segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Enredos e fatos históricos passeiam no “Águia Literária 2013”


Visitantes de escolas públicas e particulares entraram em nossas salas temáticas na quinta-feira, 29 de agosto

Imagine um espaço onde cabem múltiplos personagens e cenários, com tempo passado e presente magicamente se unindo no mesmo instante. Inspirações vieram de um time de escritores nacionais e internacionais, aperfeiçoadas pelos estudos de alunos com as orientações de seus professores. Assim se construiu uma diversidade que resultou no “Águia Literária”, realizado pelo Colégio Águia de Pato Branco em 29 de agosto. Durante a manhã e tarde dessa quinta-feira, alunos da educação infantil ao ensino médio, de escolas públicas e particulares de Pato Branco circularam por nossos corredores e tiveram uma surpresa diferente ao entrarem em cada sala de aula, especialmente decorada com o tema estudado. Do nosso lado, os alunos águia estavam preparados com os conteúdos vistos e assim se configurou um passeio bastante variado em literatura.
Houve música de todo tipo, do Rock and roll aos gêneros do tropicalismo brasileiro; enredos instigantes; personagens de todas as idades e fases históricas, uns ricos, insanos, outros trabalhadores. Impactos vieram na retratação de variada tortura, desde a praticada há 800 anos na Europa, os destroços deixados pelas guerras, até a da Ditadura Militar brasileira no século passado.
Os personagens trajados pelos alunos estavam imersos em cenários preto e branco, contrastados com o colorido do aprendizado, temperados com a amiga diária erva-mate, escondidos nas matas como Saci-Pererê, chupa-cabras e vampiros. Ou voando nos céus feito a gralha azul que caracterizou a vegetação do Sudoeste. Em terra, tínhamos soldados em suas armaduras guarnecendo o castelo, ou outros vestidos para as diversas guerras que assolaram a humanidade, contornados pelos mandos das figuras dos senhores feudais e das igrejas. E houve também cantores brasileiros que buscavam nas cores e ritmos aliviar a repressão militar que assolava o país.
Um mergulho em conhecimento em Português, Matemática e Geografia foi vivido pelas séries iniciais do Ensino Fundamental. O espetáculo coreografado tornou-se a peça símbolo que iluminou os olhos dos visitantes e até os brindou com um saco de pipocas. E os marcos da história brasileira estavam muito bem retratados, passando pela infância conturbada de um menino atingido pela desestruturação familiar, ao universo onde tudo é possível quando nos propomos a navegar mundo afora para conhecer países.


Texto: Daiana Pasquim
Arte-final: Lucas Piaceski
Christoferson Agência Audiovisual

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

RESENHA: Harry Potter e a Pedra Filosofal

Comentário como prof: A resenha do Calaran está curta, mas original. Demonstra ter lido e conhecer bem toda a história do bruxo mais famoso de todos os tempos.


Harry Potter "1º" foi um livro escrito por J.K Rolling, publicado inicialmente no dia 26 de junho de 1997 pela editora Bloomsbury, em Londres. A história se passa igualmente em Londres, e na escola de magia e bruxaria de Hogwarts.
É um livro que começa a contar uma longa história de um bruxo chamado Harry, envolvendo magia, luta, amor e vingança.
A obra é dividida em várias partes como: A descoberta de que Harry é um bruxo, a ida dele e seu amigo e instrutor Hagrid ao banco dos bruxos(Gringotts), a compra de seus materiais, a escolha das casas e muito mais.
Minha ideia sobre esta obra é de que ela é muito boa, mas somente lhe aconselho a mergulhar nesse universo se estiver disposto a ler os outros 6 livros da série, são eles: Harry Potter e a câmara secreta, o prisioneiro de Azkaban, o Cálice de fogo, a Ordem de Fenix, o Enigma do Príncipe e, por fim, as relíquias da morte, que são melhores que o 1º mas tem que ser lidos depois dele.
Para conhecer a editora, acesse http://harrypotter.bloomsbury.com/


Calaran Hamsses Ribeiro
Aluno do 9º ano do Colégio Águia de Francisco Beltrão


RESENHA LITERÁRIA: As Aventuras do Jovem Sherlock Holmes


A vida desconhecida de Sherlock Holmes



Comentário como prof: “Sinistra” sua resenha Millena, no melhor sentido. Você é boa em suspense, superoriginal e fiquei curiosa para ler a obra.

 Os livros ‘“originais” de Sherlock Holmes foram escritos por Sir Arthur Conan Doyle. O livro a ser apresentado agora foi escrito por Andrew Lane, e publicado pela editora Intrínseca.

A obra “Gelo Negro” é o terceiro volume da série. Mas não faz diferença a ordem dos livros, já que as histórias presentes não possuem continuação no livro seguinte. A coleção possui 5 volumes: “Nuvem da Morte, Parasita Vermelho, Gelo Negro, Tempestade de Fogo e Bote da Serpente (infelizmente os últimos dois volumes ainda não foram traduzidos para a Língua Portuguesa).

Antes mesmo de ler esses livros, eu não era leitora Sherlock Holmes simplesmente achava chato. Mas ao me deparar com um jovem Sherlock Holmes (14 anos de idade), minha ideia mudou. E essa mudança tem um simples por que: as obras citadas anteriormente mostram todas as origens dos talentos de Sherlock Holmes. A ausência de Watson é notável (sinceramente sua ausência é agradável), no lugar de Watson, Sherlock tinha seus parceiros: Virgínia e Matt, que o ajudam em suas aventuras.

 No livro a descoberta dos talentos de Sherlock é descoberta por Amyus Crowe, tutor de Sherlock e anteriormente de Mycroft.

O livro é tão bem escrito, que chega ao ponto, que as surras levadas por Sherlock são tão “vivas” de detalhes, que era possível sentir a dor de Sherlock e até mesmo sentir o cheiro do sangue derramado.

Andrew Lane deveria ser preso, pois as pessoas viciam-se em seus livros de tal maneira que não conseguem parar.

 Bom, melhor parar por aqui, já que os detalhes da obra quem deve conhecer é você!

 Bem, pera, uma dica: O quê você faria se simplesmente, acordasse com uma faca na mão e um cadáver ao seu lado?
  

Millena Fontana, 13
Aluna da prof. Daiana Pasquim, no 9º ano do Colégio Águia de Francisco Beltrão


domingo, 1 de setembro de 2013

RESENHA: "Quincas Borba", de Machado de Assis

Para fechar a trilogia de 1º de setembro na sessão “Resenha de alunos”, não poderia faltar uma obra machadiana, aquele que percorreu do Romantismo ao Realismo


 “Quincas Borba” é um livro que descreve muito bem o cenário e também  os  personagens. A impressão que se tem é que Machado de Assis representa em sua obra todos os detalhes que poderiam ser citados.

Nosso protagonista é um senhor que tinha um amigo cuja amizade era de infância, que já era de um grau parentesco. Quincas Borba tinha um cachorro, mas na época em que ele era casado tinha uma deficiência, ele começou a chamar o cachorro de Quincas Borba. E no meio da historia aparece um amigo de Quincas, cujo nome é Pedro Rubião de Alvarenga, um professor que de um dia para o outro sai da carreira de professor para ser capitalista, forçado por um ato de Quincas que você tem que ler para descobrir.
Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro no dia 21 de junho de 1839 e morreu em 29 de setembro de 1908. Machado de Assis foi um escritor brasileiro, amplamente considerado um grande ícone da literatura brasileira. Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista e crítico literário.

Patrick Gobbi da Fonseca, aluno do 9º ano do Colégio Águia de Francisco Beltrão

RESENHA LITERÁRIA: "Percy Jackson e os Olimpianos: O Ladrão de Raios"

Eis o texto da minha aluna Luana Carolina, que conseguiu trabalhar bem as fontes e dados sobre a obra e fez uma resenha bem original, com uma boa recomendação ao final! E ela conseguiu evitar os spoilers. Aprecie!


Este é só o primeiro livro de uma coleção fascinante. Rick Riordan é o autor dessa obra que conta a história de um nova-yorquino que está fora de alguns padrões sociais 
Percy é um garoto de 12 anos que tem dislexia e TDAH (transtorno de deficit de atenção e hiperatividade) que será surpreendido quando sua mãe Sally Jackson, lhe conta a verdade sobre seu passado, lhe explica a ausência do pai, que ele descobre ser Posseidon, isto mesmo o deus grego todo poderoso que controla o mar e os terremotos. Percy, por sua vez, não acredita em deuses, mas mal sabia ele que de um dia para o outro sua vida iria mudar. Tudo que ele achava que conhecia, mostra que, na verdade, tudo tem um lado oculto.
Sally, sabendo que seu filho corre grande perigo, resolve seguir o conselho do pai do garoto, e leva-lo ao Acampamento Meio-Sangue onde ele descobre a verdadeira forma de seu melhor amigo Grover, e conhece Annabeth, uma campista que como ele é filha de um olimpiano. Neste acampamento ele descobre muito de si mesmo, e conhece outros como ele, que são denominados meio-sangues.
Percy enfrenta grandes batalhas, mas estas nem se comparam as que estão por vir.
No filme Percy Jacksom e interpretado por Logan Lerman, e conta o que aconteceu durante a missão que ele, Annabeth (Alexandra Daddario) e Grover (Brandon T. Jackson) tem que resgatar algo muito valioso e poderoso que foi roubado, o raio mestre de Zeus, evitando assim uma possível guerra mundial que acabaria com o mundo. O filme foi dirigido por Chris Columbus.
O livro ganhou prêmios como: Livro notável de 2005 do The New York Times, melhor livro do ano pelo School Library Journal e o melhor livro juvenil da American Library Association.
Rick Riordan manipula esses personagens com maestria, fazendo assim um livro eletrizante, com um mistério atras do outro, fazendo com que o leitor e não quera mais parar de ler.
Quando terminei de lê-lo me surpreendi com as reviravoltas do final e querendo ler o livro 2 naquele momento.
Entre no mundo de Percy e seus amigos e garanto que não vai se arrepender 



RESENHA LITERÁRIA - "A culpa é das estrelas"

Resenha literária escrita pela minha aluna Larissa Petri, do nono ano do Colégio Águia de Francisco Beltrão. Ela fez uma excelente resenha. Deu vontade ler o livro!


Escrito pelo autor norte-americano John Green e publicado em Julho de 2012 pela editora Intrínseca, A culpa é das estrelas é uma obra emocionante que conquistou milhões de leitores pelo mundo a fora. Hazel Grace, personagem principal e também narradora, sofre de um câncer maligno com metástase nos pulmões, e, graças a pesquisas e aperfeiçoamento da medicina, conseguiu ter mais alguns anos de vida. 
Hazel nunca gostou muito de sair de casa, as poucas vezes que saía era com sua amiga Kaitlyn, ou se não, passava o dia todo assistindo Americana's Next Top Models, seu seriado preferido.
Sua mãe, como fazia de tudo para ver a filha bem, resolveu colocar Hazel em um grupo de jovens com câncer, e lá, Hazel conhece Augustus Waters, que há um ano e meio havia se livrado de um câncer, que infelizmente lhe custou uma perna. Estava ali, o único grande amor de sua vida.
Sim, essa história é um tanto quanto dramática (risos), mas é narrada de um jeito tão leve e em alguns momentos divertido, que em certo ponto até esquecemos das tragédias e até mesmo da doença.
A vida de Hazel teve muitos altos e baixos, mas mesmo assim continuava firme e forte, lutando sempre por mais um dia de vida, para a cura da doença que sempre à impediu de fazer várias coisas que uma adolescente "normal" faria.
Me identifiquei e super recomendo, pois todos passamos por dificuldades, por coisas ruins e boas, e mesmo assim, não desistimos.
Não precisamos ter uma doença para sermos fortes, e sim, devemos ser por si, para si.

— Larissa Petri, 15. Colégio Águia Francisco Beltrão.




domingo, 25 de agosto de 2013

Ineditismo: Sudoestino vai ao Parlamento Jovem com projeto de cultura e arte

Nascido em Pato Branco, estudante do 3º ano do Colégio Mater Dei, Cezar Henrique Lorenzi, 16, foi selecionado entre cinco no Paraná para ir a Brasília em setembro

“Não fosse por essa participação pelo colégio provavelmente nunca teria a chance de conhecer a política brasileira”, projeta Cezar Lorenzi, 16

Clássicos e antigos são os filmes favoritos do falante de inglês fluente Cezar Henrique Lorenzi, 16, que coleciona Cidadão Cane, Psicose, Casablanca, E o Vento Levou, Cantando na Chuva, o Mágico de Oz, 2001 uma Odisseia no Espaço, entre outros, o que demonstra apreciar o trabalho de diretores como Stanley Kubrick e Hitchcock. Para consegui-los em versões originais ou em Blue Ray a saída é recorrer à importação. Esse conhecimento, somado a um desafio do Colégio Mater Dei em participar do Parlamento Jovem Brasileiro fez Cezar escrever o projeto de lei que “Determina o corte total de tarifas alfandegárias para produtos relacionados à arte, cultura e educação”. O projeto se estende aos equipamentos laboratoriais de escolas, principalmente as tecnológicas, que poderiam comprar sem impostos, desde que comprovem ser pessoa jurídica.
Concorrendo com o Paraná inteiro, o pato-branquense foi um dos cinco selecionados para ir a Brasília defender o seu projeto, e o Estado, de 23 a 27 de setembro: é o Parlamento Jovem Brasileiro (PJB). Este é o décimo ano do PJB e será também a primeira vez que entre os sudoestinos há um representante jovem.
“Sofria na prática, por isso quando fiz o texto não precisei exatamente pesquisar tanto, pois sabia dos impostos abusivos, mas não teria feito se fosse por uma aplicação individual. Teria escrito outra coisa se não achasse que esse projeto tem uma aplicação mais universal. Sei que pode ajudar o Brasil todo”, discorre. A taxa alfandegária para compras no exterior chega a 60% de impostos para alguns produtos. “Acredito que se for levado adiante, o mercado cultural do país poderia crescer, pois a importação de tais produtos iria aumentar não só a entrada de produtos, mas forçaria a empresa a produzir bens de maior qualidade”, projeta.
O aluno percebe que quando se quer mais qualidade sempre se recorre aos Estados Unidos. Sua proposta é um corte total de impostos. “O único produto artístico que hoje não tem imposto é livro. Isso implica em certa hierarquização da arte, onde parece que o livro é a única forma artística que tem certo valor. É importante estender isso a toda forma de arte, música, até mesmo a pintura, instrumentos artísticos, por isso inclui esses bens no projeto para aumentar a nossa produção cultural”.

O funcionamento da lei
Agora que o texto dele foi selecionado entre os cinco e Cezar vai a Brasília, terá a oportunidade de defender o seu projeto.  Durante a chamada jornada de simulação parlamentar, o pato-branquense e os outros jovens vão discutir e votar projetos, que serão submetidos à Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados e poderão se tornar projetos de lei reais. “É claro que não entram todos na Constituição, são 78 projetos e não há um número fixo para quantos serão aprovados. Digamos que, se fosse aprovada, o que iria estabelecer era que se você comprasse numa loja virtual, como a Amazon, a ibay - hoje a Receita Federal, para evitar que o produto chegue aqui e não seja taxado, já cobra na própria finalização do pedido esses 60%, mas que na verdade, acabam sendo mais. A proposta é simplesmente reverter esses 60% para zero por cento, mas quando chegasse aqui também não ficasse preso na alfândega até ser liberado, mas que fosse liberado após a fiscalização”.
A coordenadora pedagógica do Colégio Mater Dei, Vanessa Guerra Stefani explicou que eles vão exercer um mandato legislativo, fictício, mas próximo da realidade, por cinco dias. Os projetos de lei vão ser debatidos e discutidos entre eles. “Cada um lê e relata a proposta de um outro colega, com certeza vai ter o momento de defesa do próprio autor, como se fosse um projeto de lei votado na Câmara Federal. Dos 78 serão selecionados cinco e todos, ou nenhum, podem virar lei”, pontuou.

Medicina, Direito e Política
A estada na Capital Federal confere uma oportunidade única. “Não é uma coisa que eu esperasse que fosse acontecer e não fosse por essa participação pelo colégio provavelmente nunca teria a chance de conhecer a política brasileira. Não tenho nenhuma aspiração política, mas gosto de política. Aliás, se Medicina não funcionar até posso me envolver de certa forma, pois minha segunda opção seria Direito. Mas nada como deputado, no  máximo promotor”. O momento agora é de se preparar intelectualmente, seguindo o manual enviado pelo PJB.
Cezar conserva uma confiança revestida de crítica. “Não acho que defender meu projeto seja uma coisa difícil, pois muitos vão concordar que o Brasil tem um mercado cultural enorme, mas que está subdesenvolvido, se fosse aprovado o ramo iria aumentar e nos levaria ao progresso. Até porque ele não beneficia só a cultura, mas também a educação e teria um efeito maior em longo prazo. Mas vejo que as chances não são tão grandes, porque quando se fala em cortar impostos se fala em economia. Entendo que haveria bastante dificuldade em ser aprovado. A maioria dos projetos que vi já não envolvem essa questão de cortar impostos, apenas uma mudança mais imediata, nada que envolva as finanças do Brasil”, comentou.
Legenda


Daiana Pasquim (DRT/PR 5613)/ AC Faculdade Mater Dei
Assessoria de Comunicação
Christoferson Agência Audiovisual