segunda-feira, 25 de maio de 2015

Lançado Scarlet Foot, da Christoferson: som extremamente contemporâneo, em sua antiguidade


Volta à tona o pontapé que o garoto deu na poça de lama em 1965; momento eternizado pelo fotógrafo João de Paula logo em sua chegada a Pato Branco, no Sudoeste do Paraná. A foto, premiada em 2004, ilustra a capa de Scarlet Foot, segundo álbum independente da banda pato-branquense Christoferson, denominada recentemente como "Os Blueseiros de Pé Vermelho”, na editoria Música da revista Vanilla (abril/2015)
Com um pé no passado - ao resgatar uma foto de meio século para identificar a obra fonográfica - o outro está no futuro, já que Scarlet Foot está oficialmente disponível nesta terça-feira (26) em diversos serviços de distribuição de música, como OneRPM, Spotify, Deezer, Rdio, YouTube e Tidal, entre outros. Pode ser adquirido tanto pelo sistema IOS, quanto Android. 
A banda, composta por Lucas Piaceski (composição, guitarra e vocal), Matheus Angeli (baixo) e Luís Henrique Cunico (bateria), chega ao seu nono ano de vida e evolui do Buffalo, o primeiro álbum lançado no Aldeia Musical do SESC Pato Branco, em 2013, com nove faixas. Agora são dez com muito mais indie rock, mas principalmente blues. 
Scarlet Foot vem bastante ambientado em meados do século XX, potencializado na parceria com João de Paula, que em 2015 completa 50 anos em que começou a desbravar as minúcias pelas lentes objetivas e grande angulares das cenas pato-branquenses mais cotidianas; quanto pelos instrumentos musicais usados na gravação: grande parte feita com a guitarra Harmony 1962 e referências buscadas em uma velha guarda internacional. Deste prisma, surge um som extremamente contemporâneo, em sua antiguidade.


O álbum

O álbum tem baixo marcado e forte apelo a percussões - assobio, shaker, apito indígena e riff de bandolim, com presença dos agudos arrastados do slide na guitarra, regados a profundos backing vocals. Em termos de produção, este álbum vem com detalhes de simplicidade mais limpos que os encontrados em Buffalo, o primeiro da banda, gravado com um só microfone Blue Yeti e em grande parte, ao vivo.  
A sonoridade de Scarlet Foot transcorre distintos estilos: do lado mais hard do blues presente em Olives Catcher ao blues genuíno de Humble Job Blues, com o clima Western e Folk de Sun and Powder, mas comovendo com o tato de Soul sentido no compasso Winter Time. O hit Watch Out! sobe dos pés à cabeça. Com esta indicativa de composições, pode-se afirmar que Scarlet Foot segue uma trilha de diferentes pavimentos, mas que se une pela característica de alterações de ritmos que tanto caracterizam as produções do trio Christoferson, o que culmina em Evenin' cover de T’Bone Walker, que fecha a obra. 
Scarlet Foot é um corpo de sangue novo com o pé no passado, um álbum que exigiu tempo de produção maior, reflexo também da maturidade da banda. Tem um som sem máculas e em detalhados momentos mostra um "dedinho" em elementos sonoros surpreendentes, encontrados na cultura indígena ou na natureza, que compõem a percussão para além da bateria, conferindo um toque realmente diferenciado a esta obra fonográfica.
Para ver clipes e conhecer mais sobre a banda, acompanhe nas redes sociais buscando Christoferson CO. 

Seguem links para acessar direto:
iTunes:

Facebook:

YouTube:

SoundCloud:

Spotify:

Assessoria de Comunicação Christoferson
Daiana Pasquim - Jornalista DRT/PR 5613 
Agência PQPK

domingo, 26 de abril de 2015

Fotografia da foto, no esconderijo secreto de João de Paula

Lucas Piaceski, João de Paula com a ampliação original do garoto de 1965 e Daiana Pasquim
Em tinta azul fraca encontrava-se na velha agenda o número de telefone do fotógrafo mais popular e tradicional de todos os tempos em Pato Branco (PR): João de Paula. Disquei o número após anos desde o último contato e foi o próprio que atendeu do outro lado da linha. Tratava-se de uma segunda-feira, aos vinte e três dias do mês de fevereiro, no ano em que ele completará 80; e marcamos uma visita em sua casa às 14h do dia seguinte. Endereço em punho e com algumas rodadas pelo bairro Fraron, chegamos na Rua Clevelândia, 105. É o refúgio dos De Paula desde o fechamento e venda do estúdio fotográfico no coração da Caramuru, em frente a Prefeitura. Foi lá que conheci seus pertences e histórias de vida pela primeira vez e isso foi há uma década. Escrevi a reportagem perfil de suas fotos premiadas em 2005 e, por meio delas, contextualiza-se a ligação imagética de João de Paula com a história do município. Meio século, em 2015, desbravando minúcias pelas lentes objetivas e grande angulares das cenas mais cotidianas, como a do menino que em 1965 chutava a poça d´água e que tanto queríamos (por ocasião da visita) para ilustrar o trabalho musical que estamos a concluir. Conhecer o seu esconderijo secreto foi a proposta lançada pelo fotógrafo logo de cara. Assim, rodeamos a casa indo aos fundos do quintal... muitas joias a nós revelou, com a tarde eternizada por esta imagem. 


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Pré-resenha musical: Scarlet Foot, de Christoferson


Sempre genuíno, faz-se um som extremamente contemporâneo, em sua antiguidade
Após presenciar a cavalgada a quatro patas, levei uma pisada de “locomoção" forte e impregnante e não há garantias de que você também não vá se "abalar". Trabalhando com os sinônimos, gosto de pensar que o rastro deixado pelo novo álbum Scarlet Foot, segundo do trio Christoferson, realmente transcorre os ouvidos, levando a sonoridade a vagar por distintos estilos: do lado mais hard do blues presente em Olives Catches ao blues genuíno de Humble Job Blues, com o clima Western e Folk de Sun and Powder, mas comovendo-me com o tato de Soul sentido no compasso Winter Time. O hitWatch Out! realmente sobe dos pés à cabeça. Com esta indicativa de composições, posso afirmar que Scarlet Foot segue uma trilha de diferentes pavimentos, mas que se une pela característica de alterações de ritmos que tanto caracterizam as produções do trio Christoferson, no álbum em produção com uma dúzia de faixas, incluindo Evenin', cover de T’Bone Walker. 
Com olhares de dentro da produção e o privilégio de passear por entre as faixas, vejo nascer cada nota e solo de guitarra, os assobios, o back vocal que toca fundo, os riffs que darão origem a uma grande música. Quando os fragmentos se unem, cada faixa pronta que termino de ouvir me faz soltar: “essa é a melhor que vocês já fizeram”. 
Em termos de produção, este álbum vem com detalhes de simplicidade mais limpos que os encontrados em Buffalo, o primeiro da banda, gravado com um só microfone e em grande parte, ao vivo. Scarlet Foot tem um som sem máculas e em detalhados momentos mostra um "dedinho" em elementos sonoros surpreendentes, encontrados na cultura indígena ou na natureza, que compõem a percussão para além da bateria, conferindo um toque realmente diferenciado a esta obra fonográfica. 
Scarlet Foot é um corpo de sangue novo com o pé no passado, já que a maioria das faixas tem sido gravadas com a guitarra Harmony de 1962. Com referências buscadas em uma velha guarda internacional, o som que Christoferson vai apresentar em Scarlet Foot é extremamente contemporâneo, em sua antiguidade. Um álbum que está exigindo um tempo de produção maior, devido aos dois pés no chão e aí também se sente a maturidade que a banda galga em seu nono ano de vida.
Para conhecer algumas faixas, ver clipes prévios e ouvir as novas músicas, acompanhe a banda nas redes sociais buscando Christoferson CO. #Ficaadica 


daipasquim@gmail.com


sábado, 8 de novembro de 2014

"A liga entre os símbolos da Justiça" - DIARINHO ED 157


"A Justiça é cega", por isso a deusa grega Têmis representa a Justiça em si e é retratada com uma venda nos olhos. Mas não são os super-heróis que usam máscaras? É curioso como os que lidam com a justiça têm semelhanças. Na palestra de outubro com o advogado especialista em Direito Previdenciário, Matheus Prates Pereira, a principal mensagem que as crianças levaram foi a de que, sempre que cumprirem seus deveres e agirem sabendo que “somos todos iguais”, seremos como super-heróis de nós mesmos ou de alguém. 





EDITORIAL

Somos todos iguais

Quantas vezes você não ouviu esta frase, ou a viu escrita em inúmeros lugares? Esta é uma das máximas da sociedade ocidental, que vive sob a Constituição Brasileira promulgada em 1988. Mais que isso, no Brasil há uma lei só para os menores de idade, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é aplicado pelo Conselho Tutelar e amparado pela Vara da Infância e da Juventude. No mês de outubro, os editores do Diarinho aprenderam bastante sobre seus direitos e deveres, na palestra com o advogado Matheus Prates Pereira, formado em Direito pela Faculdade Mater Dei (2012) e especialista em Direito Previdenciário na Escola Paulista de Direito (EPD). Ele falou às crianças sobre “a importância de cumprir normas” e  no final da conversa, todos concluíram que são livres, mas com medidas. A reportagem ocupa a página 3.  
Toda criança tem o direito de brincar, se divertir, ter higiene, ter um lar, uma família, ter uma vida saudável. Esses são algumas das seguranças trazidas pelo ECA.
“Somos todos iguais” é o título do desenho do Eduardo Gabriel Zdziarski, da Escola Rural Municipal Passo da Ilha de Pato Branco, que ilustra a página 3. Ele chegou na redação bem neste momento em que o fim de ano se aproxima, os corações devem ficar mais brandos e todos procuram alguma forma de fazer o bem ao próximo.

Queremos afirmar que estamos muito animados, pois vamos realizar no mês de dezembro a “Exposição de Trabalhos do  Diarinho Cultural do Sudoeste do Paraná - 2ª edição”. Toda a sociedade poderá ver o quanto as nossas crianças são caprichosas e inteligentes. No fundo, todo mundo é igual porque deseja ser respeitado, por isso concentre-se e faça ao máximo para aprender enquanto é criança, pois este é o caminho para se tornar o adulto que você deseja. 


CRÔNICA
Somos todos iguais e podemos ser heróis se nos comportarmos bem

Daiana Pasquim
Era uma vez um garoto que gostava muito de Matemática e de História, mas quando ele cresceu e chegou a hora de fazer faculdade, percebeu que nenhum curso contemplava essas duas áreas. Após estudar um ano de Engenharia, resolveu mudar para o curso de Direito. Ele era apaixonado por super-heróis, pois eles salvam a cidade, defendem as pessoas e buscam a justiça. “Vi que meu pai, que é advogado, se tornou o super-herói de muitas pessoas, após ajudá-las. Aprendi que podemos ter um mundo melhor e acabar ou diminuir as justiças sociais que existem por aí. Durante o curso de Direito percebi que existem várias coisas que um advogado pode fazer”, conta o advogado Matheus Prates Pereira. É dele a história que contamos neste primeiro parágrafo, replicando suas próprias palavras revelada às crianças do projeto Diarinho Cultural do Sudoeste do Paraná, no encontro do dia 16 de outubro. Matheus formou-se em Direito pela Faculdade Mater Dei (2012) e tornou-se especialista em Direito Previdenciário na Escola Paulista de Direito (EPD).
Ele explicou que o Direito Previdenciário significa prevenção. "Quando uma pessoa fica velha e quer parar de trabalhar, tem ou não o direito de descansar e continuar recebendo um dinheirinho?”, simplificou para as crianças. Contando um pouco de sua vida, ele fez as crianças compreenderem sobre a importância de cumprir normas. "A vida inteira, passei em Pato Branco. Minhas irmãs sempre tiraram notas altas e como filho mais novo, recebia essa exigências dos meus pais. Por isso sempre tirava notas boas também”, exemplificou, sobre o dever que as crianças têm de estudar e o direito de estar na escola.
"Desde a antiguidade, o homem percebeu que para conviver em sociedade se faziam necessárias a existência de normas, sejam elas morais/éticas, religiosas, sociais ou jurídicas. Sem estabelecer limites, não existem direitos. Ou seja, todo mundo pode fazer tudo e então, obviamente, prevalecerá normalmente a lei do mais forte”, apontou.
O advogado fez um contrato com os editores sobre o que poderia ou não fazer durante a palestra: pode jogar joguinho? Jogar papel na cabeça do colega? Sair para o banheiro se tiver muito apurado? Assim, o encontro foi uma tarde de ponderações onde, se alguém descumprisse, o colega ao lado poderia cobrar. Foram surgindo dúvidas, sanadas pela mão erguida durante toda a explanação.

Símbolos da Justiça
Os editores também fizeram uma espécie viagem para a Grécia Antiga, para entender os símbolos da justiça, que podem ser vistos na imagem da deusa grega Têmis, sendo eles: a venda nos olhos de Têmis; a balança; e a espada. A deusa grega Têmis representa a Justiça em si. A deusa Têmis normalmente é retratada com uma venda nos olhos, o que significa que “a Justiça é cega”. Ou seja, para se fazer a Justiça, não importa quem são as pessoas envolvidas, mas sim o que realmente aconteceu. 
"Em outras palavras, o juiz deve ser imparcial, deve julgar sem favorecer ninguém. A balança, por sua vez, significa equilíbrio. Se a balança pender muito para um lado, significa que não houve Justiça nenhuma. A espada, por sua vez, significa a força, pois de nada adianta uma decisão equilibrada e imparcial se não tiver força para ser aplicada. Esses são os Símbolos da Justiça. Sem que haja qualquer um deles, a Justiça não será plena. Tais símbolos também são considerados como Símbolos da Advocacia”, explicou Matheus.
E por falar em venda nos olhos, não são os super-heróis que usam máscaras? Eles adotam uma fantasia para que a sociedade não reconheça sua própria identidade. É curioso como os que lidam com a justiça têm semelhanças. Ao final de tudo, a principal mensagem que as crianças levaram foi a de que, sempre que defenderem a ideia e agirem sabendo que “somos todos iguais”, como retratou o desenho do aluno Eduardo Gabriel Zdziarski da Escola Rural Municipal Passo da Ilha que ilustra esta página, agiremos como super-heróis de nós mesmos ou de alguém. 

legenda
O advogado Matheus Prates Pereira fez uma conversa saudável com os editores sobre “A importância de cumprir normas"

Advogado Matheus Prates Pereira simplifica às crianças sobre como o Brasil classifica suas normas:

O que é uma norma? Norma é uma obrigação que deve ser cumprida e que é dotada de uma sanção. Sanção também é entendida como uma punição. No Brasil, temos quatro tipos:
1- Morais e éticas
2- Religiosas
3- Sociais
4- Jurídicas
- Nas três primeiras, cada um tem o seu grupo. Mas as normas Jurídicas são leis e valem para todos, têm uma consequência mais grave para quem descumpri-las. 
- As normas morais e éticas são as ordens dos pais, por exemplo. E da escola. São nossas normas internas, guardadas dentro da gente. As pessoas vão ficar felizes ou tristes se eu fizer ou não? Assim você consegue compreendê-las”. 
- As normas religiosas podem ter consequência a alguém que não segue, como uma advertência do padre ou do pastor. Os casos mais graves podem ser excluídos da igreja.

- As normas sociais vêm da convivência em sociedade. “Vão desde as pequenas coisas que fazem a gente passar vergonha até as mais graves, que interferem nas relações. Elas têm padrões de acordo com o grupo que convivemos. Elas não estão escritas, mas existem no mundo”, explicou. 



Sustentabilidade deve ser a energia que move o mundo 


Um consciente texto sobre “energia elétrica” foi enviado pela aluna Giovana Rizzo, da Escola Municipal Professor Antonio Marcelino Pontes, de Clevelândia. Aproveitamos para ampliar nossa consciência e conhecimento sobre energia e sustentabilidade. 

Daiana Pasquim com Smartikids
Os dias estão mais compridos desde que entrou o horário brasileiro de verão 2014/2015, no último dia 18. A medida vem com a intenção de economizar energia elétrica, já que segundo estimativa do Ministério de Minas e Energia, deverá resultar em uma economia de R$ 278 milhões em termos de geração de energia térmica. No Brasil, o primeiro horário de verão foi realizado entre 1931 e 1932, pelo presidente Getúlio Vargas, com duração de cinco meses. Mas é desde 1985 que ele se repete todos os anos.
Você já parou para pensar o quanto somos dependentes de energia? Ligar a televisão, o computador, sair com o carro, tomar banho, refrigerar alimentos, tudo!
A forma de energia que mais utilizamos é a elétrica, mas existem várias formas de gerar energia... Algumas prejudicam bastante o meio ambiente, outras não. O modelo de energia que não polui o meio ambiente é chamado de modelo “limpo”, isto é, que não polui.
A energia hidráulica é aquela que aproveita a força das quedas d’água para gerar energia. É a mais utilizada atualmente na maioria dos países, mas também é a mais cara e que exige mais mudanças ambientais, pois para sua produção é necessária a construção de hidroelétricas.
Conhecida da região Sudoeste do Paraná pela Usina de Palmas, é a energia eólica, aquela obtida pela força dos ventos. Esse tipo de energia é considerada uma das mais competitivas, pois seu custo é relativamente baixo, e o retorno acontece a curto prazo. Isto indica que a região sai na frente na questão sustentabilidade. 
O biogás, que é um gás natural, também é fonte de energia. É produzido durante o processo de decomposição que certos tipos de bactérias realizam a partir de resíduos orgânicos, como esterco, palha, bagaço de vegetais e lixo. O gás produzido pode ser usado como combustível para fogões, motores ou mesmo para turbinas que gerem eletricidade.
Outra forma de gerar energia é através do sol. A energia solar é considerada uma fonte de energia inesgotável e uma das formas de obtê-la é através do coletor solar, um dispositivo responsável pela absorção e transferência da radiação solar para um fluido (geralmente a água) sob forma de energia térmica.
Existe também a energia obtida através do petróleo e carvão, mas os produtos residuais durante sua utilização eliminam gases poluentes no meio ambiente, portanto, apesar de serem formas de energia muito utilizadas até o momento, existem várias pesquisas que buscam fontes alternativas de energia.

Curiosidades envolvendo energia
- Motor movido a ar! Isso é possível? Parece que sim... O francês Guy Nègre já criou o MDI “MiniCat”, movido à ar comprimido. O motor tem a capacidade de movimentar um carro a uma velocidade de até 110/130 km/h, com um custo R$ 6,00 (seis Reais) a cada 250/300 km corridos, e, além do mais, tem a vantagem de não poluir a atmosfera.
- As primeiras rodas hidráulicas foram construídas cerca de 2 mil anos. As correntes dos rios as movia, e assim levavam água aos campos e colocavam os moinhos para moer os grãos.
- O primeiro motor inventado foi a máquina a vapor inventado em 1777. Quem nunca ouviu falar em Maria Fumaça? Durante muitos anos os trens eram movidos a máquinas a vapor.
- Solar Challenger, em 1981, foi o primeiro avião tendo energia solar como fonte e atravessou o Canal da Mancha.
- A energia nuclear é gerada a partir de um metal raro chamado urânio. Os resíduos deste metal são altamente prejudiciais à saúde, por isto são depositados debaixo da terra.
- Os primeiros automóveis foram construídos por Daimler e Benz na Alemanha, entre 1885 e 1886. Tinham um novo tipo de motor, o motor de combustão interna.
 (Fonte: Curiosidades sobre motores)




Mural "Misturança" de Criança


É uma dança misturada no universo infantil. “Misturança” é a ação de misturar. Cada ideia que nas cabeças nascem tomam o papel de forma incrível. Criança não tem limite para criar, imaginar, mergulhar no lúdico. Por isso que em seu desenvolvimento tudo é possível. Este mural é um compilado de trabalhos com ideias variadas. Têm os que caem de paraquedas, os que cultivam amizades, os que acham tesouros e encontram castelos, que plantam uma horta, que reproduzem uma bandeira estilizada, que colorem tudo o que vê e que afirmam que a vida deve ser festa todo dia. Os trabalhos são dos alunos das escolas de Pato Branco, Jardim Primavera, Pequeno Príncipe, Maria Jurema Ceni, Santos Dumont e da Escola Parigot de Souza de Itapejara D’Oeste.




Direitos e deveres da Criança, por elas mesmas


Dentro do clima de nossa edição, sobre os Direitos e Deveres da Criança e do Adolescente, dois trabalhos ilustram muito bem algumas das seguranças trazidas pelo ECA. Toda criança tem o direito de brincar, se divertir, ter higiene, ter um lar, uma família, ter uma vida saudável. 




Produção de Texto: Daiana Pasquim
Produção de Arte: Lucas Piaceski
Agência PQPK

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

ENTREVISTA PERFIL - Guto Silva: "a matéria prima de inovação é o relacionamento"








"Percebo que os cinco pilares da sociedade estão em ruínas: ensino, empresas, igreja, família e Estado, precisam de novas perspectivas"






“Sociedade inovativa" foi um termo ouvido por inúmeros acadêmicos esta semana. É a bandeira erguida pelo empresário, professor e deputado estadual eleito pelo Paraná no pleito de 2014, Luis Augusto Silva, o Guto Silva. Com muita simpatia e próximo de seu público, ele realizou a Palestra Magna com o tema "Desenvolvimento Regional e Inovação”, na abertura da Semana Acadêmica do Núcleo de Engenharias e Arquitetura 2014 da Faculdade Mater Dei, na noite de segunda-feira (28). Bacharel em Gestão de Recursos Humanos; MBA em Gestão de Negócios; com doutorado em andamento em Gestão de Negócios, revelou que foi aluno do Colégio Mater Dei quando menino e que convite da faculdade é uma convocação. Olhando para a plateia formada por acadêmicos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil e Engenharia de Produção, afirmou que esta geração viu mudanças em dez anos que ele não viu em 30. 
Da experiência de ter passado por cerca de 40 países, provocou o público com modelos regionais e territórios de inovação. “Por que uma ideia não tem valor no mercado?”, questionou. Assim foi discorrendo sobre suas experiências e o seu olhar sobre o mundo. 
Para Guto, artefatos tecnológicos como escrever uma carta e envia-la pelo correio, remeter e-mails, usar um telefone de disco, nos aproximam. Contudo, nota que hoje o mundo tem dificuldade de conviver e aí reside um problema, pois a matéria prima da inovação é o “relacionamento”. “Como vamos estimular as pessoas a compartilharem? São coisas importantes da formação humana que temos que incentivar”, defendeu. 
Sua área de atuação política está pautada na ciência, tecnologia e educação. Lá no começo dos estudos, Guto começou Direito e depois foi para o curso de Comércio Exterior, no qual conseguiu uma bolsa de estudos por um ano em Portugal. Em seguida, estendeu a bolsa por mais um ano, morando na Espanha. Depois foi para a Inglaterra e trabalhou como lavador de pratos e garçon, por mais dois anos. Passados quatro fora do Brasil voltou e começou trabalhar com comércio exterior, em Joinville. Viajou ainda para a África, Ásia, Oriente Médio, Caribe, quando voltou a Pato Branco, começando a lecionar na Faculdade Mater Dei. “Por todos estes lugares, estive sempre buscando olhar o ser humano, os países, a condição humana. Percebo que os cinco pilares da sociedade estão em ruínas: ensino, empresas, igreja, família e Estado, precisam de novas perspectivas".
Por acreditar que o ser humano é inventivo, Guto Silva defende, nesta entrevista exclusiva, que é nos relacionamentos que as coisas acontecem . Tudo se transforma, quando as pessoas convivem.


O que é inovação e o que pode trazer o desenvolvimento regional?
Tenho trabalhado muito e um de meus objetivos é provocar os alunos. A gente fala tanto em região e costumo orientar um pouco sobre territórios de inovação. Quero mostrar que inovação é diferente de criatividade. As pessoas confundem muito processo criativo com processo de inovação. Inovação precisa de um pouco mais de método, há uma dinâmica toda sobre o tema inovação e a ideia é que é importante a participação e a convivência para que haja inovação. A tecnologia ou a criatividade são produtos frutos de processo de inovação, mas a matéria prima de inovação é o relacionamento. A inovação acontece quanto as pessoas convivem, trocam experiências, conversam e acho que o tema arquitetura e engenharia tem muito a ver com isso. Pensar espaços públicos e privados que propiciem momentos para que as pessoas voltem a conviver, não só no mundo virtual que está tão forte hoje em dia, mas ajam também em processo de lazer, tranquilidade familiar, momentos onde as pessoas possam voltar a conviver. Acredito muito na convivência social e é esta convivência que vai poder nos trazer fatores novos, novas ideias e novos comportamentos. Na palestra quero provocar essa turma de futuros arquitetos e engenheiros a buscarem sempre privilegiarem o convívio humano.

A esta altura, você está um perito em cidades, tanto do Brasil quanto do mundo. Percorreu o Paraná inteiro, além de outros Estados. Como você conceitua a região Sudoeste?
Percebo que tive oportunidades de conhecer as cidades e os territórios. Regiões em todo o Estado e a nossa região tem uma densidade institucional muito forte. Tem um espírito mais cooperativo que outras regiões e diria que tem um patrimônio institucional mais forte que outras regiões, então para poder levantar um tema e discutir, a gente tem essa densidade, pois as instituições participam. Nosso papel como homem público também é estimular as instituições a participarem em cima de uma agenda positiva e concreta, para que a gente possa tirar um pouco dessa frustração. A gente é organizado, mas a sensação é que as conquistas que a gente almeja não tem a mesma velocidade que a demanda social tem. Falta um pouco de método nessas instituições, de governança, de como trabalhar e unir essas instituições para a gente buscar os recursos, investimentos ou mesmo a participação de outros entes, para que possamos ter ganho real e concreto.

Em exemplos, o que a gente precisa melhorar? O que é urgente?
Temos uma demanda muito forte por infraestrutura. O Sudoeste carece de infraestrutura adequada, há 30 anos que não temos isso. O que quero demonstrar aqui também é um pouco da necessidade da participação do cidadão comum ou das instituições neste processo de construção. Cada vez mais ainda brinco: vem pra rua! E a resposta que a gente obteve foi maior participação dos governos. Temos que reduzir a participação dos governos, não ampliar. O governo não é mais solução para resolução dos problemas sociais. Esse exercício do cidadão, das entidades, dos colégios e faculdades participando deste novo processo amplia o que a gente chama de “cidadania”. É esta cidadania participativa que precisamos colocar na mente principalmente dos mais jovens, incutir nas crianças essa necessidade de construção conjunta para que a gente tenha algo realmente concreto. Percebemos que a gente reclama, mas não participa. Por outro lado, a gente é organizado, mas como que vamos de fato mudar o nosso entorno? São discussões importantes para a nossa região.

Nós do Sudoeste somos excelentes em que, em sua visão?
Inovação. Sempre digo que temos um pouco da síndrome do Pinscher, o cachorro pequeno. A gente late, late, o Sudoeste é muito forte e consistente, mas é preciso que as pessoas venham de fora para conhecer e falar: nossa, como vocês estão avançados na área tecnológica; como estão avançados no parque; como a semana Startup revelou um capital humano diferenciado. Acho que o grande potencial do Sudoeste é o capital humano, é um povo diferenciado e qualificado. Talvez a nossa fragilidade seja como extrair essa intelectualidade, característica que nós temos, para poder agregar valor à nossa sociedade e a forma como a gente vive. Nosso maior patrimônio são as nossas pessoas. 

Texto: Daiana Pasquim (DRT/PR 5613)/ AC Grupo Mater Dei
Fotos: Lucas Piaceski
Assessoria de Comunicação
Agência PQPK

Oficinas do Inteligência Criativa PBTEC trabalham com técnicas, imaginação e observação


Começaram esta semana as oficinas de Inteligência Criativa do projeto da Pato Branco Tecnópole (PBTEC): na terça-feira (28) a Oficina de Desenho; na quarta-feira (29), de Jogos e Mídias Digitais; e na quinta-feira (30), a Oficina de Fotografia. Cada oficina tem dez horas/aula, divididas em três encontros: dois de quatro horas e um de duas horas, de avaliação. Participam alunos de escolas públicas dos oito aos 16 anos, ligados à Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Pato Branco e ao Núcleo Regional de Educação (NRE). Eles são indicados pelos próprios diretores das escolas, conforme as afinidades de conhecimento que apresentam. As aulas são ministradas no 2º piso da Biblioteca Pública Helena Braun, de Pato Branco.
A Oficina de Desenho é ministrada pelo Arquiteto e Urbanista de Curitiba Reinoldo Klein Neto, formado pela Universidade Positivo (UP), especialista em Gestão de Empreendimentos Imobiliários pela UP e mestrando em Projeto de Arquitetura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). Reinoldo é professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Mater Dei. 
Quanto a abordagem da oficina, Reinoldo conta que na primeira etapa trabalha o desenho de imaginação, que é a oficina de desenho sonoro. "Na primeira aula, eles fizeram atividade a partir de uma música e traduziram, cada um deles, do que compreendeu numa linguagem gráfica. Passei a eles uma técnica de desenho que eles fizeram uma base com o lápis, depois trabalharam com caneta preta e, em cima disso, coloriram”, explicou. Os alunos ouviram a música “Juvenar”", de Karnak, que conta a história de um retirante que vai para a cidade grande, se desengana e volta para o sertão.
"No próximo encontro vamos abordar o tópico do Desenho de Observação e eles vão utilizar basicamente a mesma técnica de base lápis, passar caneta preta e colorir, mas aí vamos trabalhar com a técnica de aquarela".

Segundo o professor, o aluno que passar pela oficina vai levar de conhecimento abrir seus próprios horizontes. "É mais uma oportunidade de eles mesmo se avaliarem, pois o período de tempo da oficina é relativamente curto, em dez horas a gente consegue mais é expor eles ao desenho, ao que eles conseguem fazer e, se praticarem, podem vir a conseguir fazer. Às vezes eles não conhecem seu próprio potencial e como passamos algumas dicas e técnicas, eles até se surpreendem com o que conseguem fazer”, finalizou.

Jogos e Mídias Digitais
A Oficina de Jogos e Mídias Digitais do projeto Inteligência Criativa PBTec é ministrada pelo professor Anderson Luiz Fernandes, que também é presidente da Pato Branco Tecnópole. Anderson possui graduação de Bacharelado em Sistemas de Informação pela Faculdade Mater Dei (2008), especialização em Ciência da Computação, com ênfase em Engenharia de Software e Gestão de Projetos de Software (2009), Especialização em Redes de Computadores pela UTFPR (2012) e é mestrando no Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica da UTFPR. Administrador de redes e coordenador de tecnologia na Faculdade Mater Dei, professor nas disciplinas de Administração Aplicada a Sistemas de Informação, Fundamentos de Computação, Redes de Computadores, Sistemas Operacionais, Sistemas Distribuídos e Organização e Arquitetura de Computadores. Possui experiência em redes de computadores e gerenciamento de parques computacionais.



Oficina de Fotografia
A Oficina de Fotografia do projeto Inteligência Criativa PBTec é ministrada pelo fotógrafo, ilustrador, arte-finalista, produtor e editor audiovisual Lucas Piaceski, da Agência PQPK. Conta com cinco Câmeras semiprofissionais Fujifilm SL 1000 para os alunos manusearem bastante. Além da digital, a primeira aula teve explicações sobre a fotografia analógica, representada pela Diana F+, de 1965. A oficina organizada por Lucas Piaceski aborda as técnicas para se registrar uma boa imagem, perpassando as novas tendências e a valorização da fotografia profissional. Na primeira aula na quinta-feira (30), os alunos tiveram uma tarde de muita ação treinando os diversos gêneros fotográficos: Fotojornalismo, Natureza, Fotografia Arquitetônica. Na próxima semana vão trabalhar o Gênero Esportivo, Foto Publicitária, Retrato e foto de estúdio.



Conheça Economia Criativa
Em sua concepção, a Economia Criativa atende a 13 grandes áreas: Propaganda, Arquitetura, Artes e Antiguidades, Artesanato, Design, Moda, Cinema e Vídeo, Música, Artes Cênicas, Editoração, Softwares de Lazer, Rádio e Televisão. Países desenvolvidos da Europa, bem como nos Estados Unidos, aproximadamente 10% da economia e 8% dos empregos gerados vêm do conjunto de setores da Economia Criativa, considerada a terceira maior indústria desses países, perdendo apenas para Petróleo e Armamentos. “Ela não é muito vista como uma indústria única, mas como um conjunto de fatores. A economia criativa tem a intenção de conseguir, através de ações pontuais e desenvolvidas especialmente aos que não têm condições ou oportunidades na vida, através de incursões em cursos e trabalhos em diversas áreas, desenvolver um potencial criativo e evolutivo”, pontuou Vitor Ivan Pretto Guerra - Presidente do Conselho de Gestão 2013/2017, da Pato Branco Tecnópole.
O princípio da Inteligência Criativa é iniciar tão logo o despertar de aptidões para fazer as crianças acordarem para a vida. Os cursos de pequena duração têm a intenção não tão somente de ensinar, mas de despertar nos alunos alguma vontade. 
"Com oito ou nove dez anos, se começa a formatar na cabeça algum destino. São diversas pequenas iniciativas que desenvolvem na criança a partir de oito anos de idade, as suas aptidões futuras. A intenção disso é a gente buscar num público que está esquecido por todos, que são aquelas crianças que ainda estão em desenvolvimento, ainda não conhecem ou sabem o que vão fazer da vida ou como vão se desenvolver, buscar neles, desenvolver as aptidões que eles só viriam a enxergar com 14 ou 15 anos de idade”, discorreu Vitor Guerra.

Assessoria do Inteligência Criativa da PBTec
Texto: Daiana Pasquim 
Fotos: Lucas Piaceski
Agência PQPK