua refeição, coma devagar, mastigando bem os alimentos. 
- Evite assistir TV e comer ao mesmo tempo, pois você acaba comendo mais do que precisa, não mastiga direito e não aproveita o sabor do que está comendo.
- Coma diariamente alimentos do grupo de cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), batatas e mandioca nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais. São a mais importante fonte de energia e devem ser o principal componente da maioria das refeições, pois são ricos em carboidratos.
- Distribua as seis porções desses alimentos nas principais refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar) e nos lanches entre elas.
  • Coma diariamente legumes e verduras e frutas nas sobremesas e lanches. 
  • Frutas, legumes e verduras são ricos em vitaminas, minerais e fibras e devem estar presentes diariamente nas refeições, pois contribuem para a proteção à saúde e diminuição do risco de várias doenças. 
- Varie o tipo de frutas, legumes e verduras consumidos durante a semana. 
- Quanto mais colorido for o prato, mais vitaminas e minerais diferentes vai ter.
- Coma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Leite e derivados são as principais fontes de cálcio na alimentação.
- Carnes, aves, peixes e ovos fazem parte de uma alimentação nutritiva e contribuem para a saúde e para o crescimento saudável. 
- Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces e outras guloseimas, e reduza o consumo de alimentos gordurosos, como frituras e salgadinhos.
- Diminua o consumo de refrigerantes e de sucos industrializados; a maioria dessas bebidas contém corantes, açúcar ou adoçantes artificiais, que não são bons para a saúde. 
- Prefira bolos, pães e biscoitos doces preparados em casa, com pouca quantidade de gordura e açúcar, sem cobertura ou recheio.
- Evite consumir alimentos industrializados com muito sal (sódio) como hambúrguer, salsicha, linguiça, presunto, salgadinhos.
- Beba pelo menos seis a oito copos de água por dia. A água é muito importante para o bom funcionamento do corpo das pessoas em todas as idades. O intestino funciona melhor, a boca se mantém úmida e o corpo hidratado. 
- Bebidas açucaradas como refrigerantes e sucos industrializados e bebidas como café e chá não devem substituir a água.
- Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias. 
- Movimente-se! Descubra um tipo de atividade física agradável, como: pular corda, correr, pular amarelinha, esconde-esconde, pega-pega, andar de bicicleta e outras.
- O sal de cozinha é a maior fonte de sódio da nossa alimentação. O sódio é essencial para o funcionamento do nosso corpo, mas o excesso pode levar ao aumento da pressão do sangue, que chamamos de hipertensão.
"As crianças e os adultos não precisam de mais que uma pontinha de colher de sal por dia. Por isso, cuidado com o excesso de sal quando preparar as refeições. Siga estas dicas: não coloque o saleiro na mesa, assim você evita adicionar o sal na comida pronta. Evite temperos prontos, alimentos enlatados. Comece a experimentar outros tipos de temperos para seu pratos como ervas frescas ou secas”, exemplificou.


Ai que susto! Quem apagou a luz? Sentir medo faz bem!

Os trabalhos sobre Halloween desta página foram criados pelos alunos Felipe Vieira Alves, Any Gabriely Oliveira da Silva e Guilherme Barbosa

Você tem medo de quê? Pode parecer estranho, mas muitas pessoas “gostam” da sensação de sentir medo. O 31 de outubro é uma das datas que marcam essa cultura de horror, em função do Halloween. Apesar de não ser uma comemoração muito típica ao Folclore Brasileiro, as crianças do Diarinho enviaram trabalhos que rememoram o Dia das Bruxas, nos Estados Unidos conhecido como Halloween, o que virou uma verdadeira indústria. De acordo com os dados da National Retail Federation o gasto total com o Halloween nos Estados Unidos em 2011 superou os 6,8 bilhões de dólares, ante os 3,3 bilhões em 2005. Mas você deve se lembrar que muitas casas de sustos tem limitação etária a partir de 13 anos, por exemplo. Aqui no Diarinho, a data fica interessante para refletir um pouco sobre por que gostamos de sentir medo. 
Para descobrir a resposta, a repórter da Revista Galileu, Rita Loiola, foi atrás de psicólogos, psiquiatras, antropólogos e historiadores especialistas em medo. Investigando as respostas, surgiram algumas pistas para a solução do enigma. Ao que tudo indica, uma das razões é bem simples: as pessoas gostam do medo porque isso é bom. O terror controlado na tela da TV ou do cinema, em filmes de terror, por exemplo, ajuda a entender o mundo e a experimentar sensações que não existem em outro lugar. E a biologia é o primeiro passo para compreender o que se passa com o corpo de alguém exposto a monstros, sangue e atividades paranormais de mentirinha. 

As aulas de ciências ensinam que medo, ansiedade e estresse ajudaram o homem a evitar o perigo e a progredir. Evolutivamente importantes, eles aumentam a eficiência do organismo, deixando-o pronto para a briga. Assim que o cérebro percebe uma ameaça, um sistema chamado circuito do medo entra em ação. Formado por núcleos cerebrais como a amígdala e o hipocampo, ele libera neuro-hormônios e neurotransmissores para defender o organismo. Dopamina, endorfina e adrenalina vão para o sangue, preparando o corpo para a reação. Só que, quando o monstro é de papelão, o cérebro percebe a pegadinha e suspende a produção das substâncias. E a alta da dopamina, que deixa o corpo atento e alerta durante esses momentos, dá sensação de prazer e calma. Como se o corpo ficasse chapado em segundos. “Liberações rápidas de dopamina provocam reações agradáveis e muito prazerosas”, diz Antônio Nardi, coordenador do Laboratório de Pânico e Respiração da UFRJ. “Só quando ela perdura no organismo vêm as reações ruins, como confusão mental e fadiga.”
Assim, dá para entender, por exemplo, por que os filmes de terror não dão sustos o tempo todo. É preciso um intervalo para causar as variações da dopamina e provocar o prazer. Mas só isso não explica o mistério do gosto provocado por quase duas horas de pavor frente à tela do cinema. Uma das hipóteses seria a de que os seres humanos são capazes de sentir emoções misturadas, de tensão e prazer, ao mesmo tempo. Assim, o medo prolongado faria sentido.
Pensando nessa possibilidade, Eduardo Andrade, professor da Universidade da Califórnia, e Joel Cohen, da Universidade da Flórida, resolveram testar seus alunos para ver o que acontece durante a projeção de cenas de terror. “Pesquisas das duas últimas décadas mostram que somos capazes de ter os chamados ‘mixed feelings’, ou seja, ter emoções positivas e negativas ao mesmo tempo”, afirma Eduardo. “Sem isso fica difícil aceitar que alguém passe por um momento doloroso, como as cenas de terror, buscando prazer ou alívio”, diz. Quer dizer que sentimentos opostos, como amor e ódio, pavor e calma podem aparecer juntos enquanto alguém vê seres deformados perseguindo garotinhas meigas em corredores sem fim. 



Edição de texto: Daiana Pasquim
Edição de Arte: Lucas Piaceski
Agência PQPK
Instituto Carlos Almeida

domingo, 28 de setembro de 2014

Professores do Curso Positivo temperam semana de preparação ao Enem do Grupo Mater Dei

Concentração para o momento que considerei um dos pontos altos: Dotado de voz marcante, o professor Cordeiro reproduziu Asa Branca e a 9ª Sinfonia de Beethoven tocando em copos e trouxe paródias de melodias brasileiras


Com dolmãs brancos de cozinheiros e violão à tiracolo, eles temperaram o palco com as propriedades da água, o sequestro de carbono, a chuva ácida, o conversor catalítico, as ondas e micro-ondas, os tubos sonoros e tantas outras porções que vão se colhendo sem escolha na vida escolar. Por isso, a missão deles é provar que Física e Química estão bem misturadas no cotidiano e enxergá-las, aguça o paladar para escolher sim, estudar. Ambos com 32 anos de experiência em sala de aula, os professores João Pedro Alvarez Mateos (farmacêutico e bioquímico pela USP) e Luís Fernando Cordeiro (Física pela UEM e Mestre em Educação pela UFPR) já dão show de aula no Curso Positivo durante o ano todo e estiveram, na noite desta sexta-feira (26), realizando o fechamento de "Uma proposta de Preparação ao Enem - A um passo do Ensino Superior" do Grupo Mater Dei, iniciada dia 22, no auditório da Faculdade, com professores do Colégio Mater Dei. 
Recebendo o respaldo do Núcleo Regional de Educação de Pato Branco (NRE), o Teatro Municipal Naura Rigon ficou lotado de alunos do terceiro ano das escolas públicas de Pato Branco, Coronel Vivida e São Lourenço do Oeste (SC), que prestigiaram o projeto "Saberes à mesa - uma receita de aprovação”. “Assim, já viajamos quase todos os Estados brasileiros. Fizemos em 2009 uma apresentação no Ibirapuera para 4 mil alunos. Em 2014, este está sendo nosso único evento, em função do adiantamento da prova da UFPR de 17 para 3 de novembro, entre outros concursos que nos exigiram ficar mais em sala de aula”, contaram Cordeiro e Mateos. Eles vêm os alunos do interior com mais vontade de aprender que os da Capital, onde em contrapartida, o aluno aprende mais cedo que a concorrência é grande.

Boa aprovação em universidades
O segredo é estudar sempre, enfatiza o professor Mateos, já que essas provas não cobram um ou dois meses de estudo, mas uma vida escolar inteira. "Os alunos muito novinhos lá com 14 anos, no primeiro ano do Médio, não têm essa maturidade de que tem que estudar. Como que você vai chegar para um menino de 15 anos e dizer: você tem que estudar para ser um grande homem na vida! Os interesses dele, naquele momento, são outros. E as coisas acontecem muito cedo, pois com 17 já vai enfrentar uma maratona dessas. Muitos dizem: quando eu chegar no terceirão ou no cursinho, eu estudo. Mas nem sempre um ano só resolve a vida para entrar numa boa instituição".
Para o professor Mateos, cada vestibular tem uma especificidade e enxerga que no Enem, os conteúdos abordados são de menos importância na história, pois lá o foco são as habilidades e competências. "Numa universidade federal, por exemplo, a primeira fase é muito bem dividida entre todos os conteúdos, mas a segunda é uma prova específica de Química para quem vai fazer Medicina, por exemplo. Essa prova é muito pesada com conteúdos de físico-química que é o que ele mais vai precisar dentro da universidade. Se a gente pensar na Fuvest da USP, é um exame que cai de tudo, não tem um conteúdo a mais. Mas quando você pensa nos outros exames que são gerais, como as primeiras fases e o Enem, os exames normalmente costumam ter uma divisão equitativa da matéria”, apontou.
Dotado de voz marcante, o professor Cordeiro reproduziu Asa Branca e a 9ª Sinfonia de Beethoven tocando em copos e trouxe paródias de melodias brasileiras. “É um projeto simpático. A gente tenta transmitir os conhecimentos de Física e de Química de uma forma um pouco mais amena, com pequenas experiências e a participação do aluno de uma forma que é possível ver que ciência não é uma coisa chata que pertença só ao mundo dos livros ou dos vestibulares, mas está ligada ao nosso cotidiano. Tem física na cozinha, na sala, na rua, em qualquer lugar tem física e tem química”. Cordeiro provoca: por que as ondas do forno de micro-ondas cozinham o alimento que está lá dentro, mas não cozinham as pessoas ao redor do micro-ondas? "Esse é um momento da aula em que damos uma explicação física e ele vê que em casa tem uma porção de conceitos de física naquele aparelho que muitas vezes a gente olha apenas como um instrumento para aquecer alimento, no entanto ali tem muita física e uma história por trás".
A Física em geral é o bicho-papão dos vestibulares, detendo as menores médias. "Ela é uma pedra no sapato do aluno que não se dedicou muito ou que não aprecia essa área por alguma razão. Mas tudo aquilo que o aluno souber, contribui para a sua aprovação e quanto mais estudar, não só Física e Química, mas todas as matérias, as chances dele aumentam. Em especial, o aluno tem que despertar o interesse pelo estudo e isso pode ocorrer a partir do momento que olhar para o cotidiano e perceber que aquilo que ele estuda na escola não está desvinculado da vida. Talvez você nunca use, mas certamente tudo que você estuda na escola está na sua vida”, garantiu Cordeiro.
Que o digam os alunos chamados ao palco para participar das experiências: Luís Fernando da Silva da Escola Cristo Rei; Naiara Guerra, Lucas Caldart, Guilherme Louzano, Erick Lima Southier e Marlon Guimarães do Colégio Mater Dei e o casal Alisson Oliveira e Helena Daneluz, da Sóror Angélica (Slo).

Relevância social
Por seu alcance e benefício social, o projeto do Grupo Mater Dei recebe total apoio do NRE e a coordenadora Ana Seres Trento Comin, acompanhou a aula entusiasmada. "Essa parceria já estava estabelecida com o Núcleo antes mesmo de eu assumir em 2011 e, durante esses quatro anos, de forma consecutiva realizamos. Sou muito grata a essa parceria com Mater Dei, ela foi precursora das outras parcerias que estabelecemos com outras instituições. Nossos alunos, diretores e professores têm elogiado muito essa participação. Só posso dizer que precisamos e queremos continuar”, salientou. Após a iniciativa pioneira Mater Dei, ela comenta que no ano passado outras instituições de ensino superior procuraram o NRE e menciona que "a própria secretaria de Estado tem uma proposta de forma on line e com educação à distância, mas aqui em Pato Branco nossos alunos preferem esse trabalho com a Faculdade Mater Dei. A cada ano o projeto se supera mais e nós percebemos não só a aceitação, mas também o resultado final”, ponderou. 
A diretora do Grupo Mater Dei, Ivone Maria Pretto Guerra afirma ser o quinto ano buscando diferenciais. "Sempre houve essa inovação e isto de fato aconteceu neste ano trazendo o Grupo Positivo. Vemos esse crescimento e com apoio imparcial de todos os diretores, de todas as escolas e colégios, principalmente a participação e a motivação dos alunos é uma coisa impressionante”, comemorou.
O que fica é, de fato, um passo ao ensino superior, com a própria instituição avançando junto com a comunidade. "A história do Mater Dei se confunde muito com todas as atividades que a gente tem feito. Desde o início, os primeiros cursos são aqueles pedidos e exigidos pela comunidade. A gente sente esse apoio imenso e penso que o maior legado que estamos deixando é devolver à comunidade e região todo esse apoio de todos esses anos, não só dos 15 da faculdade como os do colégio também, de uma maneira que compense aquilo que a gente tem recebido”, concluiu Ivone Guerra.

Texto: Daiana Pasquim (DRT/PR 5613)/ AC Grupo Mater Dei
Fotos: Lucas Piaceski
Assessoria de Comunicação
Agência PQPK


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

DIARINHO (ED 155 - setembro de 2014): Os números são personagens


Dos 12 meses do ano, "noves" fora, pois setembro chegou. Esta edição “conta” a vida. Foi assim que aprendemos sobre Leitura da Linguagem Matemática, com o professor, mestre e doutorando em Ciência Matemática, André Pereira Pedroso. Devemos ensinar as crianças a “ler a conta” e não olhar apenas para a operação: “além de ser uma conta, são infinitas histórias da vida humana, felizes ou tristes. Na matemática, não é importante só resolver a conta, mas entender em que situação este raciocínio se relaciona”, ensinou. Aproveite as fases, pois mais um personagem está chegando: o Terceiro Bimestre!


Editorial
Vamos calcular e contar a vida

Entramos em setembro! O mês da Semana da Pátria, da Semana Nacional do Trânsito, do início da estação da Primavera, talvez do seu aniversário. Viramos as folhas do calendário, contamos nove meses no ano e a aproximação do terceiro bimestre na escola. Viu como tudo em nossa vida é contar? São muitas histórias que tecemos tendo os números como personagens. 
Aprendemos isso após a incrível abordagem em Matemática que tivemos no último encontro do Diarinho. Contamos tudo para vocês na página 3, dando detalhes da palestra do professor, mestre em Ensino da Ciência Matemática pela UFSC e doutorando em Ciência Matemática pela Unicamp, André Pereira Pedroso. A forma como ele abordou a matemática tudo se descomplicou, pois os editores entenderam que uma conta são infinitas histórias da vida humana. Essas histórias podem ser felizes ou tristes e fazem com que a gente aprenda a raciocinar. Os números estão à nossa volta para tudo que vivemos. Desde os primórdios, essa evolução foi acontecendo de forma natural, primeiro usando pedras para contar as cabeças de animais, e só depois evoluindo para algarismos que representassem quantidades, como os números indo-arábicos que conhecemos e usamos para tudo. É essa matemática da ideia de linguagem como forma de falar e se comunicar que permaneceu após a palestra de agosto.
Note como a vida é repleta de curiosidades! Temos 12 meses no ano, 30 dias no mês, dez dedos nas mãos e mais dez nos pés. Essas unidades ajudam muito a fazer contas, mas aprendemos com o professor André Pedroso que o sistema de numeração base dez (10) não é o único possível. Os Maias contavam com os dedos das mãos e dos pés, por isto tinham base 20, e os esquimós, usam a base 5 porque uma das mãos está sempre sendo aquecida dentro das roupas de pele necessárias no Círculo Polar Ártico, enquanto se usa a outra.
Um pouco sobre patriotismo e a história do Brasil, que tem eleições no próximo mês, está na página 5, inclusive as crianças lembraram do Dia do Soldado, no final de agosto. E tem página de Trânsito com dicas espertas para você ir se formando um bom motorista desde já, na contracapa desta edição. Boa leitura!











Edição de textos: Daiana Pasquim
Edição de Arte: Lucas Piaceski
Agência PQPK