quarta-feira, 27 de agosto de 2014

CRÔNICA - Independência mudou forma de governar, sem alterar as pessoas que comandavam

Setembro se aproxima, mês que mexe muito comigo por ter nascido justamente dia 7, aquele, da proclamação da "Independência". Em menos de 50 dias vamos às urnas. Pesquisei, revirei e escrevi esta crônica hoje (27), para publicar no jornal infantil Diarinho, do Instituto Carlos Almeida, que produzimos ao projeto Diarinho Cultural do Sudoeste do Paraná

Assista ao vídeo que menciono no texto aqui https://www.youtube.com/watch?v=ZzqoGXDphIE

Neste outubro, os brasileiros maiores de 16 anos devem votar para presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Como república, o Brasil vive um regime presidencialista, com seus governantes escolhidos por eleições diretas, em voto secreto. É a hora de mudar, oportunidade dada aos eleitores a cada quatro anos.
Assim sendo, o Brasil é um dos países com maior democracia (demo=povo + cracia=poder) o que acarreta, por sua vez, um toque de burocracia (excesso de regras) para que as coisas possam acontecer. Historicamente, quem “mandou” no Brasil ou em qualquer país, foi sempre aquele que detivesse maior poder. Hoje, esse reconhecimento vem em forma de popularidade e para ficar bem conhecido normalmente os políticos investem cifras em publicidade. Foi em momentos com muito dinheiro em jogo que surgiram histórias de corrupção como o “Mensalão” e outros escândalos envolvendo os que detinham maior poder. 
Atentos a força da participação popular no país, os brasileiros foram às ruas em 2013 para o movimento “O Gigante Acordou”. Composto em grande maioria por estudantes, universitários e profissionais nas mais diversas áreas, famílias inteiras foram às ruas de Pato Branco em 22 de junho de 2013, aderindo ao movimento nacional. Gritos ideológicos impulsionaram todo o caminho por quase duas horas. Pautados na educação e crítica à política, o Hino Nacional abriu e fechou os passos como fogos de artifício. Vale rememorar, assista ao vídeo que criamos digitando no Youtube: “O Gigante acordou em Pato Branco”. Isto marcou o presente destas gerações.
No passado, um dos principais eventos da história brasileira foi a Independência do Brasil. Realizada pelo príncipe regente D. Pedro I em 7 de setembro de 1822, o fato marcou o fim do domínio da coroa portuguesa sobre o território colonial brasileiro. "D. Pedro I foi retratado como um herói nacional, seja em pinturas ou nos livros de história durante muitos anos. Entretanto, o que realmente houve foi uma mudança na forma de governar, sem alterar as pessoas que comandavam o governo. Com a Independência do Brasil, os grupos dominantes passaram a ter liberdade para ditar os rumos que o país deveria tomar”, lembrou o graduado em História, Tales Pinto/Escola Kids.
Com essa medida, o Brasil tornou-se uma Monarquia independente de Portugal, e o príncipe regente passou a ser o imperador D. Pedro I. Como se encontrava em viagem, a declaração de independência ocorreu às margens do rio Ipiranga, na província de São Paulo. Existem muitos mitos em torno desse fato. Um deles era o de que D. Pedro I queria melhorar a vida do povo brasileiro com a independência. Seu objetivo era manter a união do território, agradando aos interesses dos grupos que dominavam a colônia. Um indício disso é que não houve sequer menção à abolição da escravidão, o que beneficiaria o principal grupo social que habitava o país, os africanos escravizados. 
É bom lembrar que a abolição da escravidão aconteceu só em 1888, 66 anos depois da proclamação da Independência e isto é o tempo de vida dos nossos avós, ou seja, muito tempo. 
Diferente do momento da independência de 1822, quando mudou a forma de governar e não quem comandava (já que Dom Pedro I. transformou-se em imperador), com as eleições de outubro/2014 o povo, se quiser, poderá mudar quem governa (ou reeleger os atuais), mas a forma de governar continuará a mesma. Ou seja, agora a situação se inverte.

É preciso ler, buscar sempre conhecimentos e se inteirar dos fatos, para tomar as atitudes mais corretas na vida, seja no âmbito pessoal ou para decidir momentos ao próprio país. Chegou a hora de os brasileiros mais uma vez ocuparem o microfone para ecoar a sua voz.

EXTRAS:
Curiosidades sobre o Audiovisual "O Gigante Acordou em Pato Branco"
- Estima-se que próximo a 3 mil pessoas tenham participado da caminhada em 22 de junho de 2013.
- Todas as imagens são originais e foram feitas por Lucas Piaceski e eu, durante o percurso da caminhada.
- Lucas captou imagens em vídeo e eu em foto. Veja o álbum completo aqui em meu perfil https://www.facebook.com/daipasquim/media_set?set=a.476408399113721.1073741826.100002336942688&type=3
- A trilha sonora foi composta pelo próprio Lucas, que é músico/banda Christoferson.
- Produzimos o vídeo tão logo chegamos em casa no fim da tarde daquele sábado, ele gravou a trilha e upamos no canal naquela mesma noite.
- A descrição do vídeo nasceu em minha mente ainda durante a caminhada.
- Entrevistar o Márcio dos Panfletos também aconteceu naturalmente e acredito ter dado um toque especial na abertura do audiovisual.
- Nunca foi tão "arrepiante"cantar o Hino Nacional.
- Neste dia, amamos muito ser brasileiros!

Pato Branco, 27 de agosto de 2014
daipasquim@gmail.com 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Textos premiados: 15 contos e poesias recebem reconhecimento (DIARINHO ED 154 - Agosto 2014)

Momento histórico

No ano de 2014, a Academia de Letras e Artes de Pato Branco (Alap) realizou uma Mostra de Contos e Poesias 60 Anos da Rádio Celinauta por meio do projeto Diarinho Cultural do Sudoeste do Paraná: participaram crianças de 40 escolas, de cinco municípios que frequentam o projeto. Após muita pesquisa em papeis e realizadas inclusive em tablet, recurso tecnológico desta época, as crianças viram que valorizar o ser humano é sempre o caminho, pois os premiados trouxeram histórias contadas por pessoas mais velhas, o que prova que é o próprio homem que inventa tecnologias para aperfeiçoar a nossa vida. 

Nesta edição, você vai ler
Invenção do papel foi incrível e chineses os esconderam por 500 anos
Abrace seu pai todos os dias e lembre-se do segundo domingo de agosto
Crianças fazem trabalhos maneiros para rememorar tradições folclóricas




Editorial

Dedos deslizam por APPs e certificados


Nosso título remete ao tablet e seus aplicativos (APPs) que ganhou destaque na página 3 e aos textos premiados pela Academia de Letras e Artes de Pato Branco (Alap). Especial, esta edição reservou quatro páginas inteiras para a revelação dos textos vencedores da Mostra de Contos e Poesias 60 Anos da Rádio Celinauta. Nas páginas centrais (4 e 5) estão publicados os seis contos, seis poesias e três textos classificados como “especiais”, todos certificados pela Alap, sem esquecer de homenagear as professoras e os alunos autores dos melhores trabalhos, cujas fotos você confere nas páginas 6 e 7.
Após lermos os 15 textos selecionados podemos perceber que as mensagens mais fortes, além de muito bem reproduzida a história do início da rádio na região e do “batismo” de nome Colmeia para Celinauta, marcam as seguintes ideias: para dar informação, o empenho é constante; o rádio é companhia em todos os momentos; minha família ouve e os vizinhos também; e paz e bem. Nos textos, nota-se o legado que a própria Rádio Celinauta vem construindo em seis décadas no ar, 24 horas por dia.
Percebemos que o encontro do dia 24 de julho, quando distribuiu-se certificados, deu novamente muita atenção aos meios de comunicação e à produção intelectual, pois além de revelar quais foram as melhores pesquisas e produções textuais do concurso, também realizamos a palestra sobre tecnologia da professora Silvana Tomazi, que é chefe do Apoio Pedagógico a Divisão de Mídias Educacionais na Secretaria de Educação de Pato Branco. Com atenção especial aos tablets, que vem sendo bastante usados em sala de aula nas escolas de Pato Branco e região, ela fez um resgate desde a invenção da imprensa de Gutemberg até o  uso touchscreen
E não poderíamos esquecer que agosto é o mês dos Pais, da imaginação e das lendas, já que em 22 comemora-se o Dia do Folclore. Nosso “Feliz Dia dos Pais” está na contra. Mas nesta página, aqui ao lado, colocamos um pouquinho da dedicação da professora Fátima Piovesan com seus alunos do 5º ano da Escola Municipal São Luís de Pato Branco, que enviou à redação do Diarinho uma pesquisa bem completa sobre Folclore. Que o mês seja inspirador para as escolas estimularem ainda mais suas crianças a lerem Monteiro Lobato - que fez obras que ajudaram a propagar lendas e mitos do Brasil-, além de pesquisarem estudiosos consagrados das tradições folclóricas como Luís da Câmara Cascudo, Jerusa Pires Ferreira e Veríssimo de Melo. Depois disso, vamos produzir textos, desenhar e pintar de colorido este mês. 



 página 2

FOLCLORE


Palavra que significa conjunto das tradições, conhecimentos ou crenças populares expressas em provérbios, contos ou canções. É tudo que simboliza os hábitos de um povo que foram conservados através do tempo. Desde 1965, no Brasil, temos o 22 de agosto como Dia do Folclore. O resgate muito caprichado foi feito pelos alunos do 5º ano da professora Fátima Piovesan, na Escola Municipal São Luis. Confira a curupira do Lucas Eduardo, o lobo da Nalanda Cristina Hofman e a Gralha Azul da Elaine Maiara Mota Mallmann. Belos trabalhos podem ser gerados este mês!

Página 3

Tecnologia: da ponta dos dedos para aperfeiçoar você

Faz 575 anos que a imprensa foi inventada. Na época uma máquina ainda bem limitada se comparada às opções de digitalização existentes hoje, mas um grande feito para a humanidade na época. Quando o assunto é tecnologia esta é sempre uma máxima: o que é incrível hoje ficará “no chinelo” amanhã. Para aprendermos a valorizar a herança cultural que cada evolução nos traz um caminho é compreender a própria origem grega da palavra “Tecnologia”, onde tekhne significa "técnica, arte, ofício" juntamente com o sufixo logia que significa “estudo”. Foi refletindo sobre o papel e a caneta que seguravam em mãos que a  professora Silvana Tomazi começou sua conversa sobre tecnologia com os editores mirins do Diarinho, no encontro do dia 24 de julho, no auditório do Sesc Pato Branco. Silvana é formada em três graduações: Ciências Econômicas, Pedagogia e Matemática e pós-graduada em Psicopedagogia, Educação Matemática e Mídias na Educação e é chefe do Apoio Pedagógico a Divisão de Mídias Educacionais na Secretaria de Educação de Pato Branco e teve o apoio do colega de trabalho Clodoaldo Bahls Filho, da Divisão de Tecnologias.
Com atenção especial aos tablets, que vem sendo bastante usados em sala de aula nas escolas de Pato Branco e região, Silvana fez um resgate desde a invenção da imprensa de Gutemberg que citamos no começo deste texto até o  uso touchscreen. Ela trouxe as fases: da pena à caneta; do papiro ao livro; a evolução do retroprojetor; do mimeógrafo à máquina de escrever; a televisão: do vídeo ao DVD; máquina fotográfica: da analógica à digital; o som; e a evolução do computador desde os tataravôs, bisavôs, avôs, pais e atualmente.
Para dar corpo ao alcance da tecnologia no município, ela contou que foram fornecidos 250 notebooks aos professores regentes e concursados em sala de aula. E também que as escolas contam com um laboratório Proinfo com 18 computadores em cada. Todos os alunos do 5º ano receberam tablet para aprender ainda mais, sendo que em 2015, o plano é fornecer também a todos os alunos do 4º ano. 
O tablet fornecido pelo município de Pato Branco tem 16GB de memória e foi carregado com aplicativos (APPs) que procuram auxiliar nas diversas disciplinas, como Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História e Geografia. São APPs para o sistema operacional Android, como produtores de textos e slides, pintura digital, corpo humano em 3D (sistema circulatório e digestório), aplicativo sobre estrelas e o sistema solar, além da pasta completa sobre a história do município, contendo fotos antigas e atuais.
Entre os trabalhos desenvolvidos com o tablet, há por exemplo entrevistas entre alunos, familiares e pessoas do bairro, a criação da árvore genealógica no aplicativo “Pintura Digital”, pesquisa sobre “Lugar onde vivo” com levantamento sobre a história do bairro e de onde nasceu.
A grande mensagem deixada pela professora Silvana Tomazi é que a tecnologia supre as nossas necessidades, mas não é tudo. “Temos que valorizar o ser humano”, enfatizou. Afinal, tudo que foi inventado até agora, partiu da inteligência de quem mesmo? Pense nisso!

Invenções tecnológicas para a evolução da humanidade
1439 - Imprensa pelo alemão Johannes Gutemberg
1707 - Relógio de Pulso pelo inglês John Floyer
1876 - Telefone por Alexander Graham Bell
1879 - Lâmpada, por Thomas Edison
1901 - É inventado o rádio
1946 - É criado o primeiro computador


Pergunta de editor

Como foi feito o papel?

Questão enviada por Edinei Ruan Bernardo

O papel é um dos recursos tecnológicos mais úteis já utilizados pelo homem. Foi ainda em 105 a.C que os chineses descobriram uma forma de fabricar papel com fibras vegetais e na época já viram o quanto era importante, pois guardaram o segredo só para si por 500 anos, até ser descoberto pelos japoneses. A invenção do papel é atribuída a um oficial do tribunal chinês, Cao Lun. A primeira fábrica de papel foi instituída em Tsai Lun, China, no mesmo ano. Os japoneses conheceram-no no século VII, e já em 770 produziram a primeira publicação - uma oração budista impressa em bloco batido - técnica do carimbo, do qual editaram cerca de 1.000.000 de exemplares. A tecnologia para a fabricação do papel chinês, manual e em pequenas folhas, foi conhecida pelos europeus depois que os árabes venceram os chineses em Samarcanda, 751 da nossa era. Os árabes, que ali aprenderam a confecção do papel começaram a fabricá-lo e a usá-lo intensivamente, ainda nesse estado de fabricação primitivo. Levaram os segredos da fabricação para a Espanha, quando mouros invadiram a península Ibérica no século IX. Depois que os mouros perderam o domínio territorial na Catalunha, Espanha, o segredo de fabricação disseminou-se pela Europa. A introdução do papel na administração pública árabe iniciou-se sob o reinado do califa Arun Al Rashid - o das Mil e uma Noites - para evitar falsificações de documentos, porque o pergaminho era mais fácil de ser fabricado que o papel.
O papel começou a ser fabricado fora da jurisdição árabe, japonesa e chinesa, na Itália, em Fabriano, em 1276. O papel começou a substituir paulatinamente o pergaminho. Na França, a fabricação iniciou-se em 1348, na Alemanha em 1390 e na Inglaterra, em 1494. Um bom trabalhador não podia fazer mais de 750 folhas por dia. Isso explica o alto valor de todas as peças literárias da época e seu pouco uso. O processo de fabricação continuou artesanal e moroso até ao séc. XVIII.
A fabricação do papel em rolos contínuos, já numa escala industrial, iniciou a revolução cultural do Ocidente que revolucionou o mundo e ainda o estamos vivenciando. A invenção dos tablóides na Inglaterra e nos Estados Unidos se deveu à maior facilidade de produzir papel por volta de 1860, não mais em folhas, mas em rolos enormes. Só a partir da industrialização do processo de fabricação de papel é que surgiram livros, jornais e revistas, num processo cada vez mais democratizado em que se difundiu desde então, a cultura generalizada, a ciência, a fé, o terror e a publicidade impressa.
(Com informações de autoria do prof. Dr. Octávio Eduardo Mourão de Freitas)



Páginas 6 e 7

Reconhecimento

Certificados os autores dos 15 textos premiados e suas professoras


A Academia de Letras e Artes de Pato Branco concedeu um certificado a cada criança autora dos textos selecionados e à sua professora. Ao todo, participaram crianças de 40 escolas, de cinco municípios participantes do projeto Diarinho Cultural do Sudoeste do Paraná.  Além dos editores mirjns, estavam presentes no auditório do Sesc Pato Branco diversos educadores, pais de alunos e convidados. A coordenadora pedagógica do Diarinho, professora Bernardete Penachi, avisou os alunos em destaque para se fazerem presentes e receberem a honraria, entregue pelas mãos da presidente da Alap, professora Neri França Fornari Bocchese, a escritora e diretora do Departamento de Cultura, Eliane Gauze, igualmente acadêmica da Alap; a secretária municipal de Educação de Pato Branco Heloí de Carli e demais diretoras das escolas participantes. A revelação foi conduzida pela jornalista Daiana Pasquim, com registros fotográficos de Lucas Piaceski. Confira, nos sorrisos, o reconhecimento pela vitória.





Produção de Texto: Daiana Pasquim
Produção de Arte: Lucas Piaceski
Agência PQPK


segunda-feira, 30 de junho de 2014

"Pintou a Esperança" - DIARINHO ED 153 (julho de 2014)

Editorial

Edição verde para os cinco sentidos

O verde foi a cor do mês de junho. Denominada a "cor da esperança" veio com os votos de o Brasil não só ser o anfitrião, mas vencer esta Copa do Mundo, iniciada dia 12 e de aumentar a preservação ao meio ambiente, marcada pelo Dia Mundial no dia 5. Dois assuntos bastante tratados na última e também nesta edição, já que foi igualmente no dia 5 que aconteceu nosso encontro com os 86 editores mirins das 43 escolas. Com tantos significados, o Diarinho de julho não poderia enaltecer outra cor, além daquela que dá todo o significado de diversidade natural e das matas, na Bandeira do Brasil, homenageando a nossa Amazônia e demais florestas.
Nesta mesma página temos um inteligente texto em forma de acróstico que demonstra um pouco do amor que sentimos vindo de cada criança, para a natureza. Por isto, a página 5 está novamente voltada à ecologia. No “Aconteceu na Escola”, predomina o verde voltado ao patriotismo, com uma amostra dos inúmeros trabalhos motivados pelas educadoras que se esforçaram para fazer os alunos amarem o Brasil. O ápice do coração verde-amarelo está na página 6, no Mural “Sinal Verde”. 
E daí você senta com a família e os amigos para assistir ao jogo do Brasil e parece que só fica totalmente inspirado quando tiver uma “pipoquinha” em mãos. Este alimento mereceu uma pesquisa sobre sua história, assim como a do chocolate quente, que vai muito bem neste inverno que oficialmente chegou e nas origens do Xadrez, que contamos em nossas páginas também. Queremos levar muitos novos conhecimentos a você durante a leitura deste jornal, já que estará em férias escolares. 
Veja que este momento em que vivemos aguça os cinco sentidos. Tem a pipoca e o chocolate motivando o olfato e o paladar, os jogos de futebol das seleções mundiais e o xadrez pedindo atenção à sua visão, tem o tato proporcionado pelos livros 3D realizados por Clevelândia na contra capa. E a audição? Que seja da chuva que cai neste inverno, do som das folhas balançando e dos gritos de Goooool, que possam ser muitos! 












Edição de Textos: Daiana Pasquim
Edição de Arte: Lucas Piaceski
Christoferson Agência Audiovisual

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Vivemos o Cinema

Com seu tratamento de cores, enredos apurados, efeitos especiais, takes que privilegiam a interpretação, a sétima arte é um assunto maravilhoso e praticamente inesgotável. Fico realizada em dar cobertura a assuntos que envolvam cultura, em especial se for na área audiovisual, que é uma de nossas paixões, além de ser o nosso ganha-pão. Digamos que é o tempero com perfeita harmonização.

Mater Cine completa primeiro módulo com “A onda” e profundas discussões 

Atenção cinéfilos, após as férias de meio ano tem o Módulo II, que já está sendo preparado

Qual é o poder de uma sociedade? O que caracteriza uma comunidade? Foi neste contexto que o Mater Cine encerrou o Módulo I, ao exibir “A onda" (2008, com direção de Dennis Gansel), no sábado de 31 de maio. Para o coidealizador do projeto, professor Cléber Rigailo, a obra trouxe uma condição espetacular ao unir como propostas de discussões o que necessariamente faz uma comunidade e aquela relação clássica entre a liberdade e a segurança que, em sua visão, é exatamente aquilo que as pessoas buscam. "Ou você tem liberdade, ou tem segurança. Não dá para ter as duas coisas ao mesmo tempo. Às vezes você tem que abrir mão da sua liberdade para viver em comunidade e em segurança”, problematizou.
Rigailo aponta que o filme em si incita questões extremamente atuais, apesar de ter sido inspirado numa experiência de 1967 que inspirou dois longas, documentários e várias repercussões. Para ele, no final das contas, existe sempre um debate implícito. "O debate proposto por “A onda” é influência de poder dentro da sociedade que vivemos hoje e a falta de pessoas que conseguem visualizar este poder e necessariamente questioná-lo. Além dessa questão, aborda de forma muito interessante como é fácil manipular as pessoas através de quem tem um pouco de consciência deste poder. Isto forma uma experiência dentro daquele grupo de jovens que acaba trazendo a eles um rumo. Isto que é o interessante, pois em nossa sociedade, os adolescentes, principalmente, estão sem esta perspectiva para onde ir e é muito fácil eles serem cotados com essas ideias prontas e se vendem muito facilmente”, discorre. 
O professor e cinéfilo aponta que este contexto culmina em uma reação em cadeia: "à medida que essas pessoas começam a se sentir dentro de uma comunidade os abusos começam. Aquele que detém o controle desta comunidade começa a favorecer, não só a si próprio, mas também dentro daquele contexto, a manipulação deste grupo. Neste momento, a gente começa a perceber o abuso,. Só que como o professor estava consciente em todo o momento dentro desta experiência, demonstra que quando os alunos se permitiram ao abuso, ele revela: Isto é uma experiência. Vejam até onde vocês foram”, citou, referenciado-se a um momento clímax. 

Avaliando o Mater Cine
O coordenador do curso de Direito. Valmir Chiochetta Jr, co-idealizador do Mater Cine, convidou a todos os acadêmicos presentes na última sessão para preencher um questionário de avaliação do projeto que deve balizar os próximos módulos (leia destaque). 
Ademais, Rigailo completa que dentro da expectativa inicial que eles tinham a avaliação é  positiva,  principalmente pela participação, não só em termos numéricos da população acadêmica, mas qualitativamente. "O pessoal que veio participar realmente divide esta paixão não só pelo cinema, mas por este processo de ver a sétima arte de uma forma mais crítica de observar as questões que estão além da própria imagem. É exatamente a proposta do projeto de incitar esta discussão e fazer com que isso acabe acrescentando algumas coisas em termos de reflexão na vida deles”, ressaltou o professor, acrescentando que "positivamente ainda destaco que algumas pessoas que por vezes não se manifestam em sala de aula aqui acabam se manifestando, pois vêm um assunto que trazem mais proximidade a eles do que necessariamente uma matéria ou outra que estejam cursando na faculdade. Diria que avalio positivamente pois a nossa expectativa é de continuar. O sinal que nós recebemos da comunidade acadêmica é que o projeto pode mesmo continuar”, projetou Rigailo.


Atenção para o Módulo II
O Experimento Goebbeis
O vento será Tua Herança
Entre os Muros da Escola
Clube da Luta


Daiana Pasquim (DRT/PR 5613)/AC Faculdade Mater Dei 
Fotos: Lucas Piaceski
Assessoria de Comunicação 

Christoferson Agência Audiovisual 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

"Ondas Companheiras"- DIARINHO: ED 152 (Junho de 2014)


Uma edição com muita informação sobre o rádio. Foi encartado hoje no jornal Diário do Sudoeste o Diarinho, do Instituto Carlos Almeida. Estamos em plena realização da "Mostra de Poesias e Contos do Aniversário de 60 anos da Rádio Celinauta", promovida pela Academia de Letras e Artes de Pato Branco (Alap), em parceria com o projeto Diarinho Cultural do Sudoeste do Paraná. Aproveitamos para trazer curiosidades sobre as ondas eletromagnéticas. A edição também está especialmente voltada ao meio ambiente.

Editorial
Tem ondas no ar

Ondas de frio invadiram o Sudoeste do Paraná. Ondas de consciência vêm com os ventos para rememorar o Dia Mundial do Meio Ambiente. Mas também ondas eletromagnéticas trazem muitas curiosidades e nos fazem mergulhar no clima do rádio, movidos pela "onda de pesquisar" e escrever, após o lançamento do concurso 2014 do Diarinho: a "Mostra de Poesias e Contos do Aniversário dos 60 anos da Rádio Celinauta”, promovido pela Academia de Letras e Artes de Pato Branco, através do projeto, para os municípios de Pato Branco, Clevelândia, Bom Sucesso do Sul, Mariópolis, Itapejara D’Oeste e Renascença. 
Lá na página 5 nós contamos que os transistores estão em pleno funcionamento e do forno estão saindo muitos contos e poesias. Os membros da academia divulgarão os classificados como os dez melhores textos em 24 de julho e, além de ir para a TV, os escritores terão seus textos reconhecidos aqui no projeto Diarinho.
Falando em meio ambiente, recém passamos pelo Dia do Geógrafo, comemorado em 29 de maio. Os geógrafos são profissionais que estudam a Terra. Significa que sabem tudo sobre o revelo, o clima (leia matéria da página 3), a vegetação e os rios que constituem o nosso planeta. Mas não é só isso! Também estudam economia, a distribuição geográfica populacional, as divisões políticas entre os países, as diferenças culturais e muito mais. Pesquisam como as comunidades e habitantes se relacionam com o meio em que vivem. Os geógrafos exercem um papel de cuidar do nosso planeta e auxiliar no planejamento urbano, no manejo de recursos naturais, no planejamento da construção de hidrelétricas e pólos industriais, que são fundamentais para a sociedade, mas que exigem responsabilidade para que o impacto ambiental seja o menor possível!
Mensagens de amor ao planeta e de preservação à natureza florescem todo 5 de junho. Aproveite para exercitar seus conhecimentos na página de Passatempos.
O Diarinho defende que as crianças preservem o lugar onde moram. Acreditamos que conhecer as origens, como a própria história da Rádio Celinauta em nosso concurso, é uma forma de preservação: de memória, de costumes, de propagação de conhecimentos. O rádio é um grande companheiro, já diz a nossa chamada de capa. 
Com o rádio de um lado e a natureza segura do outro, vamos combinar que proteger o meio ambiente está "na crista da onda”. Sintonize suas antenas para o que é importante para você e o mundo em que vivemos. 










Produção: Christoferson Agência Audiovisual
Textos: Daiana Pasquim - DRT/PR 5613
Arte-finalista: Lucas Piaceski




segunda-feira, 19 de maio de 2014

Delícias da cozinha nacional e internacional passaram pela 3ª Oficina de Gastronomia Mater Dei

Foto: Lucas Piaceski/Christoferson
Os cinco sentidos ficaram acesos para fazer esta reportagem no final de semana (16 e 17 de maio). Como jornalista, "saboreando" a escolha de palavras para colocar o tempero certo neste texto...

Daiana Pasquim
Labaredas sobem e os aromas se acentuam. A mesa está posta e no balcão, uma fila de iguarias a ser degustada. A organização e higiene leva alguns para a pia e os pratos e panelas escorrem limpos e brilhosos também. É preciso selecionar bem as facas e tocar cada ingrediente com determinada técnica. Estes são apenas alguns passos de dança da coreografia completa vivenciada pelos que participaram da 3ª Oficina de Gastronomia da Faculdade Mater Dei, ao aprenderem sobre entradas, bases de molhos, técnicas de cozinha, massas, carnes, pratos principais e sobremesas. O curso foi ministrado pelo chef mato-grossense Gilmar Fava, formado em administração e marketing, com qualificação em cozinha brasileira e internacional, pós-graduado em Didática em Ensino Superior e em Gestão Empresarial. Sua intimidade com a cozinha vem de 28 anos e inclui ainda uma especialização em massas. Para resumir seu curso, Gilmar Fava conta que tenta passar aos alunos as técnicas básicas e a manipulação de todos os cortes, depois os molhos e as  finalizações dos pratos. Assim, a cozinha da Sociedade Rural de Pato Branco ficou repleta de possibilidades nesta sexta (16) e sábado (17), , como um curso de extensão de Administração, coordenado pelo professor e amante da gastronomia, Anderson Michelin.  
“Tento passar ao máximo de técnicas, mas é muito pouco tempo. Eles ficam ansiosos, pois muita gente nunca viu cortar uma cebola, não sabe como é determinado corte de legume, essas coisas. Eu passei o básico do básico e depois vamos juntando e finalizando. Nesta sexta fizemos tapioca, panquecas, focaccias, e à noite, finalizamos com o jantar servindo yakissoba, carne de onça, tex mex com a comida mexicana incluindo guacamole. Fazemos um mix devido à técnica que a gente faz, que é passar alguns cortes e explicar que dá para usar para isto ou para aquilo. Falo: serve para este e aquele prato e assim fazemos o aproveitamento total dos ingredientes”, ilustrou o chef.
E de um ingrediente ao outro a oficina é uma crescente. Na noite de sexta, um molho já era preparado para usar no sábado, perpassando as técnicas para marinar e as de processos de cozimentos e salga. “Alguns ficam assistindo, outras colocam a mão na massa. Poucos ficam mais retraídos. A proposta é eles fazerem. Se eu fizer é só mais uma vez que estou fazendo, mas eles executando, quanto mais aprenderem, melhor”, incentivou. 
O chef conceitua que a gastronomia é muito grande, mas temos que saber cinco coisas básicas: gosto, sabor, aroma, perfume e visual. "Gosto, um exemplo é que cebola tem gosto de cebola, bacon tem gosto de bacon, alho tem gosto de alho. Com dois ou mais ingredientes vamos encontrar o sabor. O aroma inclui os aromáticos como ervas desidratadas ou frescas. Perfume inclui uma bebida ou um whisky. E 50% é visual. Se eu pegar o básico arroz, feijão e ovo, fritar, fazer um virado e por num prato, mas fazer bonitinho, você vai no bonito. O pessoal come pela aparência”, determinou.
Cuidado com os condimentos, alerta Gilmar Fava: “se eu vou fazer um carneiro, gosto muito de alecrim e colocar demais, vai se sobressair ao ingrediente principal. Tem que tomar cuidado nisto. Outra coisa que a gente fala: sal a gosto e tempero a gosto. Gosto é meu, é individual. O correto é o necessário. Como você está fazendo para as pessoas, deve-se manter a dose certa e tomar cuidado. É mais fácil salvar e colocar mais sal do que tirar o sal”.
Dos pratos, saíram ainda: carneiro à moda oriental, o chamado carneiro de califa, picanha à moda antiga, leitão à pururuca, picapara espalmada e moqueca de peixe; além dos aperitivos na entrada, dobradinha à milanesa, ossobuco à milanesa (marinando desde sexta) e azeitonas recheadas. 
A boa notícia é que para um prato ficar delicioso, não depende, necessariamente, conter ingredientes gourmet. “A gente fala carne de primeira e carne de segunda. É lógico que para nós que trabalhamos na área, tem os cortes nobres. Mas a carne de primeira e de segunda, ou é o boi de primeira, ou de segunda, é a qualidade do boi. A carne que tem o osso, que colocamos aqui como de segunda, é a mais saborosa, pois o osso dá mais sabor”, finalizou.

Se atualizando
A empresária Preta Demezuk fez o curso pela terceira vez. “Defendo que a gente tem que dar uma atualizada sempre no cardápio, por mais que você saiba, sempre é bom aprender um pouco mais. Eu adoro receber amigos em casa e tento inovar, não sempre o "arroz com feijão". Aqui estamos pegando umas comidas internacionais como a mexicana, a italiana e diversificando com as nacionais, como a baiana”, exemplificou.
Para Preta, não há como definir um prato como melhor ou pior. “Todo prato feito com amor e dedicação, para mim são todos iguais”.  Ela finaliza contando que Fava é um professor que todo aluno queria ter e que ele está sempre inovando. 
O diretor-geral da Faculdade Mater Dei, Guido Guerra contou que a relação com o chef vem de anos e começou igualmente num evento gastronômico. “O Gilmar Fava, a Ivone e eu o conhecemos no passado quando ele trabalhava no Senac de Curitiba. Foi numa feijoada de sábado que nos encontramos e depois, daí para a frente, até pela relação profissional que temos com seu irmão, Rui Fava, continuamos a acompanhar o trabalho dele. Por sinal, ele já esteve por outras duas vezes em Pato Branco fazendo esta atividade com a comunidade e eu até participei naquela ocasião das duas. Neste não foi possível. É fantástico você observar o interesse de casais, de senhores e senhoras que não estão ligados à área da alimentação fazerem isto pelo prazer de ter em casa uma experiência diferente no dia a dia”, conceituou. 
Para Guido Guerra, Gilmar Fava é um dos maiores chefs do Paraná. "A Faculdade Mater Dei tem orgulho imenso de poder proporcionar para a comunidade de Pato Branco, os nossos amigos, nossas amigas, participar dei algo tão fantástico quanto é saborear, cozinhar, tomar um bom vinho e sentar-se à mesa”.

Daiana Pasquim (DRT/PR 5613)/AC Faculdade Mater Dei 
Fotos: Lucas Piaceski
Assessoria de Comunicação 
Christoferson Agência Audiovisual 


terça-feira, 13 de maio de 2014

Por meio de Diarinho, Alap lança concurso envolvendo os meios de comunicação



Trata-se da “Mostra de Poesias e Contos do Aniversário dos 60 anos da Rádio Celinauta”, para o qual todas as crianças dos 4º e 5º anos das escolas participantes do projeto estão desafiadas a pesquisar e escrever. Os melhores, vão para a TV

Daiana Pasquim
COLABORAÇÃO

Está dada a largada de pesquisa e produção textual e, em 5 de junho, dezenas de textos devem chegar ao encontro mensal do Diarinho Cultural do Sudoeste do Paraná, vindo das escolas municipais de seis municípios participantes do projeto. Eles serão motivados por um mesmo propósito: a "Mostra de Poesias e Contos do Aniversário dos 60 anos da Rádio Celinauta”, concurso lançado pela Academia de Letras e Artes de Pato Branco (Alap), exclusivamente pelo Diarinho, no último dia 8 (quinta-feira), no encontro mensal no Auditório do Sesc. 
A presidente da Alap, professora Neri França Fornari Bochesse disse que todos os anos os membros  da academia planejam o que farão no ano civil, foi quando perceberam que em 2014 Pato Branco comemora os 60 anos da Rádio Celinauta e os 90 anos de frei Policarpo. "Fui atrás de quem ia participar, pois não adianta nós escrevermos, temos que envolver a sociedade, pois esta é a função da academia, ser um ponto cultural dentro da sociedade envolvendo todas as pessoas”, defendeu.
Daí a ideia de lançar o projeto abranger diretamente seis municípios: Bom Sucesso do Sul, Clevelândia, Itapejara D’Oeste, Mariópolis, Pato Branco e Renascença, totalizando 43 escolas públicas representados diretamente por 86 editores mirins. No concurso, entretanto, todas as crianças estudantes dos quarto e quinto anos destas 43 escolas envolvidas podem participar. “A antiga Rádio Colmeia, quando começou, atingia toda a região até tornar-se Celinauta. Assim vamos envolver realmente quem foram os primeiros que participaram desta história. Combinamos com a TV Sudoeste e eles aceitaram e dispuseram os dois programas para levar as crianças fazer suas leituras”, acrescentou, comemorando "veja quantas escolas e municípios vamos envolver. Não podemos abraçar mais para não correr o risco de não dar conta, mas o envolvimento será muito grande”.
Pelo regulamento já enviado para as escolas pela pedagoga do Diarinho, a professora Bernardete Hoinaski Penachi, a ideia é que as próprias professoras façam uma pré-seleção dos textos, enviando ao projeto cinco representando o 4º e mais cinco pelo 5º ano, por escola. Estes, serão lidos e classificados pelos membros da Alap até 24 de junho, que escolherão os finalistas: cinco poesias e cinco contos. Neri enfatiza que o maior prêmio será o reconhecimento público da pesquisa, uma vez que as dez crianças selecionadas vão participar do programa TV Total, apresentado por Margarete Camargo.

Argumentos
Uma lista de fontes de pesquisa também já foi indicada às escolas e a maior ilustração foi pintada diretamente aos editores do projeto no encontro do último dia 8 de maio, quando o diretor de Comunicação da Fundação Cultural Celinauta, frei Nelson Rabello e o diretor de Esportes da Rádio Celinauta e da TV Sudoeste, Inelci Matiello, no rádio desde os 13 anos, trouxeram memórias curiosas para as crianças. Eles lembraram dos recados saudosistas e familiares, as aulas radiofônicas, até as radionovelas e os programas de auditório feitos ao vivo no Cine Avenida e transmitidos pela rádio. 
“Quem não conhece, não ama. Se essas crianças ficarem conhecendo a rádio que começou e que cresceu junto com a cidade eles terão um orgulho maior e, ao ter orgulho da sua terra e a cidade onde nasceu e se vive é uma forma de cidadania. Vão ser crianças que sabem que aqui temos coisas interessantes, coisas boas e que trouxeram o desenvolvimento para o que somos hoje”. 
Neri completa que o concurso para os 90 anos de frei Policarpo será feito em conjunto com as pastorais da Igreja Matriz que muito convivem com ele. “Aqui a proposta também é resgatar um pouco do passado, pois as pessoas mais experientes lembram sobre como ele chegou, como idealizou tudo isto, pois a Rádio e a TV Sudoeste hoje são fruto do que ele pensou. Se nós pensarmos bem somos uma cidadezinha - faz pouco tempo que saímos dos 75 mil habitantes para ser cidade -e temos um canal de TV próprio que nasceu da ideia dele. Isto é muito importante e a cidade de Pato Branco nem sempre sabe, por isto precisamos divulgar. A melhor forma de fazer isso são com projetos assim”, concluiu a presidente da Alap.


Texto: Daiana Pasquim - jornalista DRT-PR 5613
Fotos: Lucas Piaceski

Christoferson Agência Audiovisual